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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

16
Ago13

Pequenos jardineiros


Sofia Serrano

Sou daquelas mães que quer que eles saiam de casa o mais possível, esqueçam televisão e afins e brinquem na rua. Que corram debaixo da sombra das árvores, rebolem na relva, andem de bicicleta na rua. Que conheçam as flores, as árvores. Os legumes. As batatas, as abóboras, os tomates.
Que reguem as plantas e as vejam crescer. Que apanhem morangos de manhã cedinho e os comam ainda com o fresco da manhã.
Porque não há nada melhor que a natureza para crescermos saudáveis e felizes.
(pronto, de vez em quando lá o mais pequeno come um bocado de terra se nos distrairmos...mas faz parte!)





E eles adoram brincar aos jardineiros e comer fruta acabada de apanhar!

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15
Ago13

Crónicas de uma interna #5


Sofia Serrano

Tenho sempre a sensação que a vida é uma espécie de roleta russa.
Escolhas, muitas escolhas. 
E ninguém nos sabe dizer quais as certas e quais as erradas. Ou as menos certas. 
Às vezes (ou muitas vezes) é o instinto que fala mais alto. Que nos leva num determinado caminho ou direcção. Que nos empurra num sentido e nos afasta de outro.
A roleta russa.
Lembro-me de ter esta sensação de "e agora, escolho aqui ou ali?" muitas vezes. Lembro-me da minha indecisão entre a área de Ciências e Humanidades. Lembro-me da minha indecisão na candidatura à faculdade, de ter de decidir qual a faculdade de medicina que ia escolher em primeiro lugar. De me sentar com tantos outros colegas perante um exame onde tinha de escolher as respostas certas para poder escolher a minha vida. Lembro-me daquela manhã passada nas escadas de um prédio até ao momento em que me sentaram a um computador e me pediram para escolher uma especialidade. E um local para trabalhar.
Lembro-me de ter a certeza da especialidade que queria. Mas o instinto, foi o instinto que me guiou para sul. Numa espécie de roleta russa. 
E alguns meses depois, chego a um Hospital que nunca vi, com pessoas que nunca conheci, numa terra de gente estranha. Deixei o seguro, o certo por aquilo que eu queria fazer. Mas o instinto dizia-me que aquele era o meu caminho.
As escolhas não são fáceis.
E apesar de as acharmos correctas, nem sempre lidamos bem com elas. Exigem adaptação. Plasticidade. Exigem modelar de novo a nossa vida, para a nossa escolha passar a ser a nossa vida. E podermos ser felizes.


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14
Ago13

As coisas estranhas que fazem sentido


Sofia Serrano

Conheci esta Catarina, a Catarina que lançou um livro. A Catarina que eu leio, neste estranho mundo da blogosfera, que partilha comigo momentos especiais na sua escrita e que parece que conheço há muito tempo. Mas não nos conhecemos na realidade. Ou melhor, foi a primeira vez que nos vimos, completas desconhecidas, mas ao mesmo tempo amigas de longa data. E ela é como transparece no seu blog, na sua escrita : prática, simples, verdadeira. E uma super-mãe. A pessoa que eu reconheço de a ler. 
Não deixem de ler o livro dela, que vale mesmo a pena.



E encontrei finalmente esta Sara, a Sara mãos de fada, a Sara que é uma das minhas amigas muito especiais deste mundo virtual, este mundo da blogosfera e das redes sociais onde, tal como na vida real, as pessoas se cruzam, se reconhecem e se tornam companheiras quase sem se aperceberem. A ela e às restantes Special 5, obrigada por estarem aí - e obrigada a este cantinho por nos ter juntado!
Porque ainda há pessoas boas no mundo.
E porque muitas vezes, as coisas mais estranhas são as que fazem mais sentido e são mais verdadeiras.




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13
Ago13

As estrelas mentirosas


Sofia Serrano

Noite de estrelas cadentes.
Mae e filha de olhos postos no céu, a ver se conseguimos ver alguma e pedir um desejo.
"Mãe! Sabes, nuns desenhos animados vi que afinal a estrela cadente era uma rocha que caía do céu! E que era um íman! Achas que é verdade?Não é, pois não?"
Lá lhe explico que sim, que são fragmentos de uma rocha muito grande, e que ficam com aquele brilho quando entram na atmosfera da terra.
Ela fica muito chocada.
"Então esta história das estrelas cadentes...É UMA GRANDE MENTIRA????"




E recusa-se a chamar-lhes estrelas cadentes.
A partir de agora são as "rochas de fogo que caem".
Porque as crianças não mentem. (diz ela)


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12
Ago13

Amores de Verão


Sofia Serrano

Tenho uma caixa na garagem.
Uma caixa bem fechada, mas sem chave ou cadeado.
Uma caixa que tem lá dentro tesouros. Muitos tesouros. 
Daqueles que quando abrimos a caixa, se tornam em perfume de verão, e nos transportam repentinamente para as férias da nossa adolescência. Tesouros que nos trazem cheiro a maresia, a creme Nívea (o da lata azul), a relva acabada de cortar. Que nos trazem lembranças de serões passados nos baloiços, a jogar às cartas ou só a olhar para as estrelas. 
Na minha caixa há diários. Cartas. Umas apaixonadas, outras recheadas de saudade. Umas que transbordam amizade, outras divertidas. Postais de diversos lugares, que me faziam viajar com quem os enviava. Cassetes com músicas originais, gravadas com paixão, com uma guitarra e a voz. Há pedras e conchas apanhadas em passeios à beira-mar. Papéis com moradas e recados de fim de verão. Promessas eternas que só duraram alguns meses (ou que ficaram esquecidas até ao ano seguinte). 
Há memórias. Boas, tão boas. Daquela altura em que os amores de verão nos faziam palpitar o coração e todo o mundo desaparecia, à excepção de um par de olhos verdes. Da vontade que chegassem depressa as férias. E que nunca acabassem.


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11
Ago13

Como gastar calorias em poucas horas e manter os miúdos felizes


Sofia Serrano

Não, não é publicidade enganosa.
Aposto que concordam comigo que aceitar um convite para uma festa de aniversário de crianças é equivalente a um dia inteiro de ginásio. 
No meu tempo (sim é dramático dizer esta frase, mas é o que me ocorre!), a festinha de aniversário era em casa, com a família e amigos, as minhas queridas avó e mãe faziam os doces, salgados e afins (ui, os doces da minha avó, nem vos conto!) e a miudagem divertia-se com os brinquedos que por lá havia. Pronto, era verdadeiramente uma confusão no final da festa, mas era uma coisa mais caseirinha e familiar.
Agora, cada vez mais os aniversários são em sítios preparados para este tipo de eventos. Com uma oferta quase equivalente a um casamento. Menus variados, vários tipos de animação e actividades. Tudo muito giro e fantástico, principalmente para os pais do aniversariante, que não têm de passar a noite a arrumar toda a casa, como acontecia na minha.
E realmente é uma maravilha agora no verão fazer a festinha com os amigos num sítio onde há piscina, insufláveis, parque infantil, carrinhos, bicicletas, bolas e mais uma panóplia de brincadeiras. Eles divertem-se à brava. Mas confessem (sou só eu?), ir a uma festa destas com dois miúdos pequenos cansa à brava, não cansa?
Entre eu e o pai, passámos toda uma manhã de volta da M. e do P., entre ajudar a subir escorregas, empurrar baloiços, empurrar carrrinhos, nadar com eles na piscina (pronto, esta parte foi a minha preferida), tirá-los da piscina, mudar roupa, jogar à bola, empurrar bicicletas, construir castelos na areia e outras coisas que não me ocorrem agora. Conclusão: miúdos felizes e pais com a sensação de terem passado uma manhã nas máquinas do ginásio.


Vestido - Vertbaudet
Chapéu - Zippy

Fato de banho - Chicco
Braçadeiras - Chinês (que as do Imaginarium que tinha furaram e há uma loja do chinês a qualquer esquina!)



Pólo e Calção de banho - Zara Kids
Sandálias - Chicco


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10
Ago13

Diário de uma varicela (parte 2)


Sofia Serrano

Dia 1, 2 e 3 da Varicela aqui.


Dia 4 

Hoje é o dia em temos ajuda na arrumação e limpeza da casa. De madrugada, lembro-me que é melhor mandar à senhora uma mensagem, a avisar que a M. está com varicela (não vá dar-se o caso de ela não ter tido). A M. acorda tarde, resmungona de uma noite mal dormida. Não me parece que tenham aparecido mais pintas, o que já não é mau.
Quando a senhora chega e se apercebe das pintas da M. entra em pânico e não passa da porta da rua. Balbucia algo como "não vi a mensagem" e explica muito rápido que quando chegou a portugal, já com uns 20 anos, teve uma destas doenças das pintas ("mas não foi esta!") e quase que ia desta para melhor. E continua a explicar que nos país dela, a varicela no adulto é muito grave. Pois. Tudo o que eu já sabia. Claro que se vai embora. E lá temos nós mais uma coisa a acrescentar à lista de tarefas : trabalhos domésticos.
Claro que entre dois miúdos pequenos, fazer almoços e jantares e estudar, as lides domésticas ficam para segundo plano.
Ao fim do dia lá voltamos ao leite de burra. A noite é bem mais tranquila.

Dia 5

Finalmente as pintas estão com ar de quem vai desaparecer - muitas já em crosta,menos vermelhinhas e não surgiram mais. A comichão também parece melhor.
Nota-se que a miudagem precisa de ir à rua espairecer. Correr, saltar, gastar energia.
Resolvo ir com eles ao campo aqui junto a casa - só as árvores é que correm o risco de ficar às pintas, ou um pardal desprevenido.
Tento estudar no meio desta confusão. Às tantas, resolvo começar a falar alto sobre a matéria que vou lendo enquanto brinco com eles : o P. olha para mim muito sério e atento (a simular um verdadeiro juri de exame!) e vai dizendo que sim com a cabeça. A M. acha claramente que a mãe se passou.

Dia 6

Já sei de cor as músicas de todas as séries das Winx. O P. também (ou pelo menos aprendeu coreografias diferentes e dança à maneira dela cada vez que houve a música.
Ando a barrar a M. com um óleo, para amolecer as crostas, diminuir a comichão e a ver se não fica com marcas (parece-me estar a resultar).
Parece-me muito difícil que o P. não apanhe varicela - quando dou por ele, está  a lamber o gelado da irmã. E passam os dias aos abraços e beijos.

Dia 7

Finalmente é o último dia em casa. (sim, mãe à beira de um ataque de nervos fechada 7 dias com dois piolhos eléctricos)
A M. , felicíssima, diz que a varicela é uma chatice, mas que é bom tomar banho com farinha e que quer repetir mais vezes.
O P....pintas nem vê-las. Era tão bom que ele não tivesse. A sério. Ficava para outra altura. ( a ver vamos)

Adeus varicela :)...ou até já!



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09
Ago13

Coisas que me faltam para ser uma blogger de sucesso


Sofia Serrano

- pintar o cabelo ( umas madeixas dessas da moda, já não sei bem se são as californianas ou as copacabana - alguém me esclarece diferenças?). Nunca uma gota de tinta caíu no meu longo cabelo castanho. Verdade. Mas há fios brancos a aparecer, os primeiros surgiram quando estava a estudar para entrar na especialidade e temo que agora no exame de saída a coisa piore.

- ter uma maquilhadora profissional a morar comigo. A maquilhagem faz diferença, como se sabe ao vermos aquelas fotos das estrelas com e sem maquilhagem. Mas não. A maioria dos dias é mesmo cara lavada e nos outros é isto que se passa.


- ser patrocinada por lojas de roupa vintage-fashion-e-afins , que me enviassem peças novas todas as semanas para eu andar sempre gira e na moda (isto era muito bom!). Mas não, as minhas peças vintage são mesmo vintage - tenho ali um top em crochet herdado que é um must!


- ter um fotógrafo profissional comigo 24h por dia. E um personal trainer. E uma baby-sitter. E já agora um massagista. Ou então não ter ninguém mas enviarem-me um voucher para ir duas semanas para um resort no pacífico com a contrapartida de enviar fotos pelo telemóvel dos meus pés, com unhas pintadas de azul celeste, ou da água de coco que estava a beber ou do livro que levei e não consegui ler por ter adormecido na praia.


- mostrar os cremes que uso. Tirar fotografias de frascos e frasquinhos e mostrar os efeitos na minha pele (maravilhosa). O problema é que se der tempo para por creme hidratante na cara de manhã, fantástico. E vá um hidratante depois do banho, mas a maioria das vezes nem reparo na marca (só no preço, que a vida está cara e tenho dois miúdos).


- ter um iphone. E um iPad. E poderem seguir-me no Instagram. E no Pinterest. 


- ser convidada para desfiles de moda e para eventos de família (tipo zoo e afins). Mas não. Quando lá vamos é mesmo em família e a contribuir para o crescimento económico do país.


Pronto. Vou-me conformar.

Vou continuar a ser uma miúda que resolveu escrever num blog. Sobre o que lhe apetece. E que até é médica. E tem dois filhos ( os melhores do mundo!).
E vocês que por aqui passam, voltem sempre que quiserem, que são muito bem vindos.

Mas vá, era giro ser uma mommy-blogger-fashion, assim:


 
 
 



08
Ago13

Praias boas para levar os miúdos 2


Sofia Serrano

O Algarve tem, inegavelmente, água mais quentes, areais mais extensos, mais calor.
Mas para nós, a Costa Alentejana tem uma magia única.
Praias escondidas em recantos de rochas, piscinas naturais. Algas, peixinhos nas piscinas entre as rochas, estrelas do mar, polvos. Ali respira-se uma energia especial.
Os miúdos adoram estas praias!
Claro que com falésias e mil escadas até à praia, o carrinho fica em casa e leva-se só mesmo o indispensável. Não há bolas de berlim mas há praias com pouca gente.
Estas são duas das praias que gostamos para ir com os mais pequenos e que têm relativamente bons acessos:



Praia da Samoqueira, Porto Côvo - tem escadinhas, por isso nada de carrinhos (o sling é uma boa opção). Tem duas zonas, uma com mais areia, onde está geralmente mais gente (a norte) e uma zona com menos areal e com uma bela baía, uma piscina natural fabulosa.


Praia da Oliveirinha, junto a São Torpes - o acesso à praia é mais fácil, tem um areal enorme e muitas zonas de piscinas naturais baixinhas para os mais pequenos.



Mas esta costa tem mil e uma praias maravilhosas, é só ter um bocadinho de vontade de explorar e encontra-se uma praia quase deserta.

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07
Ago13

O homem ideal


Sofia Serrano

O homem ideal, já se sabe, ajuda nas tarefas domésticas: põe a roupa a lavar, estende a roupa, cuida do jardim e rega a horta. Entre outras tarefas, que o homem ideal é multi-tasking.
E claro, é meigo, carinhoso. Dá muitos beijinhos. E abraços.
E faz-nos ficar perdidamente apaixonadas.
(aposto que vocês também têm aí por casa o homem ideal!)







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