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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

30
Jan14

Dicas para as grávidas #16: Truques para quem está a pensar em engravidar


Sofia Serrano

imagem daqui

Decidir engravidar é um passo importante. A vida muda com a chegada de um novo elemento da família. Mas nem sempre a gravidez acontece com a facilidade com que se gostaria. Por vezes passa muito tempo, e para quem está a tentar, parece uma eternidade. Na verdade, a grande maioria dos casais precisa de pelo menos 6 meses para engravidar, e só ao fim de dois anos é que 90% conseguiu uma gravidez. Por isso, o ideal é optimizar todas a variáveis possíveis.
Ficam aqui alguns truques para ajudar mais facilmente a chegar a uma gravidez saudável:

- parar a pílula idealmente cerca de 3 meses antes de tentar uma gravidez, para perceber como é o ciclo menstrual e consequentemente qual a altura mais fértil do mês. Sabe-se que em média, as mulheres ovulam ao 14º dia - mas isto para um ciclo de 28 dias ( não esquecer que o 1º dia do ciclo é o 1º dia do período). Por isso, se o ciclo for de 25 dias, a ovulação ocorrerá provavelmente mais cedo, e se o ciclo for de 35 ou 40 dias, mais tarde. Há alguns sinais associados ao período da ovulação, nomeadamente a presença de um muco gelatinoso ("tipo clara de ovo").

- iniciar um suplemento polivitamínico que contenha ácido fólico (para prevenir defeitos do tubo neural) e idealmente iodo (também recomendado pela DGS). O suplemento deve ser feito pelo menos 3 meses antes da gravidez e mantido durante a mesma. A vitamina C começa também a ser reconhecida como importante durante a concepção e gravidez.

- deixar de fumar, perder peso em caso de obesidade, fazer regularmente algum tipo de exercício físico - as caminhadas diárias são uma boa opção. O ideal é optar por alimentação saudável e hábitos de vida saudáveis, que se mantenham durante a gravidez e para além dela - o bebé e a nossa saúde agradecem. O tabaco está relacionado com a infertilidade e maior probabilidade de gravidez ectópica, para além de estar relacionado com complicações durante a gravidez e maus desfechos como o descolamento de placenta e a morte fetal.

- fazer as análises prévias à gravidez, determinar o grupo sanguíneo e confirmar se as vacinas estão em dia. Fazer o rastreio do cancro do colo do útero (citologia cervical).

- quando se decidir engravidar, o ideal é ter relações sexuais em dias alternados, alguns dias antes da altura da ovulação, e alguns dias depois. E porquê? Dia sim-dia-não, porque se forem diárias, os espermatozóides são mais imaturos e não terão tão boa qualidade para a fecundação. Idealmente, deve-se tentar alguns dias antes da ovulação, porque não se sabe ao certo qual será a altura da mesma, e o óvulo só se mantém 24h viável - os espermatozóides, por outro lado, sobrevivem cerca de 72horas no aparelho reprodutor feminino, e os que ficam algum tempo ao nível do colo do útero sofrem um processo que se chama capacitação e que os torna óptimos para a fecundação. Assim sendo, tentamos aumentar as probabilidades de os gâmetas femininos e masculinos se encontrarem.


- tentar reduzir o nível de stress. O stress e a ansiedade interferem na ovulação e na capacidade de engravidar. Tentar ter uma vida tranquila é um dos passos para que tudo corra bem.

- não esperar muito tempo. O pico da fertilidade é por volta dos 20 e começa a decrescer aos 30. A partir daí as probabilidades de conseguir engravidar vão diminuindo e aumentam as complicações.

imagem daqui

29
Jan14

Hoje não me apetece fazer o jantar.


Sofia Serrano

Hoje não me apetece fazer o jantar.
Não me apetece pensar em comida, se vai ter proteínas e vitaminas suficientes, se vão gostar ou se vai haver fita ao jantar.
Hoje não me apetece pensar em cozinhar. Nem em arrumar a casa.
Não quero saber se há livros espalhados pelo chão e brinquedos fora do sítio. Se a roupa para amanhã está lavada e engomada. Se os lanches estão nas mochilas.
Hoje não me apetece fazer o jantar.
Hoje, queria ter uma varinha mágica, não uma bimby ou uma yammi ou uma cookii, que essas não resolvem os meus problemas. Queria, com um toque de magia e muito brilho, transformar a minha casa num palácio impecavelmente arrumado, com uma panela de sopa pronta ( e no ponto que eles gostam) e um segundo prato ao nível do Master Chef Australia. A mesa posta e a cozinha arrumada.
Hoje não me apetece fazer o jantar.
O que eu queria mesmo era uma varinha mágica que num golpe de purpurinas resolvesse tudo o que há para resolver. E já agora que me pusesses linda, maravilhosa, e acima de tudo, com paciência e o sono em dia.

Porque as mães também se cansam.

Por isso, hoje não me apetece fazer o jantar.
27
Jan14

Os desejos secretos de muitas mães (ou coisas que animam o dia)


Sofia Serrano

Ah, as maravilhas da maternidade. Barrigas, fraldas, noites sem dormir, tosse e ranho... em suma, miúdos queridos. Mudamos mas continuamos a sermos mulheres. E aposto que muitas de nós não se importavam que lhe acontecesse um ou dois itens desta lista, só para animar o dia :

- Ter tido uma criança há pouco tempo, estar a amamentar e ter o mesmo aspecto que a Giselle Bunchen



- Ir ao Hospital com o miúdo que caiu do cavalinho e bateu com a cabeça e ser atendida pelo McDreamy


- Chegar a casa depois de um dia estafante e ter uma babysitter a postos para ficar com os miúdos, e um marido pronto para nos levar a um jantar romântico naquele sítio que adoramos



-Ir beber um café enquanto se espera pela miúda que foi para a aula de ballet e encontrar o George Clooney na loja da Nespresso


- Comer chocolate ( e outros doces) à vontade e ficar magicamente como a Jen Selter (ou como a Catarina)


- Passar uma noite em claro (por causa de miúdos doentes) e acordar linda e maravilhosa como a Miranda Kerr


- Ter um relógio que estique magicamente o tempo para os dias darem para fazer tudo o que precisamos. E de preferência, sem segundas-feiras.




25
Jan14

Programa em família : Oceanário


Sofia Serrano

Uma visita ao Oceanário de Lisboa é sempre um excelente programa para se fazer em família. Nós já fomos lá algumas vezes e adoramos voltar, há sempre algo de novo para ver. Podem optar por ver só a exposição permanente ou também a temporária, que por estes dias é sobre as Tartarugas- nós visitamos e gostamos muito!


O Oceanário abre às 10h e a última entrada é às 18h no horário de inverno, e às 19h no verão. Os miúdos até aos 3 anos não pagam.
No Oceanário de Lisboa os quatro habitats representados convergem para o centro do edifício dando corpo ao conceito de unicidade dos oceanos. A decoração de cada habitat prolonga-se pelo aquário central, criando a ilusão que estamos perante um só aquário, um só oceano. Na realidade, janelas de acrílico dividem os quatro habitats do aquário central, provocando no entanto a sensação de que todos os seres vivos se movimentam numa única massa de água salgada. A visita começa no oceano global, para depois prosseguir através dos deslumbrantes habitats marinhos do Atlântico, Antártico, Pacífico e Índico.

O tanque central com a grande variedade de peixes, foi o preferido dos miúdos cá de casa - o mais pequeno adorou ver os mergulhadores no meio dos tubarões e não queria vir embora. A M. gostou muito da exposição das Tartarugas, com jogos interactivos e um túnel por onde nadam as tartarugas.
Uma visita ao Oceanário é um excelente programa para estes dias frios e chuvosos de inverno e é diversão garantida para miúdos e graúdos.














21
Jan14

Saudades


Sofia Serrano

Hoje acordei com saudades do verão. Acordei, à tarde, de uma sesta rápida, depois de uma noite de trabalho, seguida de uma manhã do mesmo. Pelas janelas do hospital viam-se as nuvens. Ouvia-se a chuva. Pelas janelas da minha casa também. As amendoeiras estão a florir, o que quer dizer que Fevereiro vem aí. Mas não chega. Tenho saudades do verão, das andorinhas que fazem ninho na minha varanda, que voltam ano após ano. Tenho saudades das cigarras que ouço a cantar nas noites quentes de verão, em que deixo as janelas abertas para ver as estrelas, enquanto leio um livro. Tenho saudades de acordar cedo e ir para a praia antes da confusão de agosto. Dos mergulhos no mar. Das caipirinhas na esplanada ao fim do dia. De caracóis. Das bolas de Berlim, com ou sem creme, comidas entre mergulhos. Da pele bronzeada, da felicidade dos miúdos. Das havaianas e dos vestidos leves. Tenho saudades do verão.










19
Jan14

Dicas para as grávidas #15: o pós-parto


Sofia Serrano

Depois do parto, quer tenha sido um parto vaginal ou cesariana, há um período de internamento no serviço de Obstetrícia. Este período é mais reduzido se tiver sido um parto vaginal e não houver complicações (como por exemplo hipertensão) e será de maior duração se tiver sido cesariana ou se houve intercorrências. Estes dias são importantes, em termos de recuperação da mãe e vinculação com o bebé. É importante que não sejam dias de grande stress, com muitas visitas – estas podem ser deixadas para mais tarde, quando o equilíbrio familiar estiver restabelecido. A presença do pai é permitida na maioria das instituições, e é fundamental. Para além disso, é nesta altura que médicos e enfermeiros procedem aos ensinos essenciais para o regresso a casa: os cuidados de higiene com o bebé e mãe, a amamentação, os cuidados com as feridas operatórias ou do períneo, as vacinas, entre outras.

imagem daqui

Depois da alta, a mãe deve marcar consulta com o seu médico assistente na 6ª semana após o parto, a vulgarmente denominada “Consulta de Revisão de Parto”, onde para além do exame ginecológico e eventual ecografia e citologia, o médico fará o aconselhamento relativamente ao método contraceptivo mais recomendado. Mesmo a amamentar, há várias opções de contracepção disponíveis, como a pílula progestativa de toma contínua, o implante ou o DIU. O ideal é haver um espaçamento de 2 anos entre gravidezes, em particular se o parto foi por cesariana.
Em casa, no período de puerpério, a mãe deve manter o suplemento de ferro, porque durante o parto há sempre alguma perda de sangue e a amamentação implica maior gasto das reservas, e deve fazer uma alimentação equilibrada, bebendo muita água (idealmente 1,5 a 2 litros por dia).

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Relativamente aos cuidados com a episiorrafia, é importante uma boa higiene, com duche diário, e uma limpeza do períneo com água corrente e o gel de banho sempre após urinar ou evacuar, enquanto a cicatrização não está completa e enquanto houver perdas de sangue. O gelo local é um bom aliado para os primeiros dias em vários períodos de 15 minutos, não devendo ser aplicado directamente.
Relativamente à ferida operatória da cesariana, aquando da alta hospitalar far-se-á a orientação relativamente à remoção dos pontos ou agrafos e os cuidados necessários. A faixa pós-parto é uma boa aliada nos casos de cesariana, permitindo um ajuste progressivo e fazendo com que a mãe se sinta mais confortável na mobilização e nas rotinas com o bebé. A faixa só deve ser usada no primeiro mês após o parto, sendo que depois é importante que os músculos abdominais voltem a ser utilizados.
As perdas de sangue – os denominados lóquios- vão diminuindo à medida que passa o tempo, mas podem estar presentes durante cerca de 30 dias, em pouca quantidade. Nos casos em que a mãe note uma hemorragia anormal, febre ou um cheiro não habitual, deve recorrer ao seu médico assistente.
Relativamente à amamentação, são pontos fundamentais uma boa pega do bebé (para não haver feridas nos mamilos), esvaziar bem uma mama antes de oferecer a outra ao bebé, ter uma alimentação equilibrada, beber muitos líquidos e tentar descansar o máximo possível. Se as mamas estiverem muito cheias, podem-se fazer massagens no duche, com água quente, tentando esvaziá-las até ficar mais confortável.
O pós-parto pode ser um período de grandes emoções e alterações hormonais, sendo que o apoio familiar e o descanso contribuem para uma mãe mais disponível para cuidar e amar o novo elemento da família.

imagem daqui
17
Jan14

10 coisas que todas as mães fazem (mas que têm vergonha de admitir)


Sofia Serrano

1. Comer chocolates às escondidas dos miúdos, principalmente depois de lhes explicarmos que o chocolate faz mal aos dentes, engorda e que se comermos muito pode fazer dor de barriga.

2. Falar em inglês sempre que não interessa que os mais pequenos percebam a conversa. Ou em francês. Ou num dialecto misturado, com palavras estrangeiras metidas pontualmente naquelas expressões que não convém que eles ouçam.


3. Adormecer (de exaustão!) muito primeiro que eles, quando nos propomos a adormecê-los - e acordar com a luz do quarto acesa e eles a brincarem, felizes da vida.


4. Mentir-lhes acerca do modo como são feitos os bebés - falamos de abelhas, cegonhas e flores, e eles acabam por descobrir na internet como tudo acontece ( de preferência quando forem maiores!).


5. Explicar que não podem comer bolachas antes de jantar - e comermos nós um pacote inteiro, sem eles verem, enquanto estamos a cozinhar.


6. Achar que sabemos fazer sempre tudo melhor que o pai - nós é que sabemos vesti-los, cozinhar a comida como eles gostam, tratar deles quando estão doentes - mas dizer ao pai que é igual ser um ou outro a fazer as coisas.


7. Estar mortinha por ter um fim-de-semana a dois, e depois passar o tempo inteiro a falar dos miúdos, a pensar como estarão e a ligar para casa de hora a hora ( ou até voltar depois da primeira noite com uma desculpa qualquer).


8. Depois de um dia estafante, quando começar a haver birra ao jantar, deixá-los comer um iogurte e pão (ou seja lá o que eles querem!) para ter uma refeição sossegada, ao invés de haver zangas e eles terem de comer tudo o que é legume.


9. Prometer doces se se portarem bem quando os levamos ao nosso trabalho - ou a outro lado qualquer em que queremos causar boa impressão.


10. Comparar sempre, em tudo, os nossos filhos com os outros, mas dizer em voz alta que cada criança tem o seu ritmo de desenvolvimento e todos chegam lá (enquanto pensamos interiormente que o nosso é o mais giro, o mais esperto e o mais precoce).



imagem daqui

16
Jan14

Pais e Filhos pelo Mundo #2: Vera, Vicente e Bruno, Bélgica


Sofia Serrano

A Vera tem 30 anos, é licenciada em Comunicação Social e vive actualmente na Bélgica, com a família. É mãe do Vicente, de 1 ano, que acorda sempre com um sorriso e um grande "Olá!". Gosta de escrever, e conta as suas aventuras no blog "As Viagens dos Vs".
Ela contou ao Café, Canela & Chocolate como foi sair do seu país para uma cultura diferente com um filho pequeno, como é a adaptação e os desafios diários na vida na Bélgica.



1- Porque é que decidiram sair de Portugal e porquê a Bélgica?
No nosso caso,  o meu marido já se encontrava a trabalhar na Bélgica, mais concretamente em Bruxelas, há algum tempo. A nossa relação sempre foi vivida num vai e vem constante. Porém, após o nascimento do Vicente, fazia todo o sentido começar esta nova e tão importante etapa das nossas vidas, juntos, em família. Não poderia ser de outra forma.


2- Foi uma decisão fácil?
A decisão em si era fácil. Viver um tempo fora de Portugal era algo que eu desejava há muito. No entanto, por ser o momento em que foi, tornou tudo mais difícil. Por um lado, sabia que este era o momento da minha família, aquela que estava a começar a construir. Depois, por outro, a ideia de abdicar de trabalhar por completo, partir para um país diferente com um bebé recém-nascido, sem qualquer rede de apoio, era algo que me assustava.


3 - Como foi a adaptação a outro país, em particular para os vossos filhos e quais as principais diferenças em relação a Portugal?
Tirando a barreira linguística inicial (o francês era uma língua que eu não dominava), não senti grandes problemas de adaptação. Nunca senti muito aquela antipatia que dizem caracterizar os belgas. E a cidade eu já conhecia e sempre me agradou. O facto de morarmos numa zona central, bastante animada,  ajuda bastante. Quanto ao Vicente, penso que esta é a casa dele, afinal já viveu mais tempo aqui, do que em Portugal. A sua felicidade quando regressa de férias, mostra isso mesmo.

4 - Como é trabalhar na Bélgica? 
Eu  neste momento, tenho a sorte de ainda puder estar com o Vicente a tempo inteiro. A experiência que tenho é em relação ao meu marido e amigos.  Um dos aspectos mais positivos na cultura belga é o facto de ser orientada para a compatibilização da vida profissional com a pessoal. Ou seja, não se promove a cultura de se trabalhar até demasiado tarde, como em Portugal, de modo a que a família nunca fique em segundo lugar.

5 - Como é educar um filho na Bélgica?
Ainda não me dediquei muito a esse assunto, mas sei, por exemplo, que o sistema público de ensino é tão bom, que o sistema privado é quase exclusivo para os expats. Para além disso, é gratuito e mesmo o ensino superior é bastante mais barato que em Portugal.

6 - Como é que se gere a distância da família - em particular com os mais pequenos?
Esta parte é a mais complicada, de facto. Mas felizmente, com a internet e todos os meios e formas de comunicar que hoje existem, as saudades vão-se atenuando. É possível irmos sabendo, diariamente, como estão os amigos, a família, o que fazem, etc... Penso que pior é para os avós que estão do outro lado e vêm o crescimento do neto à distancia. Porém, através do blog vou conseguindo que a família e os amigos vão acompanhando esta nossa viagem, de modo a que se sintam diariamente parte dela também.


7 - Como é um dia típico vosso?
O nosso dia começa bem cedo, por volta das 6h30. O primeiro despertador é o meu. Aproveito o tempo que o pai tem em casa, antes de sair para trabalhar, para ir ao ginásio. Era impensável fazer uma coisa destas antes, mas hoje em dia é fundamental para o meu bem estar mental.
O pai acorda, um pouco depois,  é ele que dá o pequeno almoço ao Vicente, ao mesmo tempo que se prepara para sair. Assim, que chego, trocamos.
Regra geral, no período da manhã, aproveito para organizar a casa. O Vicente almoça por volta das 11h e faz uma sesta a seguir. É nessa altura que aproveito para ver mails, actualizar o blog, ler notícias, para que quando ele acorde, possamos sair.
Dependendo do tempo, ou vamos a um jardim, ou a uma Maison Vert (que é uma espécie de creche onde as crianças podem estar com a presença dos pais).
Ao fim do dia, há dois dias por semana em que tenho curso de francês, e é o pai que assegura o jantar, o banho, etc... nos restantes dias sou eu. E, da mesma forma, que o dia começa cedo, também acaba cedo, por volta das 19h30/20h, o Vicente já dorme e a partir daí, temos um tempo só a dois, jantamos, vemos as notícias na RTPi e pomos a conversa em dia.
Aqui somos só os três, por isso, tem que ser tudo muito bem planeado.

8- O que achas que era preciso mudar em Portugal para voltarem?
Voltar a Portugal não está completamente fora de questão, mas devo confessar que a nossa vontade é de continuar aqui por mais tempo.
Assusta-me pensar que em Portugal não irei conseguir, por muito que trabalhe, dar as mesmas oportunidades ao Vicente, como sei que o conseguirei fazer aqui. Essa é a nossa principal preocupação.


9 -O que dirias aos pais que estão a pensar sair de Portugal para poderem dar um futuro melhor aos filhos?
Digo para pensarem bem no país que escolhem, que se informem sobre as suas condições,  nomeadamente em termos de educação e de integração social (acho que esta parte é muito importante para que as coisas corram bem). E depois, procurar experiências de outras pessoas. É a melhor forma de conseguir perceber o que vos espera.
E se o balanço for positivo, não hesitem em arriscar, afinal esta experiência serve também para fortalecer os laços entre cada um. Não podemos ter medo de ser felizes.

Obrigada Vera por teres partilhado a tua experiência e tudo de bom para a tua família! Podem também encontrar as aventuras dos Vs no facebook aqui.




15
Jan14

As contas dos pais


Sofia Serrano

A vida é matemática pura. E este início do ano, uma das coisas que me dá cabo da cabeça são as contas. Sim, a matemática já ficou bem lá para trás e confesso que sou mais do tipo de usar o telemóvel para fazer contas à vida. 
Mas estas contas a que me refiro são outras.
São as contas às férias, que é sempre necessário marcar e planear no início do ano. E não há nada mais difícil que encontrar um equilíbrio entre as férias dos pais e o calendário escolar.

Ora vejamos as pausa lectivas dos miúdos:
Férias de Carnaval - de 3 a 5 de Março (3 dias úteis)
Férias de Páscoa - de 7 de Abril a 21 de Abril (10 dias úteis)
Férias de Verão 
        - a partir de 6 de junho de 2014 - para os alunos dos 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos.
        - entre 6 e 13 de junho de 2014 - para os alunos do 4.º ano.
        - a partir de 13 de junho de 2014 - para os alunos dos 1.º, 2.º, 3.º, 5.º, 7.º, 8.º e 10.º anos.
        - a partir de 4 de julho de 2014 - para a educação pré-escolar e para os alunos dos 4.º e 6.º anos que venham a ter acompanhamento extraordinário.

(portanto, na melhor das hipóteses temos cerca 49 dias úteis de férias, no caso dos que entram de férias a 4 de julho, e mais nos outros)


Ora bem, nas minhas contas, para o ano de 2014, os miúdos vão ter 62 dias úteis de férias pelo menos. 
Então e os pais?
Bem, os pais que forem funcionários públicos, passam a ter 22 dias de férias em 2014.
Portanto 62 vs 22
Há aqui qualquer coisa que não bate certo...
Ah, espera.
A ideia deve ser os pais tirarem férias separadamente. 
Claro, qual é o interesse em manter toda a família junta durante as férias, para se divertirem e finalmente os pais terem tempo para os filhos? Interesse nenhum, obviamente. 
Portanto, tira o pai 22 dias e a mãe 22 dias sem coincidirem, para poderem ficar com os filhos.
Assim temos 62 vs 44
Não, ainda não bate certo.
Bom, talvez a ideia seja promover a estadia dos netos com os avós.
Ah, espera. Os avós, se ainda não tiverem 65 anos, não estão reformados e estarão provavelmente a trabalhar. E se calhar também têm 22 dias de férias. Pronto, se acertarem as férias para as pausas escolares, então conseguimos resolver o problema e até já temos dias de sobra: 62 vs 66! Uau!
Afinal a matemática é mesmo uma ciência exacta.
(ou então tenho mesmo de procurar ATLs para os miúdos)





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Os meus livros

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