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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

30
Abr14

Coisas que me podiam oferecer no dia da mãe e eu não me chateava #2


Sofia Serrano

Há por aí muitas ideias giras para presentes do dia da mãe. 
Assim de repente, era uma pessoa feliz com um pequeno almoço na cama composto por crepes com açúcar e canela, morangos e um bom café (mimos dos filhos incluídos), seguido de uma manhã na praia em família, com uns bons mergulhos no mar (água tépida, sff). Depois podia almoçar uns petiscos (leia-se marisco, tipo amêijoas à bulhão pato, camarões grelhados e afins)e uma sangria para acompanhar. Seguia-se uma boa massagem e depois uma sesta. E um jantar de sushi com o marido. Sim, acho que era um bom dia da mãe.
Enquanto estes desejos não se realizam, há por aí muita coisa gira - para nós recebermos e para oferecer às nossas mães:

Jarra IKEA

Molduras IKEA


Escravas Topázio



Gama Planet SPA da Avon, cuidado para a pele

Uma ECOX 4D, uma ecografia emocional para a futura mãe (promoção do dia da mãe: desconto de 20 euros até 12 de Maio, vejam mais aqui)


Relógio Swatch, edição dia da mãe
30
Abr14

A minha vida podia dar um episódio da Anatomia de Grey #1


Sofia Serrano

Aposto que quem gosta (como eu)de ver a Anatomia de Grey, não acredita que metade das coisas que lá acontecem sejam reais. Ou pelo menos é muito pouco provável que aconteçam.
Não, não.
Num hospital, tudo pode acontecer.
Principalmente à noite.
Portanto está uma pessoa muito sossegada no seu papel de obstetra a ver grávidas às 4 da manhã, quando repentinamente pode irromper por ali dentro um segurança com ar alucinado, de luvas azuis calçadas, em busca de alguém que anda a correr nú no hospital (sim, leram bem, eu disse NÚ). Que não fazem ideia onde andará. E que aparentemente tem potencial para se deitar em qualquer cantinho e adormecer logo de seguida.(pergunta o segurança: podem ligar-me se o encontrarem nas salas de parto ou deitado ao lado de uma grávida? pergunto eu: está a falar a sério? isto é a sério?)

E fica-se imediatamente com vontade de continuar a ter trabalho para não ter de ir ao quarto de descanso, não vá dar-se o caso de estar lá o tal senhor.

Só o MacDreamy é que não aparece. Bolas.






27
Abr14

Programa em família : Ô Hotel Golf Mar, Vimeiro


Sofia Serrano

Se querem passar um fim-de-semana num destino pelo qual se vão apaixonar repetidamente, então o lugar certo é o Ô Hotel GolF Mar, na Praia de Porto Novo, no Vimeiro. Nós gostamos de lugares genuínos e  tivemos o privilégio de encontrar um deles neste fim-de-semana prolongado, que se tornou inesquecível e que vamos repetir muito em breve (obrigada pelo convite para toda a família, Ô Hotels & Resorts, adorámos!).
Logo depois de Santa Cruz e da Praia de Santa Rita, o Ô Hotel Golf Mar recebe-nos do alta de uma falésia, com uma vista para a costa oeste de cortar a respiração. Apesar de ser um hotel antigo, cativa-nos pelo barulho do mar ao acordar, pela vista deslumbrante, pela simpatia das pessoas, pelo sabor da comida, pela maneira como acolhe as famílias.






E há mil e uma possibilidades: para quem gosta de descanso, o SPA oferece massagens e tratamentos de beleza, e a piscina interior e exterior convidam a umas braçadas com o mar à porta. Enquanto isso, os mais pequenos podem brincar no Kids Club ou participar das múltiplas actividades do Ô Vimeiro Club Aventura: há actividades para miúdos e graúdos, desde Paintball, BTT, escalada e rapel, Coaching com cavalos (uma experiência ímpar!), tiro com arco, Bird Watching, UMM Experience, Boot Camp, Pilates, aulas de surf. Um mundo.
Nestes três dias que lá passamos, experimentamos um pouco de tudo. A M. e o P. adoraram os insufláveis, o mini-golf e o Kids Club. A M. adora fingir que é a Mérida do Brave e adorou experimentar o tiro com arco. Já a escalada não correu tão bem, mas na próxima vez aposto que já consegue chegar ao topo. O P. adorou jogar mini-futebol e tentava ir atrás da irmã para todas as actividades. 
O R. não resistiu ao Paintball
Uma das coisas boas do hotel e do club aventura é que tem sempre monitores em todas as actividades, que vigiam as crianças, o que permite aos pais participarem noutras actividades.













Mesmo ali ao lado, as Praias de Santa Rita e de Santa Cruz, e o mar a convidar a passeios e corridas pela costa.





A comida no hotel é outra perdição. Não há um Chef, como habitual, mas sim uma equipa que cozinha pratos que têm aquele sabor IGUAL à comida das nossas avós. Não podem deixar de experimentar a sopa de peixe, o arroz de polvo e a sericaia, que nós adorámos. Para além disso, há muita animação no hotel: concertos e noite de fados são só alguns exemplos. Serões fabulosos.




Uma coisa é certa: não queríamos vir embora. E queremos voltar.
Um agradecimento especial ao Ô Hotel GolF Mar e a todo o staff pelo carinho com que nos receberam, e um beijinho muito especial a duas famílias que ficaram no nosso coração: a da Sofia e da Marta.






25
Abr14

Revoluções


Sofia Serrano

Nasci depois da revolução dos cravos.
Sempre conheci a liberdade, o poder andar de mão dada narua, o falar abertamente e expressar a nossa opinião sobre todo e qualquerassunto. A PIDE e a censura não são do meu tempo e não consigo imaginar o nossopaís nessa altura.
Mas contam-me como era – os meus pais e amigos – e há mil eum documentários e notícias sobre o assunto. Fala-se sobre as perseguições,sobre o medo. Sobre a falta de liberdade. Um povo aprisionado no próprio país,nas próprias casas.
E acima de tudo, fala-se e escreve-se sobre a capacidadeextraordinária deste povo fazer uma revolução sem derramar sangue, semviolência. Uma revolução ao som de música inspiradora e flores, provavelmente aúnica revolução do tipo na história mundial. Um dizer “basta” de quem quer serlivre, de quem merece ser livre.
E tenho a estranha sensação que, mesmo vivendo num Portugalpós 25 de Abril, a liberdade está-se a perder pouco a pouco. Somos cada vezmenos donos das nossas próprias decisões, o nosso governo é cada vez menosnosso e mais da Troika e das potências Europeias, temos cada vez menosliberdade e vivemos cada vez mais na pobreza. Retrocedemos, nos últimos anos,décadas nos cuidados de saúde e na educação. Ganhamos cada vez menos e umaparte importante da população está desempregada e na pobreza. Ou constatamosque afinal este não é país para viver e decide-se emigrar.
Sim, a nossa única liberdade parece ser emigrar, paraprocurar uma vida melhor noutro país, que não nos viu crescer, que não suportouos nossos estudos e que não investiu em nós. Que não tem o sol e o fado. Onosso fado, a nossa alma.
A revolução dos cravos da nossa geração, sem derramento desangue e ao som da música ( dos aeroportos e comboios, e da voz do nosso primeiroministro) parece ser sair do país. À procura da liberdade.

Mas gostava de pensar que a história se repete. E que somoscapazes de recuperar a nossa liberdade, e o nosso país.


24
Abr14

Eu, mãe, confesso


Sofia Serrano

Apesar de os meus filhos serem a melhor coisa do mundo, nem sempre sou a mãe perfeita e fico muito longe da ideal.

Por isso, eu, mãe, confesso:


- foi difícil encontrar o momento ideal para decidir ter filhos. Acabou por ser uma coisa instintiva. E às vezes tenho saudades da liberdade que tínhamos antes de vocês nascerem (mas já não consigo imaginar a minha vida sem os dois);


- houve momentos em que não gostei de estar grávida - porque os pés inchavam, porque me sentia desconfortável naquele meu corpo, porque tinha saudades de vestir as minhas calças de ganga e dormir de barriga para baixo;


- nunca gostei do momento do parto, porque sei demais - penso sempre em mil coisas que podem acontecer, e vocês são o que há de mais precioso no mundo para mim ( e prefiro mil vezes estar do lado do obstetra do que ser a grávida)


- aquele instinto maternal imediato, de que tanto falam, não apareceu, por magia, assim que nasceram - foi uma coisa que se foi construindo devagarinho e de forma sólida, e agora é indestrutível;


- aquela altura do pós-parto imediato é difícil, MUITO difícil - temos o corpo diferente sem termos a magia da gravidez, dormimos pouco e passamos o tempo a pensar em mamas e cocó (e os maridos ainda acham que passamos o dia em casa sem fazer nada e que a licença de maternidade equivale a férias)


- as noites sem dormir são difíceis, principalmente quando estão doentes. E não é fácil faltar ao trabalho para ter de ficar a tomar conta de vocês (porque já se sabe que ninguém compreende as faltas das mães) e ao mesmo tempo é muito fácil, porque vocês são e sempre serão a minha prioridade;


- nem sempre tenho paciência para birras e chego cansada do trabalho sem paciência para disputas entre irmãos. E sinto que às vezes não vos dou a atenção que merecem. Mas esforço-me por ser melhor todos os dias e espero que sejam felizes.


- apesar de todas as coisas difíceis da maternidade, nunca me arrependi nem um segundo de ser vossa mãe, de ter prolongado o internato da especialidade por vocês, de faltar quando estão doentes ou de vos levar ao ballet ou ao parque ao invés de estar a trabalhar em mil e um consultórios. Adoro (AMO!) estar presente em todos os momentos importantes da vossa vida e posso dizer com orgulho que não perdi o primeiro gatinhar, os primeiros passos, o primeiro sorriso, a primeira palavra ou as festas da escola.


Eu, mãe, confesso: esta coisa da maternidade é difícil e dá trabalho, mas é muito recompensadora. E não há nada no mundo como vocês.




23
Abr14

Coisas que me podiam oferecer no Dia da Mãe e eu não me chateava


Sofia Serrano

Ora bem, está aí a chegar o Dia da Mãe e portanto mais vale fazer aqui uma lista, na eventualidade do pai cá de casa se lembrar de ver o blog.
Eu não sou esquisita, não senhora, e qualquer item abaixo era prenda para me fazer feliz no dia da mãe:


Pulseiras Fio a Pavio (podia ser este conjunto)


Vestido Vintage Bazaar, na Hipiie Chic. E o chapéu também. 



Moldura com fotos fofinhas dos miúdos, Cutxie-cutxie


Fato de banho Latitid (algum dia há-de chegar o calor).


Estas Paez, na Hipiie Chic.



Mini-sessão fotográfica Dia Da Mãe, Magma Photo


(Em caso de emergência, também aceito vouchers para SPAs e viagens para sítios paradisíacos. Feliz dia da mãe!)



23
Abr14

O melhor sítio do verão


Sofia Serrano

É o meu lugar preferido para férias. Não, não é no Algarve. Sim, a água é fria, mas tem uma beleza sem igual. Tem praias escondidas entre rochas e areais. Tem piscinas naturais onde eles nadam à vontade e ondas para quem gosta de adrenalina. É um recanto tipicamente alentejano, onde se come bem e se passam dias inesquecíveis, que fazem sempre ter vontade de voltar ano após ano.
E agora, Porto Côvo tem ainda mais charme.
Este Verão, podem contar com a abertura de um novo Hostel, um projecto de uns amigos muito queridos, com um conceito assente no mar, na natureza e harmonia, com capacidade para grupos ou famílias com filhos - saibam mais aqui e deixem um "gosto".
E para quem é fã da Praia Grande, não podem deixar de experimentar os Supra-Sumos no Bar da Praia Grande - há versão para miúdos e graúdos.
Este Verão estamos lá.





22
Abr14

E depois do parto, o que vestir?


Sofia Serrano

A gravidez é aquela fase fantástica, em que estamos brilhantes, com pele e cabelo magníficos e exibimos orgulhosamente a nossa barriga. É fácil estarmos giras durante a gravidez, optando por leggings e túnicas com pinta, ou por blusas justas, que se moldem à barriga, ou vestidos de todas as formas e feitios.
O complicado mesmo é vestirmo-nos no pós-parto imediato. Ou somos umas ultra-adeptas do fitness e saímos da maternidade como se tivéssemos ido ali beber um café - e tudo nos serve de novo- ou vamos ter uns meses complicados, em luta com o guarda-roupa (a esmagadora maioria de nós, nas quais estou incluída).
Portanto, estamos a falar daquela fase em que as hormonas estão descontroladas, estamos com excesso de peso e o tónus já foi bem melhor, e temos um ser pequeno que chora e quer mamar a todo o momento.
Não, nem pensar em passar dias fechada em casa de fato de treino ou (pior ainda!) de pijama. Há que fazer um esforço, pela nossa auto-estima, e optar por roupa que disfarce as gordurinhas extra, permita dar de mamar confortavelmente e ainda nos faça sentir bem - estar bonita é meio caminho andado para estarmos felizes.

Os truques para nos vestirmos bem depois do parto:

1. Evitar tudo o que é justo. Sim, aquele top de licra que ficava tão bem durante a gravidez agora só vai marcar os pneuzinhos, por isso toca a guardá-lo para quando voltarmos a estar em forma.

2. Reciclar as peças certas usadas durante a gravidez. Há vestidos giros que ficam bem durante a gravidez e continuam a assentar lindamente no pós parto. As leggings e as túnicas também podem ser uma excelente opção. 

3. Optar por partes de cima que sejam práticas para dar de mamar e idealmente que sejam discretas - ou seja, se for preciso dar de mamar no meio do centro comercial, que não seja preciso despir meia blusa. O ideal é haver botões ou mesmo aquelas aberturas que surgem nas blusas tunisinas.

4. Ponchos e blusas fluidas, conjugados com calções ficam giros e disfarçamos a barriguinha.

5. Base (ou pelo menos um BB cream), blush e rimel devem fazer parte do kit diário. A verdade é que nos primeiros tempos pós parto estamos pálidas e com ar cansado (de quem não dorme mais que duas horas seguidas)e estarmos maquilhadas ajuda.

Alguns exemplos:

1 e 3 - Vertbaudet    2,4,5 e 6 - Zara

1- BB Cream da Garnier (este é o que eu uso, mas há imensos) ; 2 - Blush ; 3 - Rimel

21
Abr14

Como é que nos tornamos "naqueles pais"


Sofia Serrano

Pela boca morre o peixe. A frase mais verdadeira de sempre no que toca à maternidade. Ou parentalidade. Quero com isto dizer que quando somos solteiros e não temos filhos, facilmente emitimos opiniões sobre os filhos dos outros e sabemos sempre como educaríamos os nossos. Criticamos tudo e mais alguma coisa e temos a certeza absoluta que faríamos melhor. Muito melhor, sem sombra de dúvida.
Por exemplo, quando saíamos para jantar e tínhamos o azar de ficar sentados ao lado de um casal com filhos pequenos, que faziam barulho e atiravam com a comida, tínhamos a certeza que os nossos nunca se portariam assim. Nem fariam birras por não quererem comer a sopa e muito menos utilizaríamos como estratagema para os manter quietos o iphone ou o ipad com filmes do ruca. 
Não. 
Nós educaríamos os nossos filhos e eles seriam civilizados.

E birras em pleno supermercado, com aquele filme de se atirarem para o chão a espernear? Não. Isso nunca nos aconteceria.

Pois claro.

E de repente, damos por nós em plena refeição num restaurante cheio,  com um filho que adora atirar com tudo o que está na mesa para o chão (seja loiça, talheres ou comida) e tenta por tudo sair da cadeira e correr à volta das mesas.  Pelo meio vai dando uns gritos à índio e em simultâneo faz o seu ar fofinho-maroto, o que nos permite não sermos expulsos imediatamente. E a irmã, que nunca na vida fez birras (achávamos nós que era mérito nosso), de repente também alinha naquela confusão com o mais pequeno. Lá vamos repetindo regras de boa educação e comportamentos adequados em locais públicos para dois miúdos com menos de 6 anos, mas é, basicamente inútil, porque no meio da excitação da brincadeira, eles, definitivamente, não nos ouvem.
E quando damos por nós, somos "aqueles pais" que antes criticávamos. E estamos a pô-los em frente ao ipad a ver filmes infantis para conseguirmos sobreviver à refeição. 

E birras em plena rua com aquele atirar para o chão a espernear? 
Pois. 
A chantagem com chocolate resulta - ou gelados, levantam-se num instante. Aquela estratégia "baixa" que tanto criticávamos tem de ser a arma empregue em situação de emergência. 

Pronto, às tantas somos péssimos pais. 
Ou então somos só pais em modo-de-sobrevivência, que é como quem diz, pais imperfeitos a fazer o melhor que sabemos.

 

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