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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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25
Mar13

Desafio Bloggers e Gravidez III


Sofia Serrano


Porque as gravidezes são todas diferentes, o Café, Canela & Chocolate tem lançado um Desafio a várias bloggers para nos falarem acerca da sua experiência, respondendo a 10 perguntas sobre gravidez, parto e puerpério.
Desta vez, o desafio foi para a Constança Cabral, do Saídos da Concha, para a Márcia do by Deva e para a Inês Monteiro, do Maria Café. Elas aceitaram e cá estão as respostas:







1- Gravidez normal ou de risco?
Constança Cabral, Saídos da ConchaGravidez santa! Às vezes nem me lembrava que estava grávida. Uma certa má-disposição ao princípio e desconfortos a partir do 8º mês.
Márcia, by DevaGravidez normalíssima, sem sobressaltos, sem sustos ou receios, tudo muito tranquilo.
Inês Duarte, Maria CaféPrimeira gravidez normal, a segunda e a terceira muito vigiadas por perdas gestacionais anteriores repetidas.

2-Gravidez passada a trabalhar ou de repouso?

Constança Cabral, Saídos da Concha - A trabalhar mas ao meu ritmo. Como trabalho por conta própria e em casa, pude ir adaptando o trabalho à minha disposição. 
Márcia, by DevaCoincidiu com o fecho da empresa onde trabalhava, de modo que foi um descanso obrigatório. Deste descanso, surgiu a vontade de fazer qualquer coisa, de trabalhar em casa, surgiu o by Deva.
Inês Duarte, Maria Café Na primeira gravidez trabalhei até aos 7 meses, na segunda até aos 4 meses e na terceira trabalhava por conta própria por isso foi até ao dia do parto (literalmente, antes de ir para a maternidade fui aos correios).

3- Diga um alimento que deixou de conseguir comer durante a gravidez e um que se tornou mais apetecido.

Constança Cabral, Saídos da Concha - Cogumelos. Normalmente adoro mas durante a gravidez até o cheiro me enjoava. Ficaram-me a apetecer imenso coisas salgadas como tartes e empadas!
Márcia, by DevaEm pleno inverno quis morangos e comi morangos, daqueles que se vendem junto com as framboesas, em caixas congelados! Soube-me pela vida! O único alimento que deixei de comer foi frango do churrasco. Um dia fui com umas amigas a uma charcutaria, elas compraram frangos para o jantar e durante a viagem o cheiro enjoou-me de tal forma que não consegui comer durante uns anos mais chegados
Inês Duarte, Maria Café O café, que adoro, deixei de tomar. Passei a gostar de pataniscas de bacalhau...


4- Fez exercício durante a gravidez? Que tipo?

Constança Cabral, Saídos da Concha - Não fiz nada, admito! Tentava andar, mas como em Inglaterra estava quase sempre a chover e eu vivia no meio do campo, não era muito fácil.
Márcia, by DevaSempre fui muito preguiçosa para ginástica, a única modalidade que fiz foi yoga.
Inês Duarte, Maria Café Não sou grande adepta do exercício. Quando grávida achava que pelo menos tinha desculpa para não fazer nada...

5- A gravidez fez com que mudasse hábitos do dia-a-dia?

Constança Cabral, Saídos da Concha - Tive de passar a tomar o pequeno-almoço antes de tomar banho. Sempre fiz ao contrário mas, se não comesse mal acordasse, ficava muito mal-disposta.
Márcia, by DevaNada. Tudo igual.
Inês Duarte, Maria Café Nem por isso. Obrigou-me a adaptar alguns hábitos porque andava mais cansada, com mais sono, com mais fome, enjoada... Passei a dormir mais, a comer de forma diferente, etc. Dizem que gravidez não é doença. Eu normalmente sinto-me doente desde as 6 semanas até ao fim.


6 - Qual foi a coisa que mais gostou da gravidez?

Constança Cabral, Saídos da Concha - Do entusiasmo de quem me rodeava. De planear a vinda de um filho, neto, sobrinho. 
Márcia, by DevaA que mais gostei: Saber que tinha um bebé dentro da minha barriga! Saber que dormia, acordava, saia a rua e independentemente do que fazia, ele estava sempre ali, tão próximo de mim. Mas isto é a parte boa, porque como pessoa senti-me gigante ou antes, enorme! Acabei por sensibilizar muitas susceptibilidades ao afirmar que não gostava de estar grávida.
Inês Duarte, Maria Café De sentir (e ver) os movimentos do bebé. De mostrar ao(s) irmão(s) mais velhos esses movimentos.


7- Como foi o parto? Se pudesse escolher o tipo de parto, o que teria escolhido?

Constança Cabral, Saídos da Concha - Foi normal às 42 semanas. Cheguei a ter uma indução marcada mas fartei-me de andar (apesar de estar a nevar) e de subir e descer escadas, e funcionou. Mas tive contracções durante 36 horas, fui ao hospital e mandaram-me para casa... estava em Inglaterra e lembro-me de ter dito (ou gritado... ou gemido) "o próximo é em Portugal". Mas agora vivo na Nova Zelândia, por isso não me parece...!
Márcia, by DevaDifícil. Entrei a dia 13 no hospital e o meu filho nasceu a 15. Se pudesse teria escolhido logo o que acabaria por ser, a cesariana.
Inês Duarte, Maria Café O primeiro foi cesariana, o segundo um parto normal difícil, o terceiro um parto normal facílimo. Sem dúvida o parto normal, porque nos faz sentir Mães em pleno e é o melhor para o bebé e para a mãe, mas sinceramente achei a recuperação pós parto igualmente complicada.


8- Era capaz de ter um parto em casa?

Constança Cabral, Saídos da Concha - Não, apesar de a ideia me atrair. Mas acho que se a coisa corresse mal jamais me perdoaria.
Márcia, by DevaDefinitivamente que não. Mas admiro muito todas as mulheres que têm a coragem de o fazer. Penso que no hospital estamos todas mais protegidas (a nível médico) e essa ideia tranquiliza-me.
Inês Duarte, Maria Café Não, acho que não. Por alguma razão existem os hospitais e houve uma evolução na forma como se nasce... O parto no hospital pode ter intervenção médica mínima, se assim quisermos. Mas temos a segurança de podermos ser assistidas de imediato caso algo não corra pelo melhor.


9- Gravidez ou puerpério - o que é melhor?

Constança Cabral, Saídos da Concha - Gravidez, sem dúvida! Os primeiros três meses do Rodrigo foram os mais difíceis da minha vida até agora. 
Márcia, by DevaPuerpério.
Inês Duarte, Maria Café Gravidez... durante a gravidez nós somos a estrela, os mimos são todos para nós. E eu não gosto muito de estar grávida, sinto-me mal a gravidez toda. Mas o puerpério é uma fase em que a natureza é pouco simpática. A mãe sente-se física e psicologicamente em baixo, com pontos, o corpo deformado, as hormonas descontroladas... e tem um ser indefeso e frágil que depende totalmente dela. Nas três vezes, achei que os dois primeiros meses foram muito complicados, eu e o bebé chorávamos dias inteiros... depois tudo melhorou. Hoje não mudava nada, mas foram fases difíceis. Cólicas, amamentação, fraldas, acordar de 2 em 2 horas, o choro do bebé, não ter tempo para mais nada... ufa! E ouvir “isso passa” não é lá grande ajuda! 


10- Amamentou? Porquê?

Constança Cabral, Saídos da Concha - Sim, durante dois meses. Durante 15 dias tudo correu relativamente bem... até que começou a correr francamente mal. Ele chorava, eu chorava, falei com uma enfermeira, telefonei para a Liga do Leite, li tudo o que encontrei sobre o assunto... mas não resultou. Então passei-o para fórmula e ficámos todos bastante mais calmos (principalmente o bebé). Isto é um assunto sensível em que toda a gente acha que tem razão, mas a sério que eu teria dispensado a lavagem ao cérebro que nos fazem, pelo menos em Inglaterra. Ok, tenta-se, mas se não correr bem não é o fim do mundo! 
Márcia, by DevaSim. Até aos 6 meses. Porque essa é a ordem mais natural, porque é bonito, porque é bom para a mãe e para o bebé e porque tive sorte em puder fazê-lo.
Inês Duarte, Maria Café Amamentei os três, embora nem sempre em exclusivo e com três experiências completamente diferentes. 
O mais velho nasceu com uma complicação renal que foi detectada com 1 mês. Às 3 semanas ainda não tinha recuperado o peso de nascença, por isso foi introduzido o suplemento. Na altura custou-me imenso, e mantive a amamentação em simultâneo até aos 5 meses. Hoje sei que ele não aumentava de peso porque estava doente... 
O do meio foi o mais fácil no que diz respeito à amamentação. Sempre aumentou bem, mas chorava muito entre refeições e pedia para mamar de hora a hora. Com um mês comecei a dar-lhe suplemento uma vez por dia para ele acalmar e resultou. Com dois meses largou o suplemento e mamou até aos 9 meses.
O mais novo mamou em exclusivo durante um mês e depois mais um mês com suplemento. Com mais dois filhos era muito complicado para mim estar com ele no peito de hora a hora. 
Acredito que o leite materno é o melhor alimento que lhes podemos dar, mas também acredito que tem de ser bom para o filho e para a mãe. Quando é uma fonte de stress e não se consegue resolver, por vezes é preciso tomar uma decisão. Foi uma decisão difícil de tomar, senti-me muitas vezes culpada por lhe preparar um biberão, mas acabou por ser o melhor para os dois. Ele ficou muito mais sereno, saciado... e eu consegui finalmente acalmar e dedicar-me também a tudo o resto com equilíbrio. 


Obrigado por terem aceite o desafio!
A parte I e II do desafio aqui e aqui.

Para seguir o Café, Canela & Chocolate no Facebook é aqui.





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