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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

28
Jul17

Desafio: férias offline


Sofia Serrano

Hoje começamos oficialmente as férias!

(e estávamos mesmo, mesmo a precisar!)

 

Não sei se sentem o mesmo, mas esta coisa de vir ao facebook, navegar na internet, ligar o instagram, faz com que o tempo passe ainda mais rápido e distrai-nos das coisas realmente importantes: aquelas que estão mesmo perto de nós, como a nossa família, um belo pôr-do-sol na praia, uma bebida fresquinha, um mergulho no mar.

Por isso, lanço-vos o desafio: que tal ficarmos offline nestas férias? Que tal aproveitarmos verdadeiramente as férias?

 

O meu plano é esse. Desligar da rede por uns tempos, viajar, viver.

Depois prometo que, quando voltar, venho contar tudo sobre as nossas aventuras, sobre hotéis que valem a pena, passeios inesquecíveis, restaurantes onde apetece ficar e voltar.

Quando voltar, espero estar de baterias carregadas e com muita inspiração. Espero estar de coração cheio, espero ter passado o tempo feliz, com as pessoas que mais amo.

 

Vamos de férias!!!!!!!!!!

 

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10
Jul17

Sobre as notas, classificações escolares e afins


Sofia Serrano

 

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Hoje foi dia de ir à escola da miúda saber as notas finais de ano. O 3º ano já se foi, venha o 4º!

 

Aqui em casa, a nossa postura é a de que, acima de tudo, os queremos felizes na escola e com interesse para aprender. Claro que os tentamos motivar nas aprendizagens e gostamos que se esforcem.

Mas a escola é mais que Português e Matemática, e acho ótimo cada vez mais darmos mais importância a outras áreas com Educação para a Cidadania, Artes, ginástica e tantas outras. O tempo para brincar, para criar, para conhecer o mundo é tão pouco, em comparação às horas que passam sentados a olhar para o quadro ou para o caderno...

 

A verdade é que os programas são imensamente complexos - há pouco tempo para ensinar, efetivamente, as coisas às crianças. Há pouco tempo para elas perceberem para que serve "aquilo" que estão a aprender. Na altura que nós, pais, aprendemos as reduções, e o dinheiro, íamos com um monte de moedas à mercearia da esquina comprar 500g de feijão verde e tinhamos de fazer contas ao dinheiro que iríamos gastar. E lá percebiamos porque é que andávamos a reduzir quilos para gramas e a fazer contas às moedas. Os nossos filhos vivem num mundo totalmente diferente - e não há tempo, nem na escola, nem na correria do dia-a-dia para pôr em prática estes conhecimentos e para os manter motivados e entusiasmados com coisas como a matemática.

 

 

 

09
Jul17

Aikido


Sofia Serrano

 

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Andam há quase dois anos no Aikido. Foram experimentar porque o professor era o mesmo da natação - tem um jeito e paciência incriveis para os mais pequenos.

Eu não fazia ideia o que era o Aikido, e fui procurar respostas.

O Aikido é uma arte marcial japonesa desenvolvida pelo mestre Morihei Ueshiba  como um compêndio dos seus estudos marciais, filosofia e crenças religiosas. É frequentemente, traduzido como "o caminho da unificação da energia da vida", ou "o caminho do espírito harmonioso". O objetivo de Ueshiba era criar uma arte em que os seus praticantes pudessem defender-se a si próprios a partir do ataque adversário. 

A verdade é que eles adoraram desde o primeiro instante, e é espantosos ver como evoluem - em diversos níveis.

 

 

07
Jul17

Desculpem, mas não consigo ser o que esperam de mim


Sofia Serrano

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Não consigo ser a blogger que esperam que seja. 

 

Não consigo ter uma vida perfeita, daquelas que aparecem em tons suaves no instastories, com uma música de fundo bonita - a maior parte dos dias faço coisas extremamente aborrecidas para o instagram, como as rotinas do dia a dia, o trabalho, as idas ao supermercado, as tentativas de ser uma boa mãe que nem sempre correm bem. Tenho as responsabilidades do trabalho, as responsabilidades de mãe, as responsabilidades de cidadã, e tento dar o meu melhor em todas elas - mesmo que isso signifique que não haja tempo para sessões fotográficas ou para aparecer numa série de novos sítios e festas, que esperam que as bloggers estejam.

 

Não consigo estar presente nos eventos das marcas, para provar o croquete (ou iguarias mais requintadas) e colocar fotos dos produtos que estão a querer que venda nas redes sociais, em troca de um fato de banho novo ou da nova marca de cremes.

 

Não consigo escrever sobre coisas em que não acredito, mesmo quando me tentam convencer que de forma camuflada tudo se vende - e eu se eu o fizer, posso ganhar bom dinheiro. Lamento, mas não sou eu.

 

 

06
Jul17

Confissões de uma Médica #16: sobre o destino


Sofia Serrano

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Não sei bem o que é isso do "destino". Custa-me pensar que temos a nossa história pré definida. Gosto mais de pensar que viver é ter perante nós um emaranhado de escolhas, que cada dia, cada instante conta para o que fazemos da nossa vida. E que temos o poder de a escrever do modo que entendemos.

 

Ouço muitas vezes a expressão "pronto, não tinha de ser". Aquela expressão que assume um destino inevitável, que não podemos controlar, do qual não podemos fugir. 

 

Quando se tenta ter um filho e não se consegue, muitos casais assumem que é coisa do destino - "não tinha de ser".

Mas a verdade é que gerar vida é muito mais misterioso e complexo - mais até do que está coisa do destino. Acredito piamente que não fazemos a mínima ideia da maioria dos factores que interferem com a magia da vida - não é possível que seja "só" a junção de dois gâmetas.

 

E há muitas histórias a provar que o "não tinha de ser" pode mudar a qualquer instante.

 

O casal com uma infertilidade "inexplicada", que depois de anos e anos de exames, medicamentos, fertilizações in vitro, assumiu que "não tinha de ser", ficaram em paz consigo mesmos, e 3 meses depois da última consulta de infertilidade tiveram uma gravidez espontânea - e hoje, um bebé lindo nos braços.

 

O casal que depois de anos de tratamentos e médicos, com tentativas infrutíferas para engravidar, se separou, porque afinal de contas, a "culpa" era da mulher e nem ela nem ele suportavam esta culpa e tornou-se impossível manter o amor - ou pelo menos a relação. E no dia em que assinaram os papéis do divórcio, ela foi beber um copo com as amigas, para esquecer, ou comemorar, envolveu-se com um desconhecido - sem proteção, porque não havia o perigo de engravidar - e  no mês seguinte descobriu que o "não tinha de ser" tinha mudado. Nunca mais encontrou o tal desconhecido, mas assumiu a gravidez e a menina de cabelos loiros é o grande amor da sua vida.

 

O casal a quem tinham acabado de anunciar que seria impossível uma gravidez sem tratamentos, porque as trompas da mulher estavam completamente obstruídas - o destino seriam meses de espera para uma FIV, sem certezas que alguma vez resultasse. E dois meses depois, o período desapareceu, e temeram que a situação estivesse ainda mais séria, e que significasse que a menopausa tinha chegado. Mas afinal, os dois tracinhos no teste de gravidez mostraram que os médicos não sabem tudo, que não há impossíveis e que o "não tinha de ser" pode mudar. A barriga de um terceiro trimestre de gravidez prova bem isso.

 

Sim, a vida é um emaranhado de escolhas. E o destino é o que nós fazemos dele.

 

Mais histórias destas aqui.

 

 

 

 

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