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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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Café, Canela & Chocolate

06
Fev14

As mães também vão ao supermercado


Sofia Serrano

Ir ao supermercado é uma coisa banal. Sempre tive aquela rotina de passar no supermercado depois de sair do trabalho para ir buscar o que é preciso para o jantar, ou para os pequenos almoços do dia seguinte. Uma rotina tranquila. Antes.
Mas desde a maravilha da maternidade, e em particular, desde que sou mãe a dobrar que evito ir ao supermercado sozinha e com os dois. Aposto que concordam comigo que com dois miúdos pequenos tentar fazer compras é uma verdadeira aventura. Por isso, a opção de ir sozinha, ou com o pai para sermos dois a dar conta do recado é sempre a melhor.
Ora bem, mas há dias em que é mesmo preciso ir comprar alguma coisa que faz mesmo falta e é impossível não os levar. E apesar de achar sempre que as mães são super-mães e conseguem tudo, estes momentos deixam-me sempre com mais uns cabelos brancos ( e esgotam a paciência de qualquer santo).

O que se passa no supermercado comigo e com eles os dois:


- tudo começa com o carrinho das compras: estamos uma meia hora (pelo menos para mim parece!) a decidir se vai o pequeno no banco do carrinho e a mana lá dentro, se vão os dois lá dentro, se vão os dois cá fora ou se desistimos e vamos logo para casa (às tantas, quase que proponho ir eu lá dentro e eles a empurrar).


- depois, a maravilhosa viagem pelos corredores: o mais pequeno funciona estilo "arrastão" e é preciso andar a uma distância de segurança razoável das prateleiras para não acabar com meio supermercado dentro do carrinho (na altura das promoções dá jeito, que ninguém consegue por mais coisas no carrinho que ele!). E é preciso contornar as áreas críticas - zona das bananas e dos iogurtes - senão tenho uma criança de ano e meio a lançar-se para o meio das frutas ou para a prateleira dos iogurtes. Claro que a passagem pela área dos brinquedos é em modo foguete ("meninos, querem ver o carro a andar tão rápido????").


- a escolha dos produtos a comprar também já não é linear como era. A princesa da casa acha que já é crescida, e como tal quer ajudar a escolher tudo. Ora quando me apercebo, já tenho o carro recheado de tudo o que é produto cor de rosa e brilhante. Entretanto, o mais pequeno, sentado naquele banco do carrinho, tenta apanhar tudo o que vai caindo dentro do carro para abrir as embalagens - que são irresistíveis naquelas cores que a irmã escolhe.


- ao fim de alguns minutos, o mais pequeno quer ir para o chão, a maior quer entrar no carro e a mãe quer ir para casa ("tirem-me deste filme" é a frase que mais me passa pela cabeça quando vou às compras). Resultado: se o mais pequeno vai para o chão, temos uma prova de velocidade pela certa pelos corredores do supermercado; se a maior vai para o chão, temos uma corrida de carrinhos com a M. a empurrar o irmão e as compras numa competição com a velhota que leva os pacotes de leite e as couves. Por isso, ninguém sai do lugar com a promessa que vamos à secção dos iogurtes.


- assim que nos dirigimos para a caixa, o mais pequeno volta a fazer birra para ir para o chão e a maior quer voltar para trás porque se lembrou que não fomos ver as Barbies. Solução: pagar rápido uns iogurtes líquidos e distraí-los com comida. 

E é geralmente nessa altura em que ficam finalmente sossegados que o mais pequeno faz o seu sorriso malandro à senhora da caixa e a maior diz "Mamã, ajudei muito, não foi?". E a senhora da caixa comenta "Que queridos! Portam-se tão bem!".

Pois.





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