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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

28
Fev14

Líder ou chefe?


Sofia Serrano

Fazem a diferença. Podem motivar e ter uma equipa extraordinária ou ser autoritários e fazer do local de trabalho um péssimo sítio para se estar. E em Ginecologia e Obstetrícia têm um papel fundamental. Como na vida. 
Podem ler mais aqui.


26
Fev14

Como ser uma super-mãe (em 9 passos)


Sofia Serrano


1. Abastecer o armário com muito café - porque vai haver muitas noites em claro por fome, choro, viroses ou pesadelos dos miúdos,e é preciso manter a energia nas 24 horas para dar conta das tarefas no emprego e em casa -  e com chocolate - porque muitos dias não vai ser fácil ser mãe. Vai haver cansaço e desilusão. Mas vai ser uma aventura fantástica. E o chocolate ajuda.

2. Comprar os manuais de instruções certos - desde os livros de Gravidez aos de Pediatria, aos de Psicologia Infantil - mas seguir sempre o instinto. Não está descrita em lado nenhum aquela sensação que nós temos quando o nosso filho não nos parece bem, apesar de não ter febre nem pintas nem tosse - mas que ao fim de algum tempo se verifica que o nosso instinto estava correcto e que afinal ficou mesmo doente. O instinto de mãe é algo ímpar - somos nós, melhor que ninguém, que conhecemos os nossos filhos e sabemos o que é bom para eles.


3. Tirar sempre tempo para os nossos filhos - em caso de emergência (dia louco no trabalho, por exemplo), no mínimo 10 minutos para brincar com eles, ou contar uma história. É deste bocadinho que eles se lembram quando crescerem, do castelo de legos que fizemos juntos, dos penteados das barbies, das corridas com os carros. Faz-nos bem rir e divertirmos-nos com eles - não há nada melhor que chegar a casa de um dia de trabalho e andar a brincar às escondidas com eles, para desligar dos problemas do dia-a-dia.


4. Estar sempre disponível para os ouvir - às vezes até podem ser as dúvidas mais parvas do mundo, mas eles querem sempre saber o que a mãe pensa sobre o assunto, porque afinal, aos olhos deles, já somos super-mães. E explicar-lhes o que não percebem. E não lhes mentir, porque nós somos o seu maior exemplo.


5. Pedir ajuda - temos mil e uma coisas para fazer diariamente, e se queremos ser super-mães, temos de dividir tarefas. Com o marido, com a mãe ou a sogra, com o tio, com a empregada. Não faz mal nenhum admitir que é impossível darmos conta de tudo sozinhas. E sabe sempre bem ter as pessoas de quem gostamos a participar nas tarefas da família.


6. Fazer as coisas que gostamos e que nos fazem felizes - e isto aplica-se ao trabalho, ao tempo para ir ao ginásio ou correr, ir tomar café com as amigas, ir ao SPA, ir com os miúdos ao parque, ir ao cinema com o marido ou passar um fim-de-semana fora. Se a mãe estiver feliz, então toda a família vai ficar muito mais feliz, e os mais pequenos sentem isso.


7. Ter uma varinha mágica ou uma bimby, ou algo do género - porque os miúdos gostam sempre de sopa bem passada e é a maneira ideal de os fazer comer os legumes sem grande alarido. E as vitaminas são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento deles, e para a concentração na escola.


8. Mostrar-lhes o certo e o errado. E saber dizer que "não" quando é preciso. Eles vão aprender - e nós vamos ajudá-los a serem boas pessoas quando crescerem.


9. Acreditar que vamos conseguir - porque há dias em que estamos cansadas e sem paciência. Nessas alturas, é boa ideia parar uns instantes e contemplar nos nossos filhos (a brincar, a dormir...) para nos lembrar-mos como eles estão crescidos e como conquistam algo novo a cada dia - com a nossa ajuda.









26
Fev14

O resultado da passatempo de Carnaval!


Sofia Serrano

No meio das urgências e do corre-corre do dia-a-dia, não me esqueci do passatempo de Carnaval com a Cutxie Cutxie - e hoje cá está o resultado! Tivemos muitas participações, porque toda a gente acha esta ideia genial e quer ter o seu boneco:



Foram consideradas válidas 313 participações e o random, que é soberano diz que o número vencedor é:



O vencedor do passatempo, que vai poder ter uma recordação muito especial do seu filho é...

Raquel Santos

Parabéns!
Por favor entre em contacto com a Cutxie-Cutxie

22
Fev14

Dicas para as grávidas #18: Tudo sobre os partos na água


Sofia Serrano

Em países como o Reino Unido, o trabalho de parto e parto na água são uma opção quer em meio hospitalar quer em meio comunitário (partos no domicílio).
O parto na água pode ser oferecido a mulheres com uma história obstétrica normal e com um trabalho de parto espontâneo, a termo, sem factores de risco.
Têm sido realizados trabalhos de investigação para avaliar segurança e eficácia do parto na água, ainda inconclusivos.



Os benefícios potenciais do parto na água são:
- ambiente tranquilo e relaxante (opção da mulher)
- menor necessidade de analgesia farmacológica 
- trabalho de parto mais rápido
- mobilização mais fácil da mãe, que pode adoptar mais facilmente posições mais confortáveis para o parto
- melhora o fluxo uterino, e parece reduzir a necessidade de intervenção (partos com fórceps ou ventosas, cesariana...)

As desvantagens/riscos:
- atraso no reconhecimento de intervenções emergentes
- aumento da incidência da hemorragia pós-parto
- aumento das infecções materna e fetais

Para se realizar um parto na água, devem-se seguir algumas orientações importantes:

- a entrada na água deve ser sempre por escolha da mulher, na altura em que se sente confortável; 
- o trabalho de parto não deve ser pré-termo (antes das 37 semanas) ou pós-termo (depois das 41)e o bebé deve estar cefálico (de cabeça); 
- à entrada deve ser  realizado um CTG, que deve ser tranquilizador e a observação materna deve ser normal;
- o casal deve ser informado que perante qualquer complicação/suspeita de complicação, têm de sair da piscina e que devem sempre seguir as indicações das parteiras e médicos;
- a temperatura da água deve estar à mesma temperatura do corpo da mãe;
- a mãe deve ter água de forma a ficar com o abdómen imerso;
- o bebé deve ser trazido imediatamente à superfície assim que nasce.

A experiência das mães que têm partos na água parece ser única e muito especial, por todo o contexto e tranquilidade adjacente. No entanto, continua a ser necessário informar os casais que não há evidência suficiente para garantir a total segurança do parto na água, visto os estudos nesta matéria ainda não serem conclusivos.




Em Portugal, o único hospital público que faz partos na água é o Hospital de São Bernardo, em Setúbal. O primeiro nascimento dentro de água aconteceu há quatro anos e, desde aí, o hospital faz, em média, dois a três por mês. O hospital de Setúbal conta no total com 135 imersões em água durante o trabalho de parto. Segundo os responsáveis pela instituição, o número de grávidas a procurar o serviço tem vindo a aumentar.






21
Fev14

Sonhar


Sofia Serrano

Adoro o meu país. Adoro as pessoas, o sol, o fado, as praias e o campo, os diferentes sotaques, a nossa natureza pacífica e amigável. Gosto das delicias gastronómicas e dos monumentos. Das colinas de Lisboa e do Douro visto de Gaia ou do Porto. Do calor do sul. 
Amo Portugal.
Não gosto desta situação económica em que caímos nem das medidas que surgem todos os dias. Mas admiro a nossa garra para superar as adversidades - e uma das formas desta nossa geração sobreviver é não cruzar os braços e ir em buscar de um futuro melhor. Que pode ser por esse mundo fora. 
Às sextas-feiras, escrevo aqui.



19
Fev14

Filhos (im)perfeitos


Sofia Serrano

Transbordamos de alegria quando nos dizem que os nossos filhos são lindos, são espertos, que já sabem contar até 20 ou escrever o nome. Ficamos inchados de orgulho. A rebentar. Com aquele sorriso que é impossível disfarçar. 
Nós, pais, sentimo-nos os responsáveis pelo sucesso (mesmo sem querermos admitir) - seja porque têm os nossos genes ou o nosso feitio, ou porque os teremos (provavelmente) educado da forma certa: seja lá qual tenha sido o segredo, fizemos a coisa bem. Eles são perfeitos aos nossos olhos. Sim, perfeitos.
E de repente, todo um mundo imaginário cor-de-rosa desaba quando nos chamam à escola para dizer que eles se portaram mal. Ou que bateram num amigo. Ou que têm de ficar sentados numa mesa sozinhos porque não se concentram e nunca acabam os trabalhos a tempo.
Mas então, o que é que se passou? O que é que aconteceu aos pequenos génios?
De repente, apercebemo-nos que os nossos filhos não são perfeitos - são reais. Podem ser bons numas coisas mas muito provavelmente vão ser menos bons noutras. Podem ter jeito para música, mas serem uns azelhas a matemática. Podem saber cantar mas terem uma caligrafia péssima. E a primeira sensação dos pais é: mas afinal, onde é que eu estou a errar? O que é que estou a fazer mal para ele não ser um pequeno Einstein em todas as áreas?

Pois. 
Parece que os nossos filhos também são humanos, e como tal imperfeitos. 
A solução: ajudá-los a melhorar, aceitá-los como são (com os seus dons e falhas) e fazê-los felizes e realizados neste nosso Mundo.
Parece-me que afinal, é essa a nossa missão de pais.


17
Fev14

Dicas para as grávidas #17: E ter um parto vaginal depois de uma cesariana?


Sofia Serrano

Tenho uma amiga muito especial grávida do segundo filho. O primeiro dela nasceu por cesariana. E agora ela está ansiosa, porque não sabe bem se será melhor uma nova cesariana, ou se é boa ideia tentar um parto vaginal. 
Por isso, desafiou-me a escrever um post sobre o parto vaginal após a cesariana.


Coisas importantes a ter em mente sobre este assunto:

- Uma cesariana não significa sempre cesariana, na grande maioria dos casos, se estivermos a falar de um bebé único (aqui não se incluem os gémeos) que está cefálico (ou seja, de cabeça para baixo) e se não houver patologia na gravidez que indique uma nova cesariana.
- É fundamental saber há quanto tempo foi a primeira cesariana. Se foi há 18 meses ou mais (alguns médicos consideram os 2 anos) então será seguro tentar um parto vaginal. Se os intervalos entre as gravidezes forem menores, está indicada a cesariana, pelo risco de rotura uterina.
- O número de cesarianas prévias é também fundamental. Duas ou mais cesarianas contra-indicam uma tentativa de parto vaginal, pelo risco de rotura uterina.
- Se a cesariana foi por sofrimento fetal ou por apresentação pélvica, então é muito provável que um parto vaginal seja possível. Nos casos em que foi por incompatibilidade feto-pélvica é menos provável, mas mesmo assim é possível, porque tudo depende da posição da cabeça do bebé e da progressão do trabalho de parto.
- Entrar em trabalho de parto espontaneamente ajuda a conseguir ter um parto vaginal. As induções com cesariana anterior resultam mais frequentemente em nova cesariana, em particular porque nem todos os métodos de indução podem ser usados num útero já com uma cicatriz anterior.

As vantagens de um parto vaginal relativamente a uma cesariana: 

- ser mais fisiológico para a mãe e para o bebé, estando provados inúmeros benefícios para o recém-nascido que nasce de parto normal ( melhor maturação pulmonar, melhor sistema imunitário, mais facilidade na adaptação à mama, entre outras)
- evitar mais uma cicatriz no útero, que é fundamental se ainda se pretende ter mais filhos (quanto mais cicatrizes, maior o risco de complicações futuras)
- menos dor após o parto e uma mais rápida recuperação, com menos dias de internamento e o regresso a uma vida normal mais cedo em casa
- menor risco de infecção e de hemorragia
- uma maior participação da grávida e do companheiro no processo de nascimento 

Apesar de todas as vantagens, um parto vaginal após uma cesariana tem um risco baixo de rotura uterina, por isso só deve ser realizado num hospital com acesso rápido a uma cesariana emergente.




16
Fev14

Mascarar os mais pequenos (e um passatempo!)


Sofia Serrano

Eu gosto do Carnaval. Sempre achei piada às máscaras, aos papelinhos e serpentinas, aos bailes e à diversão - pronto, nunca achei muita piada àquelas brincadeiras com ovos e farinha que havia quando éramos pequenos, mas as bombinhas de mau cheiro tinham o poder de fazer com que tivéssemos de sair da sala de aula e ficássemos a brincar umas horas, em vez de a estudar geografia.
Confesso que já há alguns anos que não me mascaro - principalmente porque tenho sempre a "sorte" de estar a trabalhar no carnaval, mas a miúda cá de casa adora e passa o ano à espera desta altura. O mais pequeno ainda não liga a máscaras, mas diverte-se imenso com a irmã.
Deixo-vos aqui algumas ideias a servirem de inspiração para os mais pequenos:


 Quem não se lembra do ET? Uma ideia tão gira!


 Onde está o Wally? Giro e simples.


Super-heróis!


 Ovelhas queridas :)

 Um esparguete à bolonhesa original!


 Tubarão

 Uma galinha fofinha.


 Uma ideia para as mães com dom para a costura.


 Leão - quentinho e confortável, para as nossas pequenas feras.


 Os Flinstones.

 Peter pan.


Aposto que este ano muitas mães vão ter este pedido: a máscara da Elsa, do Frozen. Cá por casa vamos ter a morena a querer ser loira e congelar meio mundo!

E nesta época de criatividade e imaginação, a Cutxie-cutxie teve uma ideia fantástica: mascarar os nossos miúdos de bonecos! Querem ver como ficam giros?


E para comemorar este lançamento, vamos fazer um passatempo: um dos leitores do Café, Canela & Chocolate vai ganhar um destes bonecos para ter uma recordação especial do filho!
Para se habilitarem a ganhar o prémio só têm de:
- fazer "gosto" na página da Cutxie-cutxie
- fazer "gosto" na página do Café, Canela & Chocolate
- partilhar a foto acima (que vai estar no facebook do Café, Canela & Chocolate) de forma pública e escrever nos comentários o nome de 3 amigas.

Podem participar as vezes que quiserem. O passatempo vai decorrer de 16 a 22 de Fevereiro e o vencedor escolhido através do random.org.

Divirtam-se!







15
Fev14

Passeios de Inverno


Sofia Serrano

Está frio e apetece ficar em casa no quentinho. Mas vale a pena fazer um esforço para sair debaixo do edredon, agasalhar os miúdos e ir aproveitar o sol. 
Brincar na rua melhora as defesas deles (e as nossas!) e é uma alegria! E ir ao parque e levar um saquinho com pão para dar aos patos é um programa a que ninguém resiste. 
Nota mental: para a próxima, trazer mais pão - o P. dava um bocado ao pato e comia dois.










14
Fev14

Eu até podia nem gostar do dia dos namorados


Sofia Serrano

Eu podia ser daquelas pessoas que não acha piadinha nenhuma ao dia dos namorados. Podia, mas assim não seria eu.
Desde que me lembro que acho piada a este dia. Pode ser a maior pirosice do mundo, mas sempre gostei da expectativa de saber se ia receber algum bilhetinho com uma declaração de amor, uma flor ou um peluche daqueles altamente pindéricos. 
Pronto, a verdade é que quando era miúda não tinha grande sucesso entre os rapazes, e por isso a maioria das vezes ficava pela expectativa. Mas uma vez ou outra fui surpreendida com uma rosa no recreio da escola (ou no meio de uma aula, tornando-se provavelmente num dos momentos em que tive mais vergonha em toda a minha vida)ou um bilhetinho no bolso do casaco com um convite para um café (sim, falamos quase da pré-história, a época antes dos telemóveis).
E sei a filosofia de "o dia dos namorados é quando o homem quiser" e coiso e tal. Mas este dia é especial. É e pronto.
A miúda da casa deve sair à mãe. Chegou a queixar-se que ninguém lhe deu nada, mas que houve amigas que receberam rosas dos namorados. E que como o menino que ela gosta hoje não foi, enviou pela irmã dele o presente improvisado que arranjou - uma estrela que tinha no bolso do vestido, e que achou que ia ser perfeita para este fim.
O mais pequeno fez biscoitos em forma de coração e deu beijinhos à F. - agora passa os dias nestas beijiquices, e portanto é-lhe indiferente hoje ser ou não o dia dos namorados.

Eu?
Nada de bilhetinhos (ou sms) ou rosas.
Tive direito a uma chouriça e um par de meias de lã feitas por uma das velhotas queridas que vai à minha consulta.
Portanto, não era bem o que estava à espera.
(vamos lá ver se isto ainda melhora)
Mas continuo a achar piada ao dia dos namorados.


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Os meus livros

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