Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

12
Jun16

3 perguntas (e respostas) sobre SPM


Sofia Serrano

81a632644e5c97e6668a974cf0f8.jpg

 

Não é um mito. O SPM - Síndrome Pré-Menstrual- existe mesmo. Temos razões para aqueles dias de mau humor, ou para nos sentirmos com peso a mais. Ficam aqui 3 perguntas e respostas importantes sobre este tema:

 

É verdade que a síndrome pré-menstrual pode originar um aumento de peso na ordem dos 2-4 kg, mas que depois passa?

Sim, é verdade. O Síndrome Pré-menstrual (SPM) caracteriza-se por uma série de alterações, quer emocionais quer físicas, que ocorrem nos dias anteriores à vinda do período. Em algumas mulheres, estas alterações são muito marcadas e interferem com a vida diária. Geralmente os sintomas manifestam-se durante a segunda fase do ciclo (entre o 14º e o 28º dias do ciclo) e desaparecem quando aparece a menstruação. Esses sintomas podem ser alterações de humor, com irritabilidade, dificuldade em dormir, tristeza, dores de cabeça, mas também ganho de peso, inchaço abdominal e das extremidades (braços e pernas) e tensão mamária. Pode haver um ganho de peso significativo, entre 2 a 4kg, que desaparece com a menstruação.

 

 

 

 

15
Abr16

Grávidas e sushi: sim ou não?


Sofia Serrano

image.jpeg

O sushi já invadiu a nossa vida ocidental. E há poucas pessoas que não se deliciem com estas iguarias nipónicas. Um bom sushi é uma refeição maravilhosa (eu adoro!)

 

Então e na gravidez?

Podemos comer sushi ou não? É perigoso? Vamos apanhar toxoplasmose? 

 

Ora bem, a verdade é que, desde que o peixe utilizado no sushi tenha sido previamente congelado, não há problema nenhum. O risco de toxoplasmose desaparece, visto que potenciais oócitos de toxoplasma que estivessem no peixe (caso o peixe viesse de águas contaminadas) são destruídos com a congelação.  Para além disso, a maioria do salmão utilizado é de aquacultura, com condições controladas e é muito pouco provável que haja contaminação com toxoplasma.

O mais seguro será perceber se no restaurante de sushi onde queremos ir o peixe é previamente congelado, e se há boas condições higieno-sanitárias na preparação do sushi. Se tudo estiver ok, então algumas refeições de sushi na gravidez não deverão ter complicações.

Também o sushi que se vende congelado pode ser consumido por grávidas. Outra opção segura é o sushi cozinhado.

Para além disso, devemos escolher variedades com baixo nível de mercúrio, como o salmão e o camarão e não abusar do atum, por ter muito mercúrio.

Sim, pode-se comer sushi na gravidez - evidência científica aqui.

 

 

 

 

 

 

11
Fev16

Confissões de uma médica #12


Sofia Serrano

"Normal" é uma palavra complicada. Não gosto muito dela.

Normal é o quê? A maioria? O percentil 50? O mais frequente?

A maioria das pessoas acha que se está "normal" então está tudo bem.

É normal passarmos os dias a trabalhar, é normal estarmos cansados, é normal os miúdos serem mal educados. É normal os políticos serem todos muito parecidos e não mudarem praticamente nada na nossa vida em geral, é normal esperarmos horas para sermos atendidos num hospital público.

É normal serem as mães a tratar dos filhos mesmo que trabalhem mais horas que os maridos, é normal que os pais ajudem pouco, é normal que não se conheça os vizinhos, mesmo que moremos no bairro há mais de 10 anos.

É normal que se gastem centenas ou milhares de euros em tecnologia mas não se tenha tempo para parar e respirar, é normal que as crianças passem o tempo a estudar para ter as melhores notas mas não saibam fazer a cama ou pôr a mesa.

Não, definitivamente não gosto do conceito "normal".

Vivemos num mundo cheio de possibilidades, e o mais importante é descobrirmos o nosso modo de sermos felizes.

Pode ser normal os médicos trabalharem mais de 24horas, muitos dias por semana, mal verem os filhos, não terem tempo para os amigos nem para os companheiros. Pode ser normal deixarem os filhos até tarde na escola, inscrevê-los em mil e uma actividades extra curriculares, arranjarem explicadores para ajudar nos TPCs. Terem empregadas para cozinhar e limpar a casa.

Não, definitivamente , eu não sou normal. Sou feliz exatamente por ser diferente. E adoro cada instante.

 

12717177_962770863817556_6923744409090415616_n.jpg

 imagem daqui

 

 

11
Jan16

Poder chamar o pediatra a casa: Knok


Sofia Serrano

Esta altura no ano, com frio e chuva, é altura de miúdos doentes. Começam com ranhos e tosses, depois há otites, amigdalites e toda uma série de doenças com nomes mais ou menos complicados. Para quem tem miúdos pequenos, já se sabe que o inverno é uma altura particularmente difícil.

A grande maioria das doenças são coisas virais e pouco graves, mas na verdade, eu gosto sempre da opinião do pediatra. Confesso que não gosto muito de os levar às urgências pelas coisas mais simples, porque tenho sempre a sensação que vão com uma doença e uns dias depois aparece outra, que muito provavelmente apanham na sala de espera - a varicela aqui por casa apareceu assim, fomos ao hospital por uma amigdalite, e na sala de espera apanhou-se varicela...

 

Por isso, achei muito interessante um novo projecto de um grupo de colegas, a Knok, e por isso partilho aqui no blog: uma ideia inovadora, que permite, através de uma app no telemóvel, chamar o pediatra a casa para uma consulta de urgência.

Isto sim, agrada-me: os miúdos são vistos por um especialista, sem precisar de passar horas à espera numa urgência, sem apanhar frio nem outras doenças de outras crianças, e os pais ficam descansados. E é possível ver na app o tempo que o médico vai demorar a chegar.

Mas a Knok não serve só para urgencias, também é possível agendar a consulta de rotina com o pediatra que se escolher - na app podem-se consultar currículos dos vários especialistas, as áreas de interesse e diferenciação e ver as opiniões de quem já foi tratado por esses médicos.

Há muitas outras especialidades disponiveis, desde ortopedia a psiquiatria, passando por medicina geral e familiar - basta consultar na app a especialidade que necessitamos e ver os especialistas disponíveis na nossa zona, e a disponibilidade dos mesmos para uma consulta. A rede de médicos está a crescer em todo o país, já contando com mais de 70 na área do Porto e Lisboa, e em expansão para o sul do país.

Basta instalar a app Knok no Smartphone e ver as disponibilidades de médicos na nossa área. 

Podem saber mais sobre a Knok no site ou na página de facebook  - e se acham uma boa ideia, como eu, deixem um gosto!

 

image.jpeg

 

 

 

 

 

06
Jan16

Os impossíveis da medicina


Sofia Serrano

Na faculdade de medicina ensinam-nos probabilidades e bioestatística.

Ensinam-nos que há acontecimentos altamente improváveis, mas muitos de nós, médicos, gostamos de dizer "lamento, mas é impossível acontecer". Provavelmente pela sensação de poder, de determos o conhecimento e a verdade.

Mas poucos médicos mantêm este tipo de discurso, porque estatísticas são estatísticas, e pessoas são pessoas. E a vida é uma coisa complexa, que nos vai ensinando a nunca dizer nunca. Porque nunca se sabe.

 

A senhora de 40 anos que entrou no meu consultório disse que não era suposto estar ali, que tudo aquilo era impossível. Tinham-lhe dito, há muitos anos atrás, que era impossível engravidar, por ter as trompas obstruídas. Vários médicos repetiram essa palavra definitiva. Tentou tudo e mais alguma coisa durante 20 anos para ter o tão desejado filho, e depois desistiu.

Pelo meio, teve um cancro na mama, e foi preciso fazer uma cirurgia radical e uma série de outros tratamentos. Ser mãe era uma coisa há muito esquecida.

No meio de uma vida complicada, entrou numa depressao profunda, separou-se, esqueceu-se dos meses, namorou sem pensar em futuro.

Um dia, o impossível aconteceu. Um dia, descobriu que estava grávida do filho impossivel.

Chora ao ouvir o coração do filho impossivel. Do "acidente" impossivel, aos 40 anos, depois de um diagnóstico de infertilidade, de um cancro da mama e de uma depressão. Chora e ri ao mesmo tempo. E diz que mesmo que o pai não o queira, ela vai fazer tudo por este milagre.

Não há impossíveis - nem na medicina, nem na vida. 

 

Que haja sempre esperança. 

 

image.jpeg

 

 

 

15
Dez15

Grávidas com pele perfeita


Sofia Serrano

À medida que o bebé e a barriga crescem, vai crescendo também a probabilidade de aparecerem as pouco simpáticas estrias. Já se sabe que a parte genética conta muito mas também há algumas coisas que se podem fazer para evitar o seu aparecimento.
Ficam aqui algumas dicas, que resultaram comigo (duas gravidezes e estrias nem vê-las!) e que costumo aconselhar às minhas grávidas:

 

baby-booties.jpg

 

1. Beber muita água e ter uma alimentação saudável e equilibrada- ajuda a manter a pele hidratada e a que se mantenha saudável e brilhante.

2. Controlar o aumento de peso - aumentos de peso muito acentuados e muito rápidos são meio caminho andado para os "tracinhos" na barriga. Por isso, cuidado com o peso ( o aumento recomendado na gravidez é entre 9 e 12 kg).E claro que grávidas de gémeos terão mais probabilidade de estrias, porque a barriga vai ficar maior - há que redobrar cuidados!

3. Cuidar da pele - com cremes anti-estrias e outros para hidratar, proteger, dar resistência. Aqui o truque é começar a aplicá-los ainda antes da barriga começar a crescer, para a pele se manter com uma boa elasticidade, e manter a sua aplicação depois do parto, até voltarem ao peso habitual. Aplicar de manhã, depois do banho e à noite. 

4. Usar cinta ou faixa de gravidez - muita gente não gosta, acha que faz calor ou sente-se desconfortável, mas o facto é que a cinta e a faixa ajudam a suportar o peso da barriga em crescimento e conferem mais resistência à pele, diminuindo a probabilidade de aparecimento de estrias. Para além disso também permitem um reforço da zona lombar e melhor distribuição do peso extra, diminuindo as dores de costas. 

 

 

 

15
Dez15

Dicas para um Natal tranquilo durante a gravidez


Sofia Serrano

O Natal é uma das alturas mais aguardadas do ano. É tempo de festa, de doces, de refeições especiais, de reencontros, de conversas até às tantas. Mas esta época especial pode ser mais complicada quando se está grávida, por isso deixo algumas dicas para que tudo corra da forma mais tranquila possível:

 

image.jpeg

 

1. Não exagerar e pedir ajuda sempre que necessário. 

Para quem gosta de enfeitar a casa, montar a árvore de Natal, comprar presentes e preparar a ceia - e ter tudo impecável! - mas neste ano a barriga dificulta, é boa ideia aceitar ajuda de familiares e pedir uma colaboração com as refeições, decorações e presentes. Caso contrário, há o risco de passar as festas em repouso na cama por contracções antecipadas ou ter a surpresa de ter um parto mais cedo que o previsto.

 

 

12
Dez14

Confissões matinais


Sofia Serrano

Aquela sensação de nos ter passado um comboio por cima, depois de uma semana difícil de trabalho, de termos de nos levantar, porque o despertador toca incessantemente, de sabermos que hoje é sexta mas já devia ser sábado, que ainda há mais urgências extraordinárias à nossa espera nos próximos dias. (não sei se há café suficiente no mundo para dar um abanão a esta vontade de ficar na cama)
Aaahhhh, mas era tão bom (magicamente) poder dormir até ao meio-dia. e depois fazer o tempo andar para trás para recomeçar o dia com toda a energia!...


Os meus livros

Captura de ecrã 2016-09-20, às 20.46.51.png

capa_formato_real-04.jpg

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D