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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

05
Jun15

Resultado do Passatempo Festival Ludopolis


Sofia Serrano

Começa já hoje o Festival Ludopolis, um festival com muitos jogos e animação para toda a família, em Belém, no Jardim Cordoaria-Mar, e os sortudos que ganharam bilhetes duplos para o festival foram:

- Ana Antunes
- Carina Martins
- Manuel Pereira
- Sónia Carlota Graça
- Betah Malveiro Francisco

Obrigada a todos pelas participações e parabéns aos vencedores!
Aos premiados, peço que me enviem mail com nome completo e nr de cartão do cidadão, e depois é só levantarem os ingressos à entrada do evento.
Divirtam-se!

...e já agora, deixo-vos aqui a lenda de Ludopolis!




04
Jun15

Era uma cesariana, se faz favor!


Sofia Serrano

Em poucos anos, passámos de uma era em que toda a gente nascia em casa de parto "normal" para um parto no hospital, num ambiente estranho, rodeado de soros, máquinas que apitam, e culminando muitas vezes numa grande cirurgia - a cesariana. 

A verdade é que nos anos 40, na altura em que toda a gente nascia em casa, também havia muitos bebés e mães a morrer. Muito mais que agora. O "não fazer a dilatação" era um dos casos de parto prolongado, que podia acabar menos bem, entre outras  causas. A taxa de mortalidade e morbilidade desceu à medida que os partos passaram a ser hospitalares e com acompanhamento médico. Mas o reverso da moeda foi um crescendo ao longo dos anos da taxa de cesarianas - que também têm as suas complicações.
 
A cesariana é um parto cirúrgico, ou seja, é preciso anestesia, bloco operatório e uma equipa completa de médicos e enfermeiros para fazer um parto destes. É preciso fazer um corte na pele, na gordura, no músculo, afastar a bexiga e abrir o útero. Romper a bolsa e puxar a cabeça do bebé para o mundo exterior, ou os pés. Depois é preciso tirar a placenta e fechar tudo por camadas, tendo sempre em atenção que ali à volta há vasos sanguíneos, o intestino, a bexiga. É preciso ter experiência cirúrgica e destreza. E mesmo correndo tudo bem, por ser uma cirurgia, a recuperação da mãe é mais lenta que num parto normal sem complicações. Pode haver infecções, complicações com a anestesia, entre outras coisas.
 
Mas se dizem que as cesarianas são perigosas e é preciso reduzir o seu número, afinal porque é que as fazemos? 
 
Há muitas razões: 
- podemos suspeitar que o bebé não está bem, e que não vai aguentar um parto normal, por isso é preciso que nasça o mais rápido possível, e a cesariana permite isso
- o bebé pode estar sentado e acharmos que é difícil que nasça por via vaginal sem complicações
- a mãe pode ter uma doença que a impeça de fazer esforços expulsivos e ter um parto vaginal
- o bebé pode ter algum problema que torne a cesariana a melhor opção
- pode ser um bebé grande demais para a bacia da mãe e "não passar"
- podem ser gémeos, ou trigémeos, e não ser possível um parto vaginal
 
Há muitas mais razões que levam a cesarianas. 
Muitas das vezes as equipas preferem não arriscar e avançar para uma cesariana. Outras vezes , talvez se pudesse esperar mais tempo e tentar um parto vaginal. Muitas vezes, induzem-se os partos antes do tempo por diversos motivos e mais facilmente se acaba num parto cirúrgico.
A verdade é que as cesariana podem ter complicações, mas também podem salvar vidas. 
É preciso encontrar o equilíbrio e fazer as cesarianas necessárias, aquelas que efectivamente vão ter mais benefícios que riscos.
 
Depois há ainda outra perspectiva: porque é que a mulher não poderá escolher o tipo de parto que quer? E se for devidamente informada, porque é que não pode escolher uma cesariana, tendo consciência dos riscos? 
Nos hospitais públicos, esta opção não é possível - devia ser, mas não é. Fazem-se as cesarianas estritamente necessárias, mas a opção da mulher não é contemplada.
E parece-me que uma das razões para os hospitais privados terem taxas de cesariana de cerca de 66% em comparação com os 35% dos hospitais públicos pode ser essa, a par do facto de as cesarianas serem melhor pagas pelos seguros que os partos normais - e os médicos, como todos no país, estão pressionados para produzir e ter lucro.
 
No mundo ideal, as mulheres deviam ser bem informadas, ter uma gravidez bem vigiada e poder escolher o tipo de parto, que poderia ser um parto mais ou menos naturalista, mais ou menos medicalizado, de acordo com o escolhesse. Podia ser um parto na água ou uma cesariana, ter epidural ou hipnose como analgesia. Devíamos poder ter todas as opções, e devidamente esclarecidas, escolher o nosso parto de sonho.
Porque no fundo, tudo se resume a um final feliz, com mãe e bebé saudáveis, e é isso que todos queremos e é por isso que lutamos diariamente, não por números ou taxas.
 
                          
 
      
03
Jun15

Confissões de uma médica (II)


Sofia Serrano

Naquela manhã sentia-se o cheiro a maresia no ar. 
Havia o frenesim habitual num terminal de transportes públicos e as pessoas corriam e acotovelavam-se para chegar a tempo. A margem norte não se via, pelo nevoeiro matinal, mas ela estava ali, a uma curta distância. 
Atravessar o rio naquele primeiro dia na faculdade significava uma espécie de chegada à meta. A miúda da margem sul, das escolas públicas, ia ser a primeira da família a ir para uma faculdade de medicina, e, correndo tudo bem, a ser médica um dia. 
Tinha aquela sensação de ter uma série de borboletas a esvoaçar na barriga e lembro-me que pensei que dentro em breve iria perceber a parte fisiológica responsável por aquilo: devia haver uma série de hormonas e processos complexos que me levavam a sentir aquele friozinho, e que eu teria de saber na ponta da língua. 
Era outubro, mas os dias ainda estavam bons. Tinha passado um verão inteiro em suspenso, sem saber se iria mesmo conseguir entrar para a Medicina. Tinha feito os exames nacionais todos na primeira chamada, em Junho, e depois de preencher os papéis de candidatura à faculdade, e de algumas horas a decidir a ordem da escolha, restava-me esperar. O verão parecia interminável – foi provavelmente a única vez na vida que senti isso. 
Quando em setembro saíram finalmente as colocações na faculdade, soube que a nota de entrada em medicina tinha sido 18,2 valores. Uma média elevadíssima, que só permitia a entrada a muito poucos. Nessa altura só havia 5 faculdades em Portugal: duas em Lisboa, duas no porto e uma em Coimbra, e poucas vagas, o que fazia que só entrassem os que tinham melhores notas. 

Havia sempre debate acerca da justiça de todo este processo de entrada e era pouco consensual que um aluno de 19 pudesse ser melhor médico que um de 17, porque os médicos não se fazem só de algarismos, como vim a perceber ao longo destes anos. Mas regras eram regras e o processo de entrada era assim, e mantém-se na mesma. Apesar da ansiedade de saber se tinha entrado para a faculdade que queria, estava relativamente confortável com uma média final acima de 19 – mas queria saber se conseguia ficar em Lisboa, como pretendia. 
Mais uma vez, no dia da saída das colocações, a comunicação social deu destaque à nota de entrada para medicina. Houve uma série de reportagens para tentar perceber quem tinha entrado e como se conseguia chegar lá – afinal era preciso ser-se um génio para conseguir aquelas notas fabulosas? Andar nos melhores colégios? Ter-se apoio económico  para poder ter apoio extra escolar dos melhores professores? 
Parece-me que não há uma resposta única, e que cada caso é um caso. 
Uma coisa é certa: é preciso trabalhar muito. 
Passar horas a estudar, estar concentrado nas aulas. Mas depois é preciso conseguir gerir o stress dos exames, a ansiedade que muitas vezes nos turva o conhecimento. 

Tive a sorte de ter uma mãe professora de Biologia, o que fez com que desde pequena sempre me sentisse muito à vontade nessa área. Lembro-me de ter uns seis anos e de ir com a minha mãe às aulas de Biologia que ela dava nessa altura: desenhei a estrutura das células, que ela ensinou aos alunos e acho que nunca mais me esqueci. E em casa adorava ver na televisão uma série originalmente francesa, que tinha sido traduzida para português como “Era uma Vez a Vida”. Ela mostrava muitas vezes nas aulas alguns desses episódios, e eu tinha curiosidade em aprender tudo sobre o corpo humano e não perdia um. Estas coisas ajudaram-me muito no meu percurso durante o ensino secundário e até antes. Mas no geral, parece-me que sempre consegui ter boas notas porque gostava de aprender coisas novas. 
Foi graças ao meu pai que ganhei o gosto pela escrita e devorava livros desde que aprendi a ler – o primeiro livro a sério que li foi um da colecção portuguesa “Uma Aventura”, tinha sete anos e foi comprado numa feira do livro na margem sul. Acho que na altura os meus pais não acreditaram que o conseguisse ler, porque estava no primeiro ano da escola e só sabia ler frases, que era essencialmente o que se aprendia no início da escola primária. O “Uma Aventura na Escola” foi lido nesse verão e outros se seguiram. 
Acabei por ter facilidade em português e adorava escrever composições e imaginar histórias. E em História, tive a ajuda do meu pai, que tinha sido professor da disciplina, e me contava pormenores que não vinham nos nossos livros escolares e que alimentavam a minha imaginação. Devo muito aos meus pais os bons resultados que tive, porque me motivaram e me mostraram que o mundo é uma caixinha recheada de coisas para descobrir. E assim, as boas notas foram surgindo naturalmente.
No ensino secundário, a minha mãe, professora, achou que eu precisava de ter algum apoio para garantir bons resultados nos exames nacionais, poder ter uma média confortável e escolher o que queria para o futuro, sem condionamentos. Por isso, no 12º ano tinha uma vez por semana uma hora de treino em exercícios de matemática e outra de química com duas professoras excepcionais. Acima de tudo, acho que aprendi uma série de técnicas para lidar com os possíveis desafios que me fossem colocados nos exames e treinei a resolução de uma série de problemas, de vários pontos de vista. Aprendi que na véspera de um exame, não se ganha nada em querer estudar e rever – essa minha professora de matemática dizia-nos sempre, a mim e a outro amigo, que o dia antes do exame era dia de fazer uma mousse de chocolate, comê-la lentamente, e ir ao cabeleireiro. 

Ou seja, o stress de última hora não seria nosso amigo. 
Acho que esta foi uma das lições que retive para a vida e que uso sempre que tenho datas importantes.

                          
      




03
Jun15

Jogos para toda a família e um passatempo!


Sofia Serrano

Não há nada como passar tempo de qualidade em família. E se nos pudermos divertir, melhor ainda! O Festival Ludopolis nasceu deste conceito, da vontade de promover o contacto entre pessoas, colocando pais, filhos, avós, primos e amigos a interagir e a divertir-se por intermédio dos jogos. Vai este ano para a sua 4ª edição e tem sido sempre realizado em jardins de Lisboa. Conta com o apoio da EGEAC, estando integrado no programa das Festas de Lisboa. Este ano vai decorrer entre os dias 5 e 10 de junho em Belém, no Jardim Cordoaria-Mar (em frente à Cordoaria Nacional).

O Festival foi desenhado para proporcionar uma oferta que se adeqúe a todas as idades, tendo para oferecer aos seus visitantes mais de mil jogos e diversões para todos. Está organizado em 6 aldeias lúdicas: Aldeia das Crianças, Jogos Populares, Construções, Jogos de Sociedade, Jogos Desportivos e Jogos Multimédia. Dentro do recinto do Festival, todas as atividades são gratuitas e de acesso livre. 


E porque este é um blog para toda a família, em parceria com o Festival Ludopolis, vamos oferecer 5 bilhetes duplos para o festival!

Para se habilitarem a este prémio:

- fazer "gosto" na página do Festival Ludopolis no facebook, aqui
- fazer "gosto" na página do Café, Canela & Chocolate no facebook, aqui
- tornar-se seguidor do blog
- partilhar o post do passatempo no mural do facebook
- tagar dois amigos

Podem participar as vezes que quiserem, desde que cumpram todos os passos.
Os 5 vencedores serão escolhidos através do random.org e anunciados dia 5, o primeiro dia do festival! Toca a participar e boa sorte!

02
Jun15

Obrigada!


Sofia Serrano

Depois de uns dias atarefados de trabalho, abres o mail e está lá este:


"Muitos parabéns, temos o prazer de anunciar que estão entre os top 5 dos Pumpkin Awards 2015!
As famílias portuguesas distinguiram os vossos serviços entre os melhores de Portugal para famílias.
A Pumpkin agradece por prestarem serviços de qualidade e fazerem as famílias portuguesas felizes. 
A Pumpkin convida-vos a estarem presentes na cerimónia informal de encerramento do Pumpkin Awards, no dia 10 de Junho no Festival dos Jogos e Diversão Ludopolis, em frente à Cordoaria Nacional em Belém. 
Nesta cerimónia entregaremos um diploma e um selo em formato físico e digital, certificando que fazem parte do Top 5 dos Pumpkin Awards.                                 

Saudações abobrinhas
A equipa Pumpkin."


Obrigada a todos!!!
O Café, Canela & Chocolate ficou entre os 5 melhores Blogs para a Família, categoria ganha pelo fantástico Cocó na Fralda, e ao lado do Blog da Carlota, Socorro!...sou mãe e A menina da mamã!
Obrigada por estarem por aí.

02
Jun15

Resultado do passatempo LEGO


Sofia Serrano

Como o Dia da Criança pode ser todos os dias, cá está o resultado do passatempo em parceria com a LEGO, que vai deixar três crianças muito felizes com um LEGO DUPLO "O COMBOIO DOS NÚMEROS":

Sara Raquel Teixeira

Sílvia Matos

Cláudia Pereira

Parabéns!
Por favor, enviem um mail para msofiaserrano@gmail.com com os vossos dados para receberem o LEGO COMBOIO DOS NÚMEROS (os miúdos vão adorar!)






02
Jun15

Um parto-quase-perfeito


Sofia Serrano

Se eu pudesse escolher, queria ter um parto tranquilo. 

Queria uma gravidez sem stress, e chegar perto das 39-40 semanas e começar com contracções, depois de um dia a preparar o quarto do bebê. 

Queria manter-me descontraída, aguentar as contrações até à última da hora, ir para o hospital e descobrir que já tinha a dilatação completa. Não ter tempo para a epidural, mas ter capacidade de me controlar, tolerar a dor e fazer força na altura certa.  Chorar de emoção com o meu bebe no peito, deixar o pai cortar o cordão.

Hoje foi mais um dia assim, com um parto-quase-perfeito, daqueles que me deixam com uma pontinha de inveja, por não ter tido a sorte de um parto assim. Costumamos dizer que com o pessoal "da casa" , ou seja, quem trabalha no hospital, há sempre alguma coisa que corre fora do planeado. 

Os meus partos saíram completamente deste meu plano-quase-perfeito. Não entrei espontaneamente em trabalho de parto, tive de induzir depois das 40 semanas porque eles não queriam nascer,  a indução demorou, não tolerei a dor, não me consegui controlar como queria, supliquei por uma epidural. Tive um parto por ventosa e depois uma cesariana. Tive complicações da epidural. 

Mas passava por tudo outra vez, pelo momento único em que os seguramos pela primeira vez, sentimos a sua pele macia, o cheiro bom a recém nascido- o que acaba por ser, na mesma, um parto-quase-perfeito, apesar de andar longe do que imaginamos inicialmente.


                     




                                 

    



       


          

 
01
Jun15

Dia da Criança


Sofia Serrano

Esta coisa de ser Dia Da Criança foi uma boa desculpa para as minhas crianças madrugarem ainda mais que habitualmente, na excitação de um dia especial e de perceberem se ia haver ou não presentes. 
O mais pequeno ainda perguntou se o pai natal tinha vindo durante a noite, mas a mana crescida esclareceu prontamente que não era essa altura do ano, que se houvesse presentes era a mãe e o pai a comprar. 
E agora já há um T-Rex e um unicórnio em histórias de encantar aqui pela casa, mesmo antes do pequeno almoço. 

(Preciso tanto de café!) 

Bom Dia da Criança para todos!



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Os meus livros

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