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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

12
Out17

Confissões de uma médica #17: pelas pessoas


Sofia Serrano

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Trabalhar todos os dias com pessoas tem todo o tipo de imprevisibilidade. Porque eu sou uma pessoa, e vejo pessoas.

Ser médico é na realidade estar numa relação com outros humanos, parecidos comigo numas coisas, diferentes noutras.

Tentar perceber porque estão ali, o que precisam, se os posso ajudar a ser mais saudáveis e felizes. E é impossível querer transformar uma consulta numa coisa com tempo limitado e um principío, meio e fim controlado.

Não há guiões para a medicina.

Há uma base científica, os estudos da medicina baseada na evidência, e depois há cada ser humano, em particular. Cada pessoa, com tudo o que isso acarreta. Porque cada um de nós é uma soma de emoções e de uma alma num corpo físico, que está inserido num meio. Somos uma complicação dos diabos, como dizia noutro dia uma amiga.

 

Por isso, quando alguém entra no meu consultório para esclarecer qual o melhor método de contraceção no pós parto, não me posso limitar a disparar um nome de uma pílula ou de um dispositivo qualquer. Tenho de ver efetivamente a pessoa e ter algum tempo.

O tempo suficiente para ver as olheiras. O tempo suficiente para ver como esfrega as mãos num gesto nervoso repetitivo. O tempo suficiente para ver que pequenas perguntas desencadeiam lágrimas. O tempo suficiente para ouvir que o problema não é só o metodo para não engravidar mas sim este ritmo acelerado de ser mãe e de ter um trabalho exigente, de não conseguir descansar, de não ter tempo para fazer as coisas que gostava, de não ter tempo para os filhos, de não ter tempo (e disposição) para o marido, de não estar feliz.

É preciso tempo para reconhecer uma depressão pós-parto. Muitas mulheres são mestres no disfarce, e a família e os amigos acreditam que está tudo "perfeito". Porque conseguem ir fazendo "tudo": gerir um bebé pequeno, a filha maior, o emprego, a auto-estima, a relação com o parceiro. A maior parte de nós não consegue. Estamos exaustas e vamos acreditando que é mesmo assim. Até chegarmos ao limite. 

 

 

09
Out17

Quando a vida nos troca as voltas


Sofia Serrano

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A vida é tramada. Prega-nos partidas quando menos esperamos, puxa-nos o tapete debaixo dos pés quando estamos distraídos a admirar o brilho da lua cheia numa noite de outono com sabor a verão.

Testa-nos.


Porque na realidade as reviravoltas inesperadas são só uma oportunidade de mostrarmos que podemos fazer melhor. Que conseguimos dar a volta por cima, e encontrar o caminho mesmo que nos troquem as voltas.

Acredito nisso, do fundo do coração.

 

É segunda feira e não sei bem o que reserva o futuro. Mas acredito que isso é só mais um desafio desta vida.
E que o inesperado vai trazer coisas boas. Mesmo que seja preciso arriscar.

07
Out17

Querido outono


Sofia Serrano

Dizem que é outono. Que estamos em outubro.

Dizem que este calor não é normal e já ouvi todo o tipo de teorias sobre o que significam temperaturas de verão nesta altura do ano.


Eu digo que mais vale aproveitar. Cada dia, cada mergulho, cada raio de sol.
Aproveitar cada instante, porque não sabemos o que o futuro nos reserva.
E o presente é agora é é tão bom

 

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05
Out17

Os Descendentes 2 no Disney Channel


Sofia Serrano

Aqui por casa já saímos da fase dos laços na cabeça e dos vestidos. Estamos totalmente em modo pré-adolescente.

Por isso, a M. delirou quando surgiu o convite do Disney Channel para assistirmos em primeira mão ao novo filme "Os Descendentes 2". Ou seja, uma nova aventura com os filhos adolescentes dos nossos vilões preferidos da Disney, desde a bruxa má à Ursula e ao Capitão Gancho.

Foi no Village Underground Lisbon e foi uma festa verdadeiramente mágica, com a participação dos personagens principais do filme - a Mal, a Evie, o Jay e o Carlos - com grafitis, um lanche assustador e uma coreografia do filme.

 

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25
Set17

A festa da minha Vaiana


Sofia Serrano

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A  festa de aniversário da M. é sempre uma espécie de festa de despedida do verão. Mas esteve calor e deu para aproveitar o sol e a piscina.

O tema para a festa era a "Vaiana" , por isso, pusemos um toque de Hawai nesta espécie de Luau de aniversário :) Houve colares de flores, música e mergulhos até começar a escurecer.

 

 

23
Set17

Adoro este outono.


Sofia Serrano

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Começou ontem, mas ainda parece verão. Só que em bom.

Com praias vazias, 30 graus, espaço para correr. Restaurantes sem filas, piscinas e conchas.

Este é o meu tipo de outono.

Querido algarve, que continues assim por muito mais tempo.

Que a água salgada e areia da praia nos lavem a alma e nos dêem boas energias para o que aí vem.

 

(e sim, a água está ótima!)

 

 

 

22
Set17

Olá fim de semana!


Sofia Serrano

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Adoro setembro, mas é um mês complicado e trabalhoso. Há o regresso às aulas e ao trabalho, o regresso às rotinas. Há  que comprar material escolar novo e roupa nova porque tudo deixou de servir. Há que reorganizar horários entre pais e filhos, escolas e atividades extra-curriculares. Afinar rotinas, entre o "hoje levo eu" e o "amanhã vais tu buscar". Arranjar tempor para voltar ao ginásio.

 

Uma família nos dias que correm tem de ser uma máquina bem oleada, caso contrário não temos tempo para nós. Cumprir horários e obrigações, e aproveitar o tempo que resta.

 

Setembro é o mês das afinações. 

E é por isso que sexta feira é dia de chegar a casa mais cedo e abrir um bom tinto.

18
Set17

Parabéns, meu amor


Sofia Serrano

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Quando disse à tua avó que estava grávida, ela fez as contas sem precisar da minha rodinha de obstetra e disse que ias nascer no dia de anos dela. Eu respondi que era muito pouco provável, porque o dia 18 de setembro já calhava nas 41 semanas. 

A verdade é que não estavas com pressa de nascer. Devias estar quentinha e confortável - e eu confesso que te adorava sentir mexer na minha barriga, e ter-te ali, protegida do mundo e só minha.

 

Mas a evidência científica da medicina diz-nos que a partir de um certo ponto começamos a arriscar quando esperamos para além das 41 semanas, por isso, decidimos induzir o parto.

 

No dia 17 ainda vesti a farda da maternidade, como se estivesse de urgência naquele dia, com a diferença que o teu pai estava comigo. Foi preciso colocar 1 comprimido, subir e descer escadas pelo hospital, ir almoçar à cantina com os outros colegas, subir e descer mais escadas, fazer CTGs. Colocar outro comprimido. Andar, andar. Quando finalmente começaram as contrações e a bolsa rompeu já estavamos no final do dia. E apesar de achar que ia ser muito forte e conseguiria controlar perfeitamente a dor, estava redondamente enganada e a foi a epidural que tornou as horas seguintes numa espera tranquila.

Isto para te dizer, minha querida, que a dilatação lá foi avançando devagarinho, e que só decidiste que estava na altura de nascer já passava da meia-noite.

 

No dia 18 de setembro, tal como a tua avó previra. Exatamente no dia de anos dela.

 

Confesso-te que esperava que o parto fosse mais fácil. Mesmo com a epidural, tinha uma dor forte, porque a tua cabeça não estava bem rodada. Foi preciso dar-te uma ajuda com a ventosa. Com o nervoso, a dor e as emoções à flor da pele, eu só conseguia rir. Eu sei, é parvo, mas em stress muitas vezes dá-me para isso.

Enfim, lá te demos uma ajuda a nascer. Ficaste em cima da minha barriga, de olhos muito abertos, como que a perceber o que estava a acontecer.

 

 

 

 

 

Os meus livros

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