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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

21
Fev17

Vem aí o Carnaval!


Sofia Serrano

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Gosto muito do Carnaval. Não sei se por fazer anos nesta altura, mas tenho sempre tão boas recordações destes dias que por mim o Carnaval podia durar mais! 

Os miúdos adoram mascarar-se, e apesar de o fazerem em casa todo o ano, adoram estes dias em que podem ir para a escola vestidos como as suas personagens preferidas.

Ja andamos a preparar os disfarces para esta sexta feira levarem para a escola.

E no fim de semana vamos a uma festa de Carnaval que promete - pais e miúdos mascarados, vai ser tão, mas tão giro!

Bem, a verdade é que ainda não decidi de que me vou mascarar! Os miúdos e o pai já estão bem fardados mas falto eu!

Ideias originais são bem vindas! ( tem de ter a ver com super heróis!)

 

 

18
Fev17

Pequenos-almoços de fim de semana


Sofia Serrano

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O fim de semana é ótimo para um pequeno almoço com calma, em família.

Um dos nossos pequenos almoços preferidos é este: ovos mexidos, bacon, queijo e frutos secos, com um sumo de laranja natural com as doces laranjas algarvias.

Os ovos compramos dos biológicos,bem como as laranjas. Procuramos no supermercado o queijo e bacon o mais natural possível, ou seja, é preciso olhar para o rótulo e ver os ingredientes, e deixar nas prateleiras aqueles carregados de aditivos.

Todos adoram!

(e amanhã é dia de panquecas, prometo vir partilhar uma das nossas receitas!)

17
Fev17

Receitas saudáveis: pão maravilha


Sofia Serrano

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Como o prometido é devido, vou começar a partilhar algumas das receitas que fazemos cá por casa, na nossa tentativa de uma alimentação cada vez mais saudável.

Quando digo a alguém que cortamos no trigo, a primeira coisa que me dizem é: e o pão? Como é que se consegues viver sem pão?

À primeira vista parece difícil. Depois, quando se evita pão e massas percebemos que o inchaço da barriga desaparece e que fazemos muito melhor a digestão. E encontramos alternativas mais saudáveis e igualmente deliciosas.

Esta é a nossa versão do pão maravilha. Acabadinho de fazer e com manteiga é delicioso. Mas em torradas também é de comer e chorar por mais. 

 

Vão precisar de:

 

1 chávena de polvilho doce
1 chávena de farinha de trigo sarraceno
1 chávena de linhaça dourada moida
1/2 chávena de farinha de coco
1/2 chávena de farinha de amêndoa
4 ovos
1 chávena de água morna
1 colher de sopa de vinagre
1 colher de chá de fermento 
3 colheres de sopa de leite 
sal qb

 

 

É muito simples de fazer e os miúdos adoram ajudar:

 

 

15
Fev17

O que comemos aqui por casa


Sofia Serrano

 

Captura de ecrã 2017-02-15, às 21.17.06.png

 

 

Quem nos segue no instagram já sabe que aqui por casa tentamos ter uma alimentação saudável e fazemos uma alimentação "paleo descomplicada".

Para todos, miúdos e graúdos, e não, não é nenhuma dieta, mas sim um estilo de vida.

Na realidade, o nosso princípio fundamental é consumir alimentos o mais saudável e biológicos possível, evitando grãos, açúcar processado (e diminuir os açúcares naturais) e evitar alimentos processados, especialmente os que contêm maus ingredientes e aditivos.

 

Acho que um momento importante na decisão de mudar a nossa alimentação foi a reportagem da Sic que passou aqui há uns tempos, o "Somos o que comemos". Apercebi-me subitamente que iogurtes, cereais, sumos, pão, fiambre e afins estavam carregados de açúcar e aditivos. Que o que estava, afinal a dar tranquilamente às minhas crianças como um lanche saudável, não era nem de perto nem de longe isso.

 

 

 

14
Fev17

Não gosto do Dia dos Namorados


Sofia Serrano

 

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Pois que o mundo se divide entre aqueles que passaram os últimos dois meses em busca do programa perfeito, do presente inesquecível, da música memorável, da refeição divinal para este dia de São Valentim, e os outros. O meu grupo. Aqueles que não querem nem saber deste dia.  

 

Na verdade, ouvir a expressão "Dia do Namorados" ou "Dia de São Valentim" tem um efeito tipo máquina-do-tempo, comigo a ser tele-transportada para a adolescência.

Aquela altura em que as emoções e os amores estão no topo das nossas prioridades, que o coração bate fora do peito todo o tempo e as borboletas vivem na nossa barriga. Aquela altura em que as miúdas giras são as populares, e têm mil-e-um-pretendentes, e recebem rosas e ursinhos e outras coisas pirosas neste dia. Aquela altura em que excesso de peso, borbulhas e outros acessórios-não-fashion nos afastam da magia do Dia de São Valentim. E quem não recebia uma carta de amor ou um peluche estava, definitivamente, fora.

Pronto, eu sou dessas, daquele grupo que nunca recebia nem um chocolatinho ou um presente de um admirador desconhecido, e que sonhava com um sorriso daquele rapaz giro que via todos os dias na paragem de autocarro mas que nem ousava olhar diretamente para ele. Dramas da adolescência: é isto que significa para mim o Dia dos Namorados.

 

 

13
Fev17

Coisas que as pessoas adoram dizer às grávidas


Sofia Serrano

Não sei como foi convosco, mas muito provavelmente aconteceu algo muito parecido a isto.


Assim que ficamos grávidas, de repente, toda a gente SABE o que vai acontecer, o que podemos ou não fazer, o que podemos comer. E pelo nosso ar, ou pelo formato da barriga, ou pelo alinhamento das estrelas, de CERTEZA que conseguem prever tudo.

Reconhecem isto?

"Ah...tem a barriga em bico, de certeza que é um menino!!!" (50% de hipóteses de acertar...)


"Ah, tem uma barriga tão grande! De certeza que vão ser dois!"...e duas horas mais tarde, outro "alguém" igualmente sábio "Ah, que barriga tão pequenina! Vai ser um bebé muito magrinho, é melhor descansar!" (alguém precisa de óculos ou de uma fita métrica)


"Está óptima esta gravidez, não aumentou nada de peso!" e cinco minutos depois outro comentário "Está tão gorda e inchada! Já aumentou muito de peso, não foi?" (melhor usar tabela ao pescoço com aumento total de peso na gravidez)


"Ah, está com um ar resplandecente, é menino de certeza!" e dias depois ouve-se "Tem a pele e o cabelo lindos, é porque vai ser menina, aposto!"(...)


"Se continua a trabalhar vai nascer antes de tempo, de certeza!"


"Com essa barriga vai ter um bebé de 5 kg, vai ver que tem de ser cesariana"...(só obstetras...)

Solução : SORRISO...silêncio...e continuar a SORRIR.


Claro que depois de o bebé nascer, ainda há mais médicos/psicólogos/educadores por aí, que têm sempre a receita milagrosa para os problemas do dia-a-dia:

"Ah...esse choro deve ser fome, de certeza!O melhor é dar leite em pó, o menino está a ficar com fome só com a mama!" ou então "O menino vai ficar muito gordinho com esse leite, porque é que não dá mama?" (nunca ninguém está satisfeito...)


"Colo? Está a habituá-lo mal!Ele depois quer sempre colo!" (sim, aos 18 anos deve querer muito colinho...)


"Nem pensar em deixá-lo dormir na cama dos pais! Olhe que ele depois habitua-se!" (sim, sim, ouvi falar de miúdos de 20 anos a levarem as namoradas para a cama dos pais.

E blábláblá...wiskas saquetas.


E pronto. É por isso que eu gosto de sorrir. 

 

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08
Fev17

Toda a verdade sobre as mães


Sofia Serrano

Impossível não partilhar.

Mais um fantástico texto do Eduardo Sá, onde todas as mães se vão, concerteza,  rever!

 

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(Advertência: Este texto não deve ser lido por todas as pessoas! É exclusivo e recomendado só para aquelas que serão, muito provavelmente, as melhores mães do mundo.)

 

Não, não é verdade que as mães sejam serenas, macias e bucólicas, quase sempre. E que, seja diante do que for, reajam num tom ameno, almofadado e cheio de açúcar, sem sequer gritarem, esbracejarem e esconjurarem todos os descuidos que, sempre que elas são dedicadas e atentas, abundam numa casa. As mães saudáveis têm o direito (milenar!) a esganiçar-se, sim senhora! (Aliás, mães esganiçadas são um património imaterial da Humanidade; como se sabe.) E têm o direito a ameaçar que, um dia, se vão embora e “aí sim, vocês vão ver a falta que vos faço!”. E por mais que não esperem que ninguém as leve a sério, como é óbvio, agradeciam que toda a gente da família ficasse, pelo menos, em... estado de choque (!!!) diante de um grito como esse, em vez de permanecer em silêncio – entre o divertido e uma atitude do género: “Ela fica tão gira quando está com mau génio!” – como se nada, na gritaria duma mãe, valesse para o que quer que fosse! Aliás, as mães (saudáveis, é claro) estão fartas e saturadas da sua função de mãe nunca ter nem domingos nem feriados! Nem ser considerada para efeitos de reforma, de banco de horas – a reverter em seu favor, aos fins de semana - ou com mais dias de férias, como devia ser!

 

Afinal, quem é que levanta as crianças, todos os dias, e se dispõe ao papel (maléfico!) de as proibir de dormir mais cinco minutos, e se esgadanha contra os seus dedos papudos que reclamam “mais desenhos animados já!”? E quem é que as apressa a vestir e as obriga a engolir o pequeno almoço, quase sem respirar? E quem é que as intima a lavar os dentes (depressa!), antes de as ameaçar que vão de cuecas para a escola se não descerem (a correr!) para o carro para que, depois de esbracejarem contra o trânsito, irem numa correria deixar a miudagem, que cansa, só de ver? E quem é que deve sofrer de dupla personalidade e, depois dos ataques de nervos de todas as manhãs, passa da fúria de leoa à maior de todas as ternuras e pespega um beijo inimitável, e dá um sorriso cheio de luz, e abraça, e diz “a mãe ama-te tanto!!!!”, enquanto aconchega os caracóis, e chama “príncipes” e “princesas” a crianças normais e ensonadas? As mães!

 

 

 

 

06
Fev17

Escrever


Sofia Serrano

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Há alguns dias, um amigo pôs-me a pensar.

Sobre o que me movia neste mundo digital. Sobre blogs, pessoas, marcas, parcerias, coisas boas e desilusões.

Às vezes ficamos perdidos. Este mundo é implacável.

E é preciso alguém que nos faça parar e pensar sobre o nosso caminho. O que nos trouxe até aqui, o que nos faz querer continuar. Quem somos e o que queremos.

 

Sou médica, e adoro o que faço. E tenho a mais bonita especialidade do mundo, que me torna responsável pelas mulheres, pelas grávidas, pelos bebés que ainda estão em desenvolvimento na barriga das mães, com todo um futuro à sua frente. Esta vai ser sempre a minha profissão.

 

Mas também amo escrever.

Desde muito pequena, tenho muitas histórias escritas em letra de escola primária em cadernos velhos. E diskettes que já não consigo abrir com ficheiros com romances de adolescente, documentos em discos rígidos que foram escritos em momentos de impulso ou bem ponderados. O meu querido "Confissões de uma Médica" e agora o "Dias de uma Princesa Grávida". Não sei se isto tudo me define como escritora, mas sou, assumidamente, uma apaixonada pela escrita. Uma médica-escritora soa bem.

 

Isto para dizer a esse meu amigo que sim: sei o que quero, o que me move, o que me faz sonhar.

 

Escrever.

 

 

#mynovel

04
Fev17

O quê, os teus filhos não te deixam dormir no fim de semana?


Sofia Serrano

Perguntas recorrentes. Dramas familiares.

Ora o mundo divide-se entre aqueles que têm miúdos que desde pequenos dormem até ao meio dia, e que dificilmente acordam cedo, e aqueles que são madrugadores incansáveis, e que mesmo ao fim de semana estão a pé antes das 8 - ou até antes das 7, que curiosamente o fim de semana traz consigo o fenómeno do "acordar-ainda-mais-cedo". 

 

Cá em casa, acreditava piamente que quando tivesse filhos, iam ser exatamente como eu: dormir até ao meio-dia era um dos meus desportos preferidos ao fim de semana, ou até durante a semana se tal fosse possível.

Pronto, estava redondamente enganada.

Mais uma para a lista do "a maternidade-não-te-preparou-para-isto".

 

Desde muito, muito pequenos, acharam que o ideal era acordar por voltas das 7. Durante muito tempo, até acordavam a rondar as 6 da manhã e era impossível fazê-los voltar a dormir. Sabem lá como me custou habituar-me a esta coisa de ter dois pequenos madrugadores em casa.

Portanto, para além de despertares noturnos de origem diversa (desde pesadelos, a xi-xis e etc) que implica aprendermos a dormir instantaneamente em duas horas e termos de acordar frescos que nem uma alface de um instante para o outro (ótimo treino para quem faz urgências noturnas!), tornarmo-nos pais implica mudarmos para a outra metade do mundo.

Deixar os sornas e passar para os madrugadores.

 

Claro que há aqueles pais sortudos.

Aqueles que me dizem de boca cheia: "O quê, os teus filhos não dormem até ao meio-dia sempre que podem? Coitada! O melhor é deixarem de dormir a sesta, ou não os deixar ir dormir tão cedo!"

 

Já testamos esta teoria, que à primeira vista me parece logo dos maiores disparates de sempre, porque meter miúdos na cama cedo (por volta das 20:30) é bom para eles e deixa tempo para os pais. E sestas, enquanto as quiserem dormir, ajudam a tudo, desde crescimento a concentração.

Mas pronto, num daqueles dias de jantares de amigos pode acontecer. Deitamo-nos todos tarde e rezamos para que, no dia seguinte, só acordemos depois do sol já estar bem alto no céu.

O que acontece invariavelmente? Acordam ainda mais cedo. E cheios de energia (ao contrário dos pais, que repentinamente tomam consciência que daqui a nada temos 40 anos, e que esta vida de noitadas já não dá para nós).

 

A solução?

Deitarmo-nos cedo também.

Ou esperar pela adolescência, que me garatem que muda este lado madrugador das crianças.

(a ver vamos!)

 

(não se esqueçam, amanhã vou estar com a Catarina Beato na Fnac do Forum Algarve, ás 16:00, a apresentar o nosso livro, apareçam!)

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