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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

29
Jul13

Amamentar (sem fundamentalismos)


Sofia Serrano

Já perceberam que não sou fundamentalista. Não acho que as coisas tenham de ser pretas ou brancas - o cinzento também é uma cor e não gosto de dizer "eu nunca vou fazer isto". Não sei o que o dia de amanhã me reserva.
Muito se fala de amamentação. Uns porque sim, tem se ser, sob qualquer circunstância, porque é o melhor para a mãe e para o bebé. Outros porque não, porque já decidiram que ia ser assim e se o biberon existe não vão mudar de ideias.
Parece-me que o mundo é grande o suficiente para todos nós.
E posso-vos contar a minha experiência, no meio disto tudo. Mais uma, como muitas que já leram, que não significa que seja igual à vossa, melhor ou pior - é só a minha, uma partilha entre mães.
Como profissional da área sei, desde o tempo da faculdade, que o leite materno é o ideal para alimentar o bebé. Tive uma fantástica professora de Pediatria, a Dra Leonor Levy, acérrima defensora da amamentação numa altura em que os biberons estavam na moda. Ela mostrou-nos todos os factos e evidências que defendem a amamentação, desde a ligação entre a mãe e o bebé, até ao facto do leite materno ter exactamente as substâncias que eles precisam nos primeiros meses de vida. E explicou-nos como orientar uma pega correcta (o posicionamento da boca do bebé no mamilo, para que a sucção seja a adequada, o bebé não engula ar e o mamilo não fique macerado). E mais uma vez em teoria é tudo muito simples. E parece muito fácil.
Depois, anos mais tarde, quando comecei na especialidade, sempre incentivei a amamentação (porque os benefícios são inegáveis, e às vezes é preciso insistir um bocadinho e não desistir à primeira dificuldade), mas também contactei com situações em que as coisas claramente não estavam a correr bem (como mastites complicadas) e tentei que as mães compreendessem que não eram piores mães se deixassem de amamentar para ficarem bem, que mãe e bebé saudáveis e felizes é o que se quer.




Claro que depois vem a minha experiência pessoal - passar pelas coisas dá-nos claramente outra perspectiva. E a minha filosofia era "vou amamentar se as coisas correrem bem, se correrem mal não vou entrar em stress e há alternativas". E foi assim que amamentei os meus dois filhos até fazerem 1 ano. Sem pressão. Confesso que com a M., a primeira, foi mais complicado: apesar de saber a teoria toda de pôr o bebé à mama, fazê-lo ao nosso filho não é assim tão fácil. E sim, ao inicío era doloroso, até conseguir que ela se adaptasse bem. E nas primeiras semanas, ela cansava-se facilmente, e era capaz de mamar alguns minutos, adormecer, e meia-hora depois estava com fome outra vez. E naquela altura em que as nossas hormonas estão todas descontroladas e nos estamos a adaptar a ter um recém-nascido em casa, andar de mama de fora constantemente, sem intervalos regulares pode ser desesperante. E houve momentos em que estive quase a desistir. Mas progressivamente, mãe e filha adaptaram-se, ela aumentou bem de peso, os incómodos e dores iniciais desapareceram e os intervalos aumentaram. E foi com relativa tranquilidade que os meses se foram passando e ela própria, por volta dos 12 meses, deixou de querer mamar.
O P., o segundo, foi mais fácil, porque já tinha a experiência da M., e porque realmente num segundo filho tudo corre naturalmente com mais tranquilidade (porque já sabemos ao que vamos e porque temos o outro para nos preocuparmos também). 
Em suma, tenho uma boa experiência com a amentação, mas sei que o limiar entre desistir e persistir é muito ténue. A área cinzenta. E não vale a pena estarmos com fundamentalismos. E sim, gostei de amamentar e acho que é o melhor para a mãe e para o bebé.

Espreitem o Projecto Loove aqui e conheçam mais sobre a amamentação.

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28
Jul13

Praias boas para levar os miúdos


Sofia Serrano

Cá por casa, adoramos praia, sol e calor e um mergulho no mar sabe pela vida! Como os miúdos são madrugadores, vamos cedo e voltamos cedo, para aproveitar as horas boas de sol, e dormir umas belas sestas quando está muito calor. Temos a sorte de morar numa zona com bom tempo e muitas praias a pouca distância. Nem todas são ideais para quem tem miúdos - não é muito simpático andar a subir e a descer falésias imensas com um saco XXL e dois miúdos ao colo. Por isso temos tentado escolher praias com fáceis acessos (de preferência com estacionamento mesmo junto à praia), salva-vidas, uma zona com comida/bebida e casas de banho, mar calmo e um bom areal para eles brincarem. Já o critério preferido da M. para escolher a praia é ter bolas de berlim (com creme, idealmente)!




P. - fato de banho de bebé com protecção UV, Imaginarium
M. - macaco My Mini & Me
Mãe - macaco My Mini & Me, sling Maria Café


Estas são algumas das praias aqui no Algarve que gostamos para ir com os mais pequenos:

- Praia da Falésia - dá para estacionar o carro pertinho da praia, tem um areal imenso com muito espaço

- Praia Verde - a minha preferida. Na maré-baixa fica com um areal imenso, muitas piscininhas para eles brincarem e o mar é geralmente calmo. E a temperatura da água é óptima!

- Praia do Ancão - uma praia sem grandes confusões, apesar de muitas vezes ser um bocado ventosa.

E se gostarem de dar um passeio com os miúdos, porque não ir no comboio até à Praia do Barril, na zona de Pedras D´El Rei, ou de barco para a Ilha de Cabanas?


P. - t-shirt Zara Kids

Quais são as vossas praias preferidas para levar os miúdos?

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24
Jul13

Crónicas de uma interna #3


Sofia Serrano

Isto de tentar estudar no Verão não é pêra doce. Principalmente quando se mora no sul do país, a temperatura da água ronda os 23 graus e está um sol fabuloso. Ah, e estou de férias.
E depois tenho uma particularidade : adoro ler os pormenores históricos de tudo (e perco tempo preciso nisto, claro!). E se ando a estudar tudo sobre contracepção, o que acho mais piada é saber que no antigo Egipto se fazia uma mistela com fezes de crocodilo e massa fermentada, que as mulheres colocavam na vagina, para criar um ambiente hostil para os espermatozóides e assim evitarem a gravidez. Ou que as romanas faziam uma mistura com frutas ácidas, nozes e algodão para o mesmo fim. Que a pílula surgiu em 1960 e que nessa altura revolucionou a sociedade, com o  nascimento do conceito de planeamento familiar. Que nos dias que correm, as pílulas são de muito menor dosagem, com maior eficácia e menos efeitos secundários.
E depois pelo meio, dá-se um mergulho no mar e fica-se a saber que a Kate teve um parto normal, que não fez epidural e optou mesmo pela tal hipnose durante o parto, que teve um bebé lindo e gorducho de mais de 3800g, que tem uma barriguinha pós-parto saliente como todas nós e que quer amamentar, apesar de todas as marcas e mais algumas de biberons já terem enviado para o palácio MONTES de exemplares de oferta. Que mais que da realeza, é uma mulher real. Como nós. 
Entretanto o P. já diz "vô" e repete a palavra cada vez que vê alguém com uns cabelos brancos a mais. A M. desafia-nos constantemente, mas também consegue ser um amor e ter conversas de gente grande. E tenho mais um capítulo para estudar. E ainda tenho de imprimir o CV. E assim vai a vida.
(estou a precisar de ir ali ao congelador buscar um geladinho de chocolate!)



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23
Jul13

A infertilidade (essa coisa que assusta)


Sofia Serrano

Ter filhos parece ser o curso normal da vida. 
O passo seguinte naquele percurso de crescer-estudar-trabalhar-casar. 
Quando somos novos não pensamos muito nisso, encaramos como um evento natural que vai surgir mais cedo ou mais tarde na vida. 
E depois do curso, queremos um trabalho estável, um sítio para viver, progredir na carreira. Deixamos os filhos lá mais "para a frente", quando a altura for ideal. 
E depois, quando parece que surgiu o momento ideal, passa um mês, 2 meses, 1 ano, dois anos...e o tão desejado filho não chega. Começa a ansiedade. A incompreensão. A dúvida. O "porquê nós"? E nem sempre é fácil para o casal admitir que precisa de ajuda para perceber o que se passa.
Na verdade, a fertilidade feminina começa a diminuir a partir dos 30 anos, e mais marcadamente a partir dos 35. E apesar de historicamente a mulher ser "a culpada" do casal não conseguir ter filhos, sabemos que na sociedade actual, factor feminino e masculino contribuem de forma muito idêntica para o número de casais inférteis a nível mundial - estima-se que no mundo ocidental ronde os 15%.
Quando não se consegue uma gravidez e se recorre a ajuda médica, embarca-se numa luta. Uma luta para perceber o que não está bem - e isso implica muitos exames, muitas angústias, mas também e acima de tudo, muita esperança de se conseguir a gravidez tão desejada. Nalguns casos é necessário tomar medicamentos para induzir a ovulação, noutros é necessário cirurgia, noutros ainda é preciso recorrer à FIV (fertilização in vitro) e outras técnicas de procriação medicamente assistida (3 a 4% das crianças que nascem na Europa são fruto destas técnicas). E é preciso tentar uma vez, duas vezes, três vezes. 
É preciso coragem e é preciso uma pitada de sorte, para que tudo resulte naquele momento mágico, que é ver o 2º tracinho no teste de gravidez.


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22
Jul13

Estratégia do dia


Sofia Serrano

Se não os podes vencer...junta-te a eles.
Sim, estamos de férias (eu e eles), é Verão, são miúdos e não têm culpa de a mãe ter esta vida. Por isso, fomos a manhã para o parque. 




Pronto, o plano era ler umas coisitas, enquanto o P. dormisse uma sesta no carrinho e a M. se divertisse nos baloiços. Não saiu bem como esperado (para não variar) mas soube bem.
O fresco das sombras, eles a rirem do pavão e dos patos, corridas pelo parque, baloiços e escorregas, amigos novos.
E um lanchicho a meio da manhã com a Vaca que Ri (delicioso!).






(Pronto, eu confesso: o plano foi mesmo CANSÁ-LOS para ver se dormem a sesta e eu consigo finalmente estudar!!!!)

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21
Jul13

Estratégias para conseguir estudar com dois miúdos pequenos em casa


Sofia Serrano

Ficar em casa com a M. de 4 anos e o P. de 1 ano e tentar estudar é praticamente equivalente a entrar num daqueles filmes com o Tom Cruise, em que ele fica pendurado pela cintura para roubar um diamante XPTO - mas na nossa versão, não há Tom Cruise e é mesmo uma missão (quase) impossível.
Portanto, assim que eles topam que ando com papéis, livros, canetas e marcadores fluorescentes atrás (entre o escritório, o quarto e a sala, dependendo de onde é o sítio mais sossegado!), decidem que é MESMO nessa altura que precisam DAQUELA caneta, que querem fazer um desenho NAQUELAS folhas, ou querem (só porque sim!) brincar com AQUELE livro (o P. aponta para o livro e repete: "Bébe!Bébé!"). Bonito. 
Portanto, aceito toda e qualquer estratégia que me queiram sugerir para os entreter e conseguir estudar e saber de-cor-e-salteado tudo o que há para saber de ginecologia e obstetrícia.
Ideias que vão surgindo:
- Atarax (estou a brincar!....estou, estou...estou a brincar, este não vale)
- Pô-los nos avós : uma excelente solução...se os avós estivessem por perto. Assim nada feito. 
- Contratar uma baby-sitter: também seria uma boa solução, se o Passos Coelho não nos tivesse reduzido o salário, aumentado o IRS ou se for uma baby-sitter low cost. Umas horitas ainda vá.
- Chamar os tios para tomarem conta deles: excelente ideia. Só é pena viverem noutro país. 
- Pô-los numa maratona de filmes Disney: resulta com a M. Já o P, assim que vê a irmã sentada em frente à televisão, decide que aquele programa não é bom para ela ver e apaga o ecrã. E senta-se no móvel (entre outras coisas). Não resulta.
- Irem passear ao parque com o pai : uma boa solução finalmente! (dura algumas horitas, já não é mau...).
- Deixá-los comer um caixote cheio de chocolates : bom, entretinham-se durante algum tempo - e aposto que depois passávamos uns tempos a tratar dores de barriga e afins. Também não serve.
- Atarax. (estou a brincar, outra vez)

Bom, o melhor é mesmo continuar na cafeína e passar a noite a estudar, enquanto eles dormem.



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19
Jul13

Crónicas de uma interna #2


Sofia Serrano

Quando era pequena, não queria ser bailarina, ou cantora. 
Quando era pequena, ficava horas a olhar para as estrelas, lia livros sobre constelações, sonhava com planetas distantes.
Quando era pequena, sonhava em ser astronauta. 
Achava que devia ser a melhor profissão do Mundo, a mais aventureira e fascinante. 
Por isso, decidi que era isso que ia ser. Astronauta. 
Portanto, ia para a NASA e depois daí logo se via. 
Ou se não fosse astronauta, então queria ser viajante do tempo - que podia perfeitamente ser uma profissão. 
Nesta altura, combinei com o meu irmão, mais novo que eu, que ele ia construir uma máquina do tempo quando crescesse para eu poder ser viajante do tempo. Não era fenomenal viajar até ao tempo dos dinossauros? Até à época do apogeu do Egipto? Descobrimentos? Anos 20? Enfim, era um excelente plano. E o rapazinho de uns 6 ou 7 anos na altura aceitou o plano. E na realidade, é agora um Físico reconhecido internacionalmente, por isso, mantenho a esperança de realizarmos este sonho.
E à medida que os anos foram passando, continuei a olhar para as estrelas. Em verões quentes, deitada na relva do parque de campismo algures na Costa Alentejana, entre confissões de adolescentes. Em telhados de garagens. No alentejo, no meio da serra, onde a via láctea é tudo o que existe.
E depois pensei: então e se fosse jornalista? Também é um trabalho emocionante, pode ser cheio de aventura e dá para fazer coisas que eu adoro: ler, escrever, comunicar. Ou então médica, que também me parecia uma profissão com desafio, onde podia fazer a diferença. Mas a fada da Biologia acabou por me inspirar mais para as ciências. E acabei por ir para Medicina no ano em que recebiamos a Expo 98.
E se astronauta parecia ser uma profissão difícil, atravessar o curso de Medicina também é um percurso cheio de desafios, onde temos de aprender a ser detectives e sobreviventes ao mesmo tempo, enquanto aguçamos um sexto sentido para podermos ser médicos. Bons médicos. E durante o curso quis ser Cardiologista. E Pediatra. Até ao dia em que, na disciplina de Pediatria, tinhamos de acompanhar uma família durante a gravidez, parto e primeiro mês de vida do filho. Foi nessa altura que eu vi, pela primeira vez, um parto. E lembro-me como se fosse mesmo agora, o que senti. A emoção transcendente que me atingiu quando me apercebi que estava a presenciar um momento mágico. E chorei. 
Naquele momento soube que queria ser Obstetra. E que ia fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para o conseguir. Porque não há nada mais desafiante e mais brilhante que uma nova vida no Mundo.

(e sim, podia continuar a escrever.)

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17
Jul13

Crónicas de uma interna #1


Sofia Serrano

Isto de ser interna e mãe não é fácil. 
E sim, provavelmente, estou-me a repetir.
Cada vez que planeio o dia....é matemático, sai tudo ao contrário.
E sim, sei que tenho de ultimar o CV, que tenho de digitalizar uma pilha de certificados, que tenho de estudar uma lista de calhamaços. E com lista de calhamaços, quero dizer, por exemplo: um livro de Medicina Materno-Fetal, com 1282 páginas, um de Ginecologia com 1671 páginas ( e isto são os básicos), Consensos Nacionais e Internacionais de tudo e mais alguma coisa, artigos científicos recentes e as últimas revisões sobre tudo-e-mais alguma coisa em Ginecologia e Obstetrícia. E tenho de começar a acender uma velinha por noite para ir fazer exame a um Hospital simpático, com um Juri simpático, idealmente que AME o meu CV e que faça perguntas sobre percentagens e moléculas que eu saiba na ponta da língua.
Isto para dizer que, quando planeio os dias (para tudo resultar como resultava na escola e faculdade, esquemas de estudo, quadros com o que fazer todos os dias) sai geralmente furado. E porquê? Porque nesta equação entram agora mais variáveis. E não, não são só os meus miúdos. São também os idiotas dos virus. E bactérias. E bicheza da família deles. Que teima em circular pela escola da miudagem e apanhar boleia cá para casa na primeira ocasião.
Por isso, quando eu penso : "hoje de manhã consultas, ir ao supermercado, ir buscar os miúdos, dar-lhes banho, jantar e pô-los a dormir, sentar-me ao computador, escrever o CV e ler um capítulo do livro", o que realmente acontece é "hoje de manhã consultas, telefonema da escola a dizer que o mais pequeno vomitou (salto almoço e compras), trago o pequeno para casa, ligam-me da escola a dizer que a maior está com febre, vai o pai buscá-la, nada de fazer jantar porque está tudo nauseado e com febre, noite em branco entre um que vomita e baixar a febre de outro (nada de CV ou estudo)".
E quando nasce o sol, precisava de ir dormir.
Pois, não há tempo.
E há muito para fazer. 
O carrossel tem de continuar a girar. E não sou mulher para desistir. Por isso lá vamos de disco rígido atrás, cada minuto vago no trabalho serve para completar uma linha, cada pausa no Serviço de Urgência tem de servir para saber na ponta da língua os estadiamentos oncológicos.


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16
Jul13

Os preferidos dos mosquitos


Sofia Serrano

Os mosquitos não querem nada comigo.
Ou melhor, até querem, se eu estiver sozinha e não houver mais nada (leia-se ninguém) para trincar. Já o R. é um verdadeiro íman de mosquitos. Só para terem uma ideia, quando fomos ao Brasil, eu dormia descansadamente, e ele passava a noite numa luta incessante contra os insectos - e perdia. De manhã, dezenas de babas pelo corpo - e eu nada.
E eis que agora surge uma explicação. Ou melhor, parece que há mesmo razões para os mosquitos gostarem mais de uns que de outros (pronto, o meu mau feitio é capaz de os afastar, mas parece que há outras razões!).
Cada indivíduo tem um metabolismo único - e cerca de 20% são verdadeiros ímans de mosquitos.

Características que atraem os mosquitos:
- tipo de sangue 0 ( os 0 são mais mordidos que os A, por exemplo)
- beber cerveja (!)- parece que somos mais picados depois de uma cervejita que antes
- lua cheia - é nesta altura que os mosquitos estão mais activos 
- o cheiro...dos pés! (o melhor é evitar tirar as meias)
- grávidas - os mosquitos ADORAM grávidas (toca a pôr repelente!)
- corredores e praticantes de desporto ao ar livre - suar atrai os mosquitos, não adianta correr mais rápido, que eles vão preferir picar desportistas, que o preguiçoso que ficou a ler um livro na esplanada
- usar roupa escura - eles adoram o preto, e também são adeptos do vermelho

Portanto, se querem escapar ilesos a este flagelo, já sabem: nada de ter sangue do tipo 0 ou de engravidar, optem por uma caipirinha e fiquem a descansar numa esplanada, numa noite de lua nova, de havaianas, e com uma túnica branca vestida!

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Os meus livros

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