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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

09
Set13

Arrumações


Sofia Serrano

Tenho esta mania de ter tudo organizado à minha volta para poder estudar em paz (sim, ainda o exame de fim de especialidade!). Ou então é a minha cabeça que anda sempre à procura de coisas para fazer que não ler os não-se-quantos calhamaços que ali tenho (adiante).
Isto para dizer que, conjugado com o facto de Setembro ser um mês propício a renovações, passei o fim de semana em arrumações. E organizações.
Ter dois miúdos no mesmo quarto implica alguma ginástica em termos de arrumação de brinquedos e roupa. Já se sabe que é impossível ter um quarto arrumado mais do que 30 segundos quando eles estão em casa. E a melhor opção para guardar brinquedos é mesmo ter caixas para onde se atiram literalmente as tralhas deles quando chegam, por exemplo, inesperadamente visitas cá a casa. 
Mas e a roupa? Nesta altura do ano, parece que tudo deixou repentinamente de lhes servir. Por isso, nada como uma arrumação ao roupeiro para arranjar espaço para as fardas da escola nova e para as roupas de Inverno. Acabei por arranjar uma solução para aproveitar melhor o espaço no roupeiro deles: pôr um segundo varão para pendurar gabides e assim ter mais espaço nas gavetas e prateleiras. Foi uma boa ideia. 
Só preciso ainda de descobrir como guardar as 20 ou 30 bolas do P. que andam cá por casa.
Entretanto ficam inspirações para quartos giros de miúdos - e arrumadinhos! (I wish...)













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08
Set13

Programa em família: Zoomarine


Sofia Serrano

Por aqui já é uma tradição familiar irmos todos os verões ao Zoomarine. Gostamos de ir quando as enchentes de Agosto no Algarve começam a acalmar e é um dia bem divertido. 
Na entrada, crianças com menos de 1 metro não pagam. E há muitos protocolos com várias entidades, que permitem descontos, como o ACP, ou então nas grandes superfícies comerciais encontram frequentemente vouchers de desconto.





O Zoomarine tem várias zonas diferentes, e é possível assistir a vários tipos de espectáculos com animais marinhos, aves e espectáculos de acrobacias. Há sempre dois espectáculos de cada por dia (entregam um horário e um mapa do parque à entrada).  Os golfinhos e os leões marinhos e focas são os nossos preferidos! A M. deliciou-se com estes espectáculos este ano e até o P. esteve muito atento e batia palmas ao ritmo da musica (e apontava insistentemente para a piscina a gritar "Ába!")





Depois há uma zona tipo parque de diversão, com opções para miúdos e graúdos, com uma roda gigante, carrossel e comboios, entre outros (há que medir a criançada para saberem onde podem andar!). Logo ali ao lado, há piscinas e escorregas para os miúdos e ainda um mini-oceanário com uma zona onde podemos tocar nas estrelas do mar, ouriços, anémonas e mantas. Também não faltam crocodilos e tartarugas, e um espectáculo muito divertido com piratas acrobatas, entre outras diversões.
Para quem tem bebés pequenos, há uma zona para mudar fraldas, dar de mamar ou aquecer e dar papas.















Eles chegam ao fim do dia cansados mas felizes (e nós também!).
É um programa giro para se fazer em família. Experimentem!


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05
Set13

Bíblias da adolescência.


Sofia Serrano

Este mês de Setembro e o regresso às aulas deixam-se sempre nostálgica. Lembro-me de ir comprar o material escolar de lista em punho. Lembro-me de forrar os livros e do cheiro a lápis novos. Lembro-me da ânsia de rever os amigos da escola. Ser criança era realmente fabuloso. 
Depois crescemos e passamos a saber perfeitamente que não queremos aquele estojo, que um caderno é mais que suficiente,que aquelas canetas são de miúdos, que já não queremos andar de mochila porque tem muito mais piada andar com as coisas na mão. Em resumo, aquelas fases parvas, que no fundo são das melhores recordações que guardamos. 
E qualquer adolescente que se prezasse tinha de comprar as revistas da moda na altura : a Bravo (que inicialmente só havia em alemão, mas que trazia os posters mais giros!), depois a Super Jovem e a Ragazza. Havia outras, mas estas eram as minhas preferidas. E sim, eu tinha posters do Jon Bon Jovi e de um dos actores do Beverly Hills 90210 em tamanho real na parede do meu quarto, que tinham vindo nessas revistas. (na altura, os posters eram a decoração perfeita para qualquer parede, apesar de hoje em dia ficar em pânico só de pensar que isso pode acontecer no quarto dos meus filhos. adiante)
Ahhhh...a Ragazza. Confesso que esta era praticamente uma bíblia. Era ali que se aprendiam todos os truques para se ficar gira e com pinta, que roupa vestir, como emagrecer, e onde apareciam os nossos ídolos juvenis. Não comprar a Ragazza assim que era publicada era quase cometer sacrilégio. E não saber o que lá vinha, tintim por tintim era um pecado sério.
Não sei o que aconteceu à Ragazza. Parece que desapareceu lá para 2008. Provavelmente deixou de ser adolescente e fez-se à vida. Cresceu, como todos nós. E só ficaram as memórias.




A Ragazza nr 1. Novembro de 1993 (!), 380 escudos.



05
Set13

A minha filha grande.


Sofia Serrano

Apercebi-me que tinha uma filha "grande" no dia em que regressei a casa, da maternidade, depois do P. ter nascido. Quando me pus a olhar para ela a dormir, sossegada, na sua cama à noite e, de repente a achei enorme. Grande, mesmo. 
Ela, que era a minha bebé, a minha pequenina, de repente cresceu.
Dizem que tudo é relativo - e foi aquele momento, em que com um bebé de dias nos braços, me apercebi que de facto, isso é verdade. Ela agora era a irmã mais velha.
Hoje, vestida com a farda e pronta para ir para a escola nova, com a mochila recheada com o material escolar, apercebi-me, mais uma vez que ela é a minha filha grande. Que está mesmo crescida. Que o tempo passa a voar. E que eu adoro ser mãe.




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03
Set13

Crónicas de uma interna #8


Sofia Serrano

Adrenalina.
Aquela sensação de ter o coração a bater a mil e ter de reagir. 
O clássico "fight or flight".
Já tinha comentado aqui que aquela adrenalina de parques de diversões e bunjee jumping já não é para mim. Desde que eles nasceram que cada vez me apetece menos roçar o perigo. Mas provavelmente porque também tenho a minha dose de adrenalina no trabalho. 
Adrenalina é estar num domingo calmo de urgência, em que não se passa nada, sentada na sala de admissões e repentinamente entrar um senhor com a mulher (muito) grávida nos braços a gritar por ajuda. Adrenalina é, em poucos segundos, perceber que temos um descolamento de placenta e que o coração do bebé bate a um ritmo muito baixo - e que temos que reagir já. Adrenalina é ter logo ali a anestesista e uma equipa fantástica que está treinada para este tipo de situações e sabe o que fazer, passo a passo, sem perder tempo. Adrenalina é pegar no bisturi e tirar aquele bebé (com vida) o mais rápido possível e manter a mãe bem. Adrenalina é ouvir o bebé chorar, depois de manobras de reanimação e de constatar um descolamento quase total da placenta. Adrenalina é saber que conseguimos, em poucos minutos salvar mãe e bebé.
Adrenalina é ser abraçado pelo marido, em lágrimas por tudo ter acabado bem, ele que foi provavelmente o principal herói do dia, e trouxe a mulher o mais rápido possível para o hospital, porque percebeu que algo não estava bem.
E esta sensação é impagável.


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02
Set13

Coisas que custam


Sofia Serrano

Mudamos com a maternidade. Toda a gente sabe isso. Por exemplo eu, que gozava à farta com as minhas amigas que choravam nos filmes, tornei-me uma lamechas do pior que há. E ver cenas em filmes e séries que evolvam pais e filhos faz-me gastar uma caixa de lenços de papel à vontade. Depois, há coisas que não consigo fazer, ou tenho mesmo muito medo desde que me tornei mãe, como andar naquelas diversões mais arriscadas dos parques tipo montanha-russa-ultra rápida (ou outra). Fico com uma sensação estranha na barriga, estou sempre a pensar que agora a vida é diferente e tenho os miúdos para cuidar - aquela sensação de adrenalina deixou de me saber bem, e o que me sabe mesmo, mesmo bem são os beijos lambuzados, os abraços, vê-los a rir ou a conquistar o mundo a cada minuto que passa.
Mas uma das coisas que mais custa neste filme da maternidade é deixá-los. E quando digo deixá-los, refiro-me a levá-los para a escola. A entregá-los a um cuidador, que não nós. Não sei se convosco é igual, mas eu tenho sempre a sensação que só EU é que sei cuidar bem deles : eu é que sei reconhecer o choro, eu é que sei vesti-los, eu é que sei dar-lhes comida, eu é que sei adormecê-los. Entre outras coisas. Mas acima de tudo deixá-los com outras pessoas deixa-me a sensação que os estou a deixar mesmo. A abandonar. E principalmente depois da licença de maternidade, em que passamos 4 ou 5 meses full-time com eles, deixá-los de repente para voltar ao mundo do trabalho é coisa difícil. Pelo menos para mim foi.
Claro que não os estou a abandonar.Claro que os deixo com pessoas de confiança, na escola em que eu confio. Claro que sei que há mais gente no mundo com capacidade de cuidar deles. Mas o coração de mãe fica sempre com aquela sensação que lhe falta alguma coisa.
E Setembro é aquele mês. O mês das mudanças, dos recomeços. O ano devia começar em Setembro. Depois das férias, em que passamos tanto tempo juntos, levá-los outra vez para a escolinha não é fácil.
Mas acredito que ficam felizes, que brincam, que crescem, que aprendem a ser melhores pessoas. E nós também. E quando estamos juntos ao fim do dia, parece-me sempre que cresceram mais um bocadinho.


(ahhhh...mas se eu mandasse, podíamos ficar com eles em casa até aos 3 anos!)



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01
Set13

As leis da física.


Sofia Serrano

A física é uma coisa complicada. Digo eu. 
O tio D., que percebe mais dela do que eu, terá outra opinião.
O P. , grande admirador do tio, anda a descobri-la. À física.
Pelo menos, a lei da gravidade é coisa muito testada cá por casa.
É vê-lo atirar, à primeira oportunidade, objectos para os ver cair, desde o frasco de perfume Dolce & Gabbana do pai até à chucha ( a denominada "tété" pelo cientista) falésia abaixo. Ou armário abaixo. Ou sanita abaixo (entre outras experiências claramente pertinentes para o avançar da ciência).
A ajudante/assistente do cientista é um papel que vai rodando entre mãe e M. Lá vamos nós "salvar" os objectos aos locais mais estranhos. Uma tarefe árdua.
Hoje falhámos. O perfume foi-se (tenho a casa de banho a cheirar a perfume de homem nos próximos 2 meses) e a tété também - era arriscado demais montar um plano para recuperar a dita cuja no meio do mato para onde foi lançada: implicava saltar uma vedação e atravessar vegetação digna das florestas amazónicas para a recuperar depois de ter caído da varanda do restaurante (ou melhor, ser arremessada por um cientista com vontade de sair dali e ir atrás dela). 
Conclusões: A lei da gravidade mantém-se. O cientista fez birra das grandes até encontrarmos uma substituta para as suas experiências.

Esta foi a última vez que a vimos com vida. Foi uma boa experiência.





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