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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

21
Jan16

Está na altura de começar a dieta


Sofia Serrano

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Andei a evitar pesar-me nas últimas semanas. Sim, a época de festas é tramada, e não vale a pena dizerem que o que conta é o que se come entre a passagem de ano e o natal e não os abusos gastronómicos que fazemos nas festas.

A balança não mente e há quilos a mais - pelo menos 2. Não é nada muito dramático, mas é preciso sair da inércia, esconder caixas de chocolates (ou oferecer a alguém, para não cairmos na tentação!), abastecer a despensa de chá verde, cortar naquelas coisas que são uma fabulosa tentação, como o pão com manteiga - que depois da primeira fatia apetece sempre mais uma.

Ora bem, isto tudo para dizer que está na altura de começar a dieta. Ou melhor, de voltar a ter mais cuidado com o que se come.

 

 

 

 

 

 

 

20
Jan16

Há dias assim


Sofia Serrano

Dias em que chove lá fora, o céu está permanentemente cinzento e não ajuda ao ânimo (a falta que uns raios de sol fazem!).

Dias em que o despertador toca e o que menos apetece é sair da cama.

Dias em que é preciso acordar várias vezes os miúdos, e todos andam mal humorados. Dias em que a primeira coisa que o mais pequeno diz: "Mas então hoje não era sábado???!" ( segue-se birra do nao-quero-vestir-nao-quero-comer-vou-ficar-em-casa-está-bem-mãe?)

Dias em que passam o percurso de carro a falar sobre a praia e a perguntar quando é que podemos ficar de férias outra vez.

Ha dias assim. Em que só apetece que o verão chegue depressa - caso contrário, a vontade é ficar debaixo do edredon com um bom café e um bom livro, e simplesmente hibernar.

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18
Jan16

Dias de inverno


Sofia Serrano

Está frio, vento e as constipações andam por aí. Ca por casa, não falta o sumo de laranja logo no pequeno almoço (com as laranjas do algarve, as mais docinhas)e muitas tangerinas e morangos ao longo do dia - eles adoram, nós também, as nossas defesas agradecem e as doenças ficam à porta. (E eu sou fã de um bom copo de água com meio limão logo pela manhã, em todas as estações do ano.)
É que é preciso energia para começar a semana, quando o despertador toca, ("ainda não é de dia!" diz o miúdo), e é preciso convencer pequenos e crescidos a abandonar o calor da cama e o conforto de casa.
Bolas, que estes dias de inverno custam.

 

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16
Jan16

Sábados bons


Sofia Serrano

As coisas simples são as melhores. Estarmos juntos está no topo da lista.

Sim, a vida é possível quanto tens de estar longe, mas é tão melhor quando voltas.

 

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É assim que as coisas fazem sentido : uma cama cheia de risos e cócegas numa manhã de sábado, um pequeno almoço demorado com os quatro e muitas histórias da semana, planos para o fim de semana, beijos.
Sao estes momentos que nos mostram o que precisamos mesmo para sermos felizes.

 

 

 

 

 

 

15
Jan16

Não há más mães - um post sobre mamas


Sofia Serrano

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Já perceberam que não sou fundamentalista. Não acho que as coisas tenham de ser pretas ou brancas - o cinzento também é uma cor e não gosto de dizer "eu nunca vou fazer isto". Não sei o que o dia de amanhã me reserva.

Muito se fala de amamentação. Uns porque sim, tem se ser, sob qualquer circunstância, porque é o melhor para a mãe e para o bebé.

Outros porque não, porque já decidiram que ia ser assim e se o biberon existe não vão mudar de ideias.

Parece-me que o mundo é grande o suficiente para todos nós.


E posso-vos contar a minha experiência, no meio disto tudo. Mais uma, como muitas que já leram, que não significa que seja igual à vossa, melhor ou pior - é só a minha, uma partilha entre mães.

Como profissional da área sei, desde o tempo da faculdade, que o leite materno é o ideal para alimentar o bebé. Tive uma fantástica professora de Pediatria, a Dra Leonor Levy, acérrima defensora da amamentação numa altura em que os biberons estavam na moda. Ela mostrou-nos todos os factos e evidências que defendem a amamentação, desde a ligação entre a mãe e o bebé, até ao facto do leite materno ter exactamente as substâncias que eles precisam nos primeiros meses de vida. E explicou-nos como orientar uma pega correcta (o posicionamento da boca do bebé no mamilo, para que a sucção seja a adequada, o bebé não engula ar e o mamilo não fique macerado). E mais uma vez em teoria é tudo muito simples. E parece muito fácil.

Depois, anos mais tarde, quando comecei na especialidade, sempre incentivei a amamentação (porque os benefícios são inegáveis, e às vezes é preciso insistir um bocadinho e não desistir à primeira dificuldade), mas também contactei com situações em que as coisas claramente não estavam a correr bem (como mastites complicadas) e tentei que as mães compreendessem que não eram piores mães se deixassem de amamentar para ficarem bem, que mãe e bebé saudáveis e felizes é o que se quer.

 

Claro que depois vem a minha experiência pessoal - passar pelas coisas dá-nos claramente outra perspectiva.

 

 

14
Jan16

Quando é preciso esconder a gravidez


Sofia Serrano

Costumo dizer às futuras mães que todas as gravidezes são diferentes. Até a mesma mulher, cada vez que espera um novo bebé, vai viver esta fase de forma diferente.  É impossível comparar barrigas, sintomas, alterações de humor. A ciência não prevê o que vai acontecer em cada gravidez - pode dar uma probabilidade, mas nunca há certezas de nada. 

Há grávidas tranquilas, grávidas que passam 9 meses a vomitar. Grávidas que brilham, exibindo orgulhosamente a sua barriga, grávidas que se sentem pessimamente naquele novo corpo e só querem que passe depressa.

 

E depois há as gravidezes escondidas.

Aquelas que acontecem sem querer, quando se tem 16 anos.

Quando se vive intensamente o momento, quando as emoções comandam. Quando não se tem coragem para contar aos pais, porque se sente que o mundo perfeito que tinham vai ruir, que se vão desiludir com a menina deles. E por isso, esconde-se o máximo de tempo possível.

Disfarçam-se os enjoos, reprime-se a vontade de comer descontroladamente ou aqueles apetites estranhos, de grávida. Adapta-se a roupa para ninguém notar. Não se fala sobre isso a ninguém, nem à melhor amiga. Não se vai ao médico, para ninguém desconfiar. Nas aulas de educação física finge-se uma dor de barriga, estar com o período, ter febre. E assim vão passando as semanas.

Mas há um momento em que a gravidez escondida se torna real, quando a barriga se torna impossível de esconder. E afinal, por entre lágrimas e alguma revolta, os pais aceitam, e ela fica tranquila. E feliz, porque queria muito aquele bebé, apesar de só ter 16 anos. E no final, tudo corre bem, como nos contos de fadas.

 

E hoje, aqui no consultório, está grávida do segundo filho e lembra-se perfeitamente da primeira gravidez. Lembra-se que foi tão diferente. Agora pode ver com tempo, na ecografia, os pés do seu filho, as mãos, a expressão - e a filha também pode espreitar naquele monitor o seu irmão, a filha que passou quase 40 semanas escondida.

Nesta gravidez, quer ver tudo, saber tudo, contar ao mundo que adora estar grávida, que ama muito os seus filhos.

 

E sim, cada gravidez é única e especial. Inesquecível, corra como correr.

 

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13
Jan16

Parabéns McDreamy!


Sofia Serrano

Não podia deixar passar esta data em branco: o nosso neurocirurgião preferido faz 50 anos! E não, ainda não perdoei à Shonda o facto de ter acabado com a vida do McDreamy na Anatomia de Greys - ainda nem consegui continuar a ver a série, porque me parece que tudo deixou de fazer sentido. Mas adiante.

Hoje, o Patrick Dempsey faz 50 anos, e olhando para a bela carreira que já tem, só posso dizer que envelheceu muito bem - com médicos destes aqui pelo nosso SNS, aposto que tuuuuudo correria muito melhor...

Parabéns! 

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11
Jan16

Poder chamar o pediatra a casa: Knok


Sofia Serrano

Esta altura no ano, com frio e chuva, é altura de miúdos doentes. Começam com ranhos e tosses, depois há otites, amigdalites e toda uma série de doenças com nomes mais ou menos complicados. Para quem tem miúdos pequenos, já se sabe que o inverno é uma altura particularmente difícil.

A grande maioria das doenças são coisas virais e pouco graves, mas na verdade, eu gosto sempre da opinião do pediatra. Confesso que não gosto muito de os levar às urgências pelas coisas mais simples, porque tenho sempre a sensação que vão com uma doença e uns dias depois aparece outra, que muito provavelmente apanham na sala de espera - a varicela aqui por casa apareceu assim, fomos ao hospital por uma amigdalite, e na sala de espera apanhou-se varicela...

 

Por isso, achei muito interessante um novo projecto de um grupo de colegas, a Knok, e por isso partilho aqui no blog: uma ideia inovadora, que permite, através de uma app no telemóvel, chamar o pediatra a casa para uma consulta de urgência.

Isto sim, agrada-me: os miúdos são vistos por um especialista, sem precisar de passar horas à espera numa urgência, sem apanhar frio nem outras doenças de outras crianças, e os pais ficam descansados. E é possível ver na app o tempo que o médico vai demorar a chegar.

Mas a Knok não serve só para urgencias, também é possível agendar a consulta de rotina com o pediatra que se escolher - na app podem-se consultar currículos dos vários especialistas, as áreas de interesse e diferenciação e ver as opiniões de quem já foi tratado por esses médicos.

Há muitas outras especialidades disponiveis, desde ortopedia a psiquiatria, passando por medicina geral e familiar - basta consultar na app a especialidade que necessitamos e ver os especialistas disponíveis na nossa zona, e a disponibilidade dos mesmos para uma consulta. A rede de médicos está a crescer em todo o país, já contando com mais de 70 na área do Porto e Lisboa, e em expansão para o sul do país.

Basta instalar a app Knok no Smartphone e ver as disponibilidades de médicos na nossa área. 

Podem saber mais sobre a Knok no site ou na página de facebook  - e se acham uma boa ideia, como eu, deixem um gosto!

 

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08
Jan16

Como ser a esposa ideal


Sofia Serrano

 

Em maio de 1955, a revista Housekeeping Monthly publicou um artigo chamado “O guia da boa esposa”, onde se explicava, tim-tim por tim-tim o que as mulheres precisavam fazer para serem as esposas perfeitas. Lê-lo é em simultâneo hilariante e assustador. E faz-nos pensar que, de facto (felizmente!) vivemos num mundo muito diferente.

Deixo-vos os 18 passos para ser a mulher perfeita, segundo o lifestyle da época:

 

1. Tenha o jantar sempre pronto. Planeie com antecedência. Esta é uma maneira de fazer com que o seu marido  saiba que se importa com ele e com as suas necessidades.

 

2. A maioria dos homens estão com fome quando chegam em casa, e esperam uma boa refeição (especialmente se for seu prato favorito), faz parte de uma recepção calorosa.

 

3. Guarde 15 minutos para descansar, assim estará revigorada quando ele chegar. Retoque a maquilhagem, ponha uma fita no cabelo e pareça animada.

 

4. Seja amável e interessante para ele. O seu dia foi dificil, e precisa que o anime, é uma das suas funções fazer isso.

 

5. Tenha a casa arrumada. Dê uma volta pela parte principal da casa antes do seu marido chegar. Junte os livros escolares, brinquedos, papel, e em seguida, passe um pano sobre as mesas.

 

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