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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

09
Jul17

Aikido


Sofia Serrano

 

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Andam há quase dois anos no Aikido. Foram experimentar porque o professor era o mesmo da natação - tem um jeito e paciência incriveis para os mais pequenos.

Eu não fazia ideia o que era o Aikido, e fui procurar respostas.

O Aikido é uma arte marcial japonesa desenvolvida pelo mestre Morihei Ueshiba  como um compêndio dos seus estudos marciais, filosofia e crenças religiosas. É frequentemente, traduzido como "o caminho da unificação da energia da vida", ou "o caminho do espírito harmonioso". O objetivo de Ueshiba era criar uma arte em que os seus praticantes pudessem defender-se a si próprios a partir do ataque adversário. 

A verdade é que eles adoraram desde o primeiro instante, e é espantosos ver como evoluem - em diversos níveis.

 

 

07
Jul17

Desculpem, mas não consigo ser o que esperam de mim


Sofia Serrano

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Não consigo ser a blogger que esperam que seja. 

 

Não consigo ter uma vida perfeita, daquelas que aparecem em tons suaves no instastories, com uma música de fundo bonita - a maior parte dos dias faço coisas extremamente aborrecidas para o instagram, como as rotinas do dia a dia, o trabalho, as idas ao supermercado, as tentativas de ser uma boa mãe que nem sempre correm bem. Tenho as responsabilidades do trabalho, as responsabilidades de mãe, as responsabilidades de cidadã, e tento dar o meu melhor em todas elas - mesmo que isso signifique que não haja tempo para sessões fotográficas ou para aparecer numa série de novos sítios e festas, que esperam que as bloggers estejam.

 

Não consigo estar presente nos eventos das marcas, para provar o croquete (ou iguarias mais requintadas) e colocar fotos dos produtos que estão a querer que venda nas redes sociais, em troca de um fato de banho novo ou da nova marca de cremes.

 

Não consigo escrever sobre coisas em que não acredito, mesmo quando me tentam convencer que de forma camuflada tudo se vende - e eu se eu o fizer, posso ganhar bom dinheiro. Lamento, mas não sou eu.

 

 

06
Jul17

Confissões de uma Médica #16: sobre o destino


Sofia Serrano

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Não sei bem o que é isso do "destino". Custa-me pensar que temos a nossa história pré definida. Gosto mais de pensar que viver é ter perante nós um emaranhado de escolhas, que cada dia, cada instante conta para o que fazemos da nossa vida. E que temos o poder de a escrever do modo que entendemos.

 

Ouço muitas vezes a expressão "pronto, não tinha de ser". Aquela expressão que assume um destino inevitável, que não podemos controlar, do qual não podemos fugir. 

 

Quando se tenta ter um filho e não se consegue, muitos casais assumem que é coisa do destino - "não tinha de ser".

Mas a verdade é que gerar vida é muito mais misterioso e complexo - mais até do que está coisa do destino. Acredito piamente que não fazemos a mínima ideia da maioria dos factores que interferem com a magia da vida - não é possível que seja "só" a junção de dois gâmetas.

 

E há muitas histórias a provar que o "não tinha de ser" pode mudar a qualquer instante.

 

O casal com uma infertilidade "inexplicada", que depois de anos e anos de exames, medicamentos, fertilizações in vitro, assumiu que "não tinha de ser", ficaram em paz consigo mesmos, e 3 meses depois da última consulta de infertilidade tiveram uma gravidez espontânea - e hoje, um bebé lindo nos braços.

 

O casal que depois de anos de tratamentos e médicos, com tentativas infrutíferas para engravidar, se separou, porque afinal de contas, a "culpa" era da mulher e nem ela nem ele suportavam esta culpa e tornou-se impossível manter o amor - ou pelo menos a relação. E no dia em que assinaram os papéis do divórcio, ela foi beber um copo com as amigas, para esquecer, ou comemorar, envolveu-se com um desconhecido - sem proteção, porque não havia o perigo de engravidar - e  no mês seguinte descobriu que o "não tinha de ser" tinha mudado. Nunca mais encontrou o tal desconhecido, mas assumiu a gravidez e a menina de cabelos loiros é o grande amor da sua vida.

 

O casal a quem tinham acabado de anunciar que seria impossível uma gravidez sem tratamentos, porque as trompas da mulher estavam completamente obstruídas - o destino seriam meses de espera para uma FIV, sem certezas que alguma vez resultasse. E dois meses depois, o período desapareceu, e temeram que a situação estivesse ainda mais séria, e que significasse que a menopausa tinha chegado. Mas afinal, os dois tracinhos no teste de gravidez mostraram que os médicos não sabem tudo, que não há impossíveis e que o "não tinha de ser" pode mudar. A barriga de um terceiro trimestre de gravidez prova bem isso.

 

Sim, a vida é um emaranhado de escolhas. E o destino é o que nós fazemos dele.

 

Mais histórias destas aqui.

 

 

 

 

28
Jun17

Programa em família: AquaShow Park Hotel


Sofia Serrano

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Chegou finalmente o verão e acabaram-se os testes e provas na escola! As férias ainda não chegaram, mas com o bom tempo, os fins de semana são para aproveitar!

E quem tem crianças já sabe que é sempre bom encontramos um programa para toda a família se divertir. A nossa sugestão de hoje é passarem uns dias no AquaShow Park Hotel. Estivemos lá este fim de semana e gostamos muito!

O hotel é confortável, o staff muito simpático. Tem duas piscinas exteriores, uma especialmente para as crianças mais pequenas, com um escorrega. O parque infantil também é muito giro, e há uma piscina interior (que é sempre ótima opção em dias de muito vento, ou nas horas de maior calor).

 

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26
Jun17

Viajar a brincar


Sofia Serrano

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Adoramos viagens. Viajar deixa-nos sempre mais ricos: conhecemos novos lugares, pessoas, culturas. Crescemos e somos felizes a descobrir e aprender.

Quando vamos para um novo país, ou cidade, eles fazem sempre muitas perguntas e querem saber tudo: onde é, que língua se fala, como é a comida...

 

Ofereceram-lhe um brinquedo maravilhoso, que lhes permite alimentar esta curiosidade (tão saudável!) e explorar o mundo: o Globo Explora Mundo.

E apesar de estar recomendado para crianças com mais de 7 anos, o Pedro também brinca com a Mariana e aprendem muitas coisas sobre vários pontos do planeta e percebem onde estão os oceanos, os desertos...em suma exploram de uma maneira muito gira : o globo é basicamente um mapa mundo falante.

Com uma caneta, eles podem descobrir muitas informações sobre os continentes, países, capitais, população, superfície, moeda, língua, território, relevo, fuso horário, curiosidades, produtos típicos, hinos nacionais e muito mais.

 

É muito giro mesmo.

 

 

23
Jun17

4 perguntas (e respostas) sobre gravidez após os 40


Sofia Serrano

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1 - Quando se quer engravidar já com uma idade avançada e não se consegue, quais são os passos que se deverá dar?
 
É muito frequente na sociedade ocidental adiar a maternidade por várias razões (desde a profissional até à procura das condições ideais de vida) e sabemos que a idade média para o primeiro filho aumentou nas últimas décadas.
As grávidas com mais de 35 anos eram cerca de 8% em 1988, e em 2008 tínhamos 20%.
 
Quando um casal está a tentar engravidar, consideramos que é "normal" demorar 12 meses a conseguir uma gravidez. No entanto, quando falamos de uma mulher com 35 ou mais anos, este período reduz-se para 6 meses. Nestas condições, o ideal será o casal recorrer ao seu médico ginecologista/obstetra, que fará uma história clínica completa e solicitará exames para perceber se há algum fator que esteja a interferir com uma gravidez. Nalguns casos não se consegue descobrir nenhuma razão.
Após o resultado dos exames, e de acordo com a vontade do casal, pode ser proposto um tratamento para ajudar a ter o tão desejado filho.
 
 
2- A partir de que idade é que começa a ser mais difícil para uma mulher engravidar?
 
Biologicamente falando, a partir dos 35. Esta idade marca uma queda importante em termos de funcionamento dos ovários.
Cada ano que passa será mais difícil uma gravidez, até que perto dos 50 se torna mesmo muito difícil, chegando-se depois à menopausa.
 
 
 
 
22
Jun17

O Zmar reabriu!


Sofia Serrano

lá tinhamos estado e amámos.

Identificamo-nos com o conceito do Ecoresort, gostamos muito de todo o espaço, da luz, dos sobreiros, da liberdade, das piscinas! O Zmar tornou-se um dos nossos destinos de eleição, e ficámos muito tristes quando soubémos do incêndio. Mas a equipa do Zmar não baixou os braços e em poucos meses, reconstruiram o espaço. E ficámos muito contentes quando fomos convidados para comemorar a reabertura!

 

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21
Jun17

Incêndios : o que fazer


Sofia Serrano

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Se o incêndio estiver perto da sua casa:


Avise os seus vizinhos.
Corte o gás e desligue a corrente eléctrica.
Molhe as paredes e os arbustos que rodeiam a sua casa de forma abundante.
Se tiver animais, solte-os porque eles saberão o que fazer para se salvarem.
Esteja pronto para abandonar a sua habitação.
Ligue um rádio a pilhas e esteja atento a todas as indicações difundidas.
Proceda apenas à evacuação da sua casa quando as autoridades o recomendarem ou quando a sua vida correr perigo.
Obedeça sempre, e rapidamente, às autoridades.


Em caso de evacuação:


Tenha em conta que as autoridades não recomendam que abandone a sua casa se a sua vida não correr perigo.
Quando estiver a proceder à evacuação da sua casa ajude os que mais precisam como as crianças, os idosos e os deficientes.
Não leve consigo objetos pessoais desnecessários.
Depois de abandonar a sua casa, não volte atrás até ordem em contrário.


Se ficar cercado por um incêndio:


Tente sair na direção contrária à do vento.
Caso tenha de se refugiar, procure uma zona com acesso a água e com pouca vegetação.
Enrole-se em roupas molhadas, não esquecendo de cobrir a cabeça.
Fique agachado para respirar junto ao chão, evitando inalar fumo. Se possível, coloque um lenço molhado a cobrir o nariz e a boca.
Se não conseguir abandonar a área onde está, aguarde o auxílio dos bombeiros.

 

 

20
Jun17

Confissões de uma médica #15: sobre o fogo e a vida


Sofia Serrano

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Estávamos no Zmar este fim de semana, na festa de reabertura.

Em setembro de 2016 houve um incêndio, que destruiu uma parte importante do Ecoresort. Com esforço e motivação, o Zmar foi reconstruído em tempo record, e com muito orgulho, voltámos no fim de semana de 17 de junho para um espaço tao bonito e tão importante para tantas famílias - que está ainda mais bonito e inspirador. 

 

Estávamos exatamente a comemorar o vencer do fogo quando soube do incêndio. De Pedrógão Grande. Acho que ninguém teve a exata perceção do que estava a acontecer, mas todos percebemos que com as temperaturas que se faziam sentir, não seria uma situação fácil.

 

Na verdade, a cada hora que passava, a cada história que ouviamos, todas as pessoas sentiam (e sentem) o mesmo: podíamos ser nós. Podiamos ser nós a ir com os nossos filhos à Praia das Rocas, passar um dia maravilhoso. Podiamos ser nós, a ir passear com o nosso sobrinho. Podíamos ser nós, a ter ido almoçar com uns amigos.

Podíamos ser nós, a descobrir que somos insignificantes perante a fúria da implacável natureza, a perceber que num instante tudo muda.

Podíamos ser nós, a perceber que temos de aproveitar cada instante da vida, porque nunca sabemos o que amanhã nos reserva. Podíamos ser nós, encurraldos, sem saber o que fazer, sem maneira de escapar.

 

Não consigo evitar lembrar-me do incêndio de 2012 do algarve. O Pedro era um bebé de poucos meses. Todos os dias, as chamas galgavam mais quilómetros e estiveram perto de onde moramos. O céu estava constantemente cinzento e à noite havia aquela luz laranja no céu. O ar estava irrespirável e acima de tudo, lembro-me de não conseguir dormir, por não saber como os proteger. E se o fogo chegasse ali? 

 

Podiamos ser nós, sem saber como proteger a nossa família.

 

Não sabemos o que a vida nos reserva. O que a natureza nos vai trazer. O que nos espera em cada esquina.

Mas temos obrigação de sermos solidários e de dar o nosso melhor para que todos estejam bem - porque podíamos ser nós.

E acima de tudo, temos de aproveitar cada dia, cada instante, com quem amamos e agradecer.

 

Um obrigada a todos os que estão a combater as chamas e a ajudar, da forma que sabem e podem: as populações, os bombeiros, os profissionais de saúde, a polícia, o exército, todos os voluntários.

Juntos somos mais fortes.

E juntos podemos acreditar. E agradecer.

 

 

 

 

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