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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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24
Ago17

Coisas que os pais aprendem quando vão a um parque aquático


Sofia Serrano

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Nos anos 90, quando pensava em parques aquáticos, pensava no OndaParque - quem se lembra?


Pensava num dia com uma mochila carregada de sandes, que acabávamos por comer no regresso a casa no autocarro, porque durante o dia não havia tempo.
Pensava em arranjar um sítio bom para as toalhas e nem as ver todo o dia, porque havia escorregas e piscinas e mil e uma coisas para nos entreter - e parar era morrer.
Pensava em creme Nivea - e depois outros - e um escaldão pela certa (porque pôr protector era uma coisa que consumia muito tempo na nossa perspectiva de adolescentes).
Pensava em amigas, namorados, beijos, rádios (daqueles tipo tijolo) com música a tocar alto. Coca-colas e pacotes de batatas fritas.
Pensava num dia em que andávamos repetidamente em todos os escorregas, principalmente nos maiores e mais assustadores, para mostrarmos que éramos os maiores e nada nos fazia medo. Ou simplesmente porque era tão bom, porque nos fazia aumentar a adrenalina, porque nos divertíamos.


E agora, tive de aprender toda uma nova filosofia - porque esta coisa da parentalidade também inclui leva-los nestas aventuras.
E uma visita a um parque aquático ganha toda uma nova dimensão.

 


Depois de sermos pais, começamos a dar importância ao local onde colocamos a toalha - e o chapéu de sol, e o para-vento, e os brinquedos, e o carrinho de bebé...e toda uma panóplia de acessórios que nunca sonharíamos levar para um parque aquático - mas que agora nos parecem fundamentais.

Tentamos a todo o custo ficar num local estratégico, para resolver várias problemas duma vez só - ficar perto de uma casa de banho, de um parque infantil e da piscina para os mais pequenos. Ah e que tenha sombra e não tenha vento. Nem mosquitos.


Depois de sermos pais passamos todo o dia dentro de água - mas por andar a ajudá-los a subir ao escorrega laranja ou a empurrar a bóia na piscina das ondas.


Depois de sermos pais passamos muito tempo na toalha - porque um deles tem frio, tem fome, ou quer dormir (e geralmente nunca pedem os dois as coisas ao mesmo tempo).


Depois de sermos pais, não nos apetece andar na montanha russa - porque temos aquela sensação intrincada de responsabilidade - e só queremos 5 minutos para ficar a boiar numa piscina sossegada. Mesmo que o parque já esteja prestes a fechar e o dia tenha passado num ápice.


Resumindo: escorregas nem vê-los. Mas é impagável a cara de felicidade dos miúdos durante o dia - e adormecem que nem anjinhos à noite.


( e agora o protector é factor 50 e não há escaldões para ninguém!).

 

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