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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

14
Jul13

O milagre


Sofia Serrano

Gosto de ficar só a olhar para eles.
Enquanto dormem. Ou enquanto estão, divertidos, a brincar os dois.
Ver em pormenor os olhos, as sobrancelhas, os lábios carnudos. 
O cabelo - os canudos da M. estão a ficar com reflexos dourados do sol. 
Olhar para as mãozinhas do P., fofinhas e tão perfeitinhas, que apetece trincar. Os dedos dos pés. 
Ver como estão grandes. Como já conquistaram tanto e como crescem cada dia. 
Deliciar-me com os mimos, as palavras, os gestos. 
E às vezes ponho-me a pensar como é que aquele início, que parece tão simples - a junção de duas células- dá origem a isto. A eles. A este milagre da vida. 
Como é que dois pedacinhos de duas pessoas diferentes conseguem, de forma muito provavelmente mágica, juntar-se e iniciar uma viagem maravilhosa de divisão, multiplicação, diferenciação. Sem manual de instruções ou plano pré-definido. Escolhendo se aquela célula vai originar cabelo encaracolado ou loiro. Olhos azuis ou castanhos. Se vai ser alto ou baixo. Menino ou menina.
E também deve haver um truque de magia qualquer para, assim que os vemos a primeira vez, os amarmos incondicionalmente.
E é isto o milagre da vida.



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12
Jul13

Ir a banhos (em português!)


Sofia Serrano

Confesso que sou daquelas que quando penso em bikinis e fatos de banho, opto por lojas como a Women Secret ou outras do género, as que estão aqui mais à mão e têm coisas relativamente giras e em conta. Mas tenho vindo a descobrir que se fugirmos às "lojas das massas" encontramos coisas mesmo, mesmo giras - e cada vez mais há opções feitas em portugal.
Estas quatro marcas portuguesas são exemplo disso. Espreitem as sugestões para irem a banhos este verão (desde fatos de banho, a bikinis e trikinis, há opções fantásticas para todos os gostos):











 






                             

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09
Jul13

Eu era só obstetra, e depois...


Sofia Serrano

Antes de estar grávida era só obstetra. Ou melhor, interna de obstetrícia, que é como quem diz, um projecto semi-acabado de obstetra. Antes de ser mãe.
Sabia a teoria. O seguimento da gravidez normal. Sinais e sintomas esperados na gravidez. As alterações que nos fazem suspeitar que algo não está bem. Sabia que ecografias as grávidas deviam fazer. Sabia as análises, os medicamentos indicados. Como diagnosticar situações anormais. Sabia ver se a grávida estava ou não verdadeiramente em trabalho de parto pela regularidade das contracções, pelas modificações do colo do útero. Sabia ver se o bebé estava bem pela ecografia. Achava que às vezes, as grávidas exageravam nas queixas e questionava-me porque tinham tantas dúvidas.
Antes de eu estar grávida era assim.
Depois...bem, depois fiquei grávida da M. Percebi que nem tudo é como se lê nem tudo acontece como esperado. Que a ligação entre a grávida e aquele ser minúsculo que carrega dentro de si começa desde o inicio desta viagem. Que repentinamente, aquele ser se torna o mais importante do mundo para nós e que tudo parece um perigo potencial. Que uma pequena contracção, que eu, obstetra, desvalorizava, eu grávida assustava-me. Passei pelas análises, pelas ecografias. Pelo repouso por contracções. Esperei sempre pelo parto espontâneo que não aconteceu e acabei por ter de passar por uma indução. Passei pela dor e pela epidural.Senti que era uma super-mulher e minutos depois que não era capaz. Experimentei o milagre de ter o meu bebé ali comigo, no meu peito.
Adorei estar grávida. E adoro ser mãe.
Mas mudei. Enquanto pessoa, enquanto obstetra, enquanto mulher.
Agora não sou só obstetra. Vejo-me sempre no lugar daquela grávida, imagino-me sendo ela. E dou sempre o meu melhor para que o resultado seja uma família feliz.
08
Jul13

Onda de calor (ah calorzinho bom!)


Sofia Serrano

Queixámo-nos. Na rua, no trabalho, nas redes sociais, por sms.  
Faltava-nos o calor. 
E até deixámos os franceses tirarem-nos a esperança de um verão quente.
Mas ele chegou. O calor. Daquele que nos faz querer passar o dia inteiro dentro de água, no mar, com uma bebida fresquinha na mão.  Daquele que nos faz sair à noite para as esplanadas, abrir a janela quando adormecemos. Daquele que nos faz apanhar o cabelo, vestir tops e vestidinhos curtos, calçar sandálias e sonhar todo o dia com um gelado. Ah calor bom! 
Eu adoro calor e verão, por mim podia ser sempre assim. E com muita água, protector e chapéus, lá andámos o fim de semana nos mergulhos em família (e que bons que foram!) e a comer morangos da horta ( o P. adorou!!!)!


No Domingo demos um saltinho ao Barrigas & Companhia, que teve as actividades canceladas nas horas de maior calor, porque 42 graus não são para brincadeira. Fomos ao fim da tarde, demos uma volta na feirinha, a M. ainda se divertiu nos insufláveis e adorou andar de pónei! 


E claro, era a excitação cada vez que se cruzava com a Moranguinho, com a Dora ou com os heróis dos gelados! 
O P. andou muito divertido a treinar a andar na relva do parque ( se bem que quando quer chegar rápido a algum lado, lá volta a gatinhar).
Aproveitamos as sombras e mesmo ao finalzinho da tarde, antes de regressarmos, levantou-se um ventinho bom.


M: Vestido Little Vintage Bazaar, na Hipiie Chic
Chapéu de crochet Zara Kids

P: Calções, T-shirt e boné Zara Kids
Sandálias Chicco

03
Jul13

O arrastão (ou como fazer compras-express na loja do chinês)


Sofia Serrano

Já experimentaram entrar com um carrinho de bebé numa loja chinesa, daquelas que têm TUDO?
É um verdadeiro desafio, porque para caber tudo e mais alguma coisa em poucos metros quadrados, os corredores só têm a largura suficiente para alguém com o índice de massa corporal da Kate Moss passar. Mas é assim que se encontram cotonetes, insufláveis para a praia e cartões de memória para máquinas fotográficas, tudo junto num só sítio. 
Portanto, quando precisamos de alguma coisa que não se encontra em mais lado nenhum, é procurar no chinês (claro que não me vou debruçar aqui sobre a qualidade dos produtos).
Mas aventura, aventura, é tentar entrar com o carrinho de bebé. Com o P. lá dentro. É um verdadeiro exercício de destreza, que devia dar equivalência a pilotar um avião a jacto por entre um desfiladeiro.E quando passo pela caixa, sem encontrar o que procurava, na direcção da saída, sou abordada pela senhora chinesa com um "Vai levále tudo?". Perante o meu ar de incompreensão, a senhora aponta para o P. no carrinho, com cabides de tops com lantejolas e saídas de praia nas duas mãos, e um ar felicíssimo.
(pronto, se calhar não devia ter passado com o carrinho pelo corredor da roupa, que o P. recolheu com as duas mãos tipo arrastão - now what?)



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02
Jul13

No dia 7 de Julho....


Sofia Serrano

E vocês?
É no dia 7 de Julho, no Parque dos Poetas em Oeiras, para toda a família! Muitas actividades giras, bons conselhos, moda infantil e não só.
E eu vou lá estar.
E se quiserem vir conversar um bocadinho comigo e com outras mummy-bloggers, venham ao  Info Família, espaço 21, entre as 13 e as 14 horas!

Podem ver o programa completo aqui.
E ainda podem habilitar-se a ganhar uma viagem à Disneyland Paris para 4 pessoas!

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01
Jul13

Um parto de princesas


Sofia Serrano

A grávida mais famosa do momento, Kate Middleton, tem anunciado que quer um parto natural. Rodeada da família. Com hipnoterapia como analgesia, ou mesmo um parto na água.
Curiosamente (ou não) têm chovido opiniões na imprensa. Muitos têm criticado o "mundo de sonhos" em que parece que Kate vive, e defendem que ela está tão embrenhada no seu conto de fadas, que não se apercebeu que o parto pode ser uma experiência complicada. Outros defendem a sua posição e a postura que as mulheres sempre foram capazes de ter filhos sem epidural ou cuidados médicos especializados, e que é de louvar que a Kate tenha assumido este desejo numa sociedade marcada pela medicalização.




O que é facto é que desde que os partos deixaram de ser em casa e passaram a ser em ambiente hospitalar, mais ou menos lá para 1940, baixou de forma significativa a mortalidade materna e perinatal - isto a par com a diferenciação de outros cuidados médicos, e o acesso aos antibióticos. Mas também é verdade que às vezes intervimos demais num processo que é fisiológico. 
Se é fundamental soros, episiotomia, acelerar o parto com drogas, epidural e monitorização contínua, com uma grávida sempre deitada e com toques de hora a hora? 
Provavelmente não, na maioria dos casos. A verdade é que há gravidezes que há partida comportam maior risco e que implicam uma vigilância mais apertada. 
Noutras, talvez pudessemos ser menos interventivos, dar mais espaço à família para aquele momento tão especial que é a chegada de um filho. Mas não nos podemos esquecer que qualquer parto pode, de um momento para o outro, complicar-se. Pode ser necessário, em poucos minutos, fazer nascer aquele bebé ou socorrer de alguma forma a mãe e por isso o ambiente hospitalar parece-me ser o local mais seguro para o nascimento. 
Mas talvez pudessemos tornar o trabalho de parto num momento menos médico. Se os hospitais tivessem outra oferta em termos de analgesia, como a epidural em que a grávida pode continuar a andar durante o trabalho de parto, se houvesse a possibilidade de mais hospitais oferecerem a possibilidade de a grávida estar na água durante a fase de dilatação, ou de optar por outra analgesia, se tivessem outras condições físicas e ambientais para que tudo fosse menos "hospitalar" e mais "humano" - música ambiente, se a grávida e família assim o entendesse, menos luzes e cheiros intensos. 
Porque não usar as bolas de dilatação, levar o iPod com boas músicas e estar acompanhada pela família, andar ou estar sentada ou invés de passar horas deitada? Está demonstrado que deambular e estar acompanhada durante o trabalho de parto aumentam a probabilidade de um parto vaginal. 
Em relação à monitorização do feto (o CTG) confesso que me sinto muito mais tranquila se estiver a par do que está a acontecer com o bebé. Mas não é preciso o aparelho estar tão alto que a grávida fique com o som da frequência cardíaca fetal a ecoar na cabeça nos dois dias seguintes. 
A segurança do meio hospitalar parece-me indiscutível, em particular para as emergências. Mas podemos, com a grávida e a família, tentar oferecer um ambiente o mais agradável possível. Tentar minimizar a intervenção, mantendo a segurança.
Porque todas as mulheres desejam um parto de princesa.



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