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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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Café, Canela & Chocolate

03
Jan14

Desafio Bloggers e Gravidez : Se o meu blogue falasse


Sofia Serrano

Para inaugurar a rubrica "Bloggers e Gravidez" em 2014, o Café, Canela & Chocolate desafiou a Susana - uma mulher do norte, mãe de dois miúdos, divertida, despachada e descomplicada, autora do Se o meu blogue falasse (podem gostar aqui deste blog fantástico, que cala quando quer e fala quando lhe apetece!).




1- Gravidez normal ou de risco? 
Normais, as duas. A primeira super pacifica e a segunda um bocadinho mais atribulada por causa de uma baixa de ferro que me deixava indisposta e sem forças.

2- Gravidez passada a trabalhar ou de repouso?

A trabalhar, mas não até à última. Fiquei de baixa no último mês, porque as minhas barrigas eram gigantes e eu tinha que fazer muitos kilometros a conduzir e nessa fase passou a ser quase insuportável a posição da condução.

3- Diga um alimento que deixou de conseguir comer durante a gravidez e um que se tornou mais apetecido.
 
Nunca apreciei muito salmão, mas na gravidez enjoei definitivamente. Não posso sequer pensar nele. 
Quanto a um mais apetecido não tinha e nunca fui muito de desejos especiais porque eu já sou assim no meu estado “normal”. Sou muito gulosa e na gravidez tive que fazer um esforço maior para me controlar.


4- Fez exercício durante a gravidez? Que tipo?
Na primeira gravidez ainda fazia muitas caminhadas, mas aí era mais fácil porque não tinha nenhuma criança em casa. Na segunda já foi mais complicado por causa do mais velho. Correr atrás dele, subir e descer as escadas de casa conta? 

5- A gravidez fez com que mudasse hábitos do dia-a-dia?

Que me lembre não. Nem na alimentação pois fui sempre imune à toxoplasmose.

6 - Qual foi a coisa que mais gostou da gravidez?

É um lugar comum mas é certamente o principal: sentir os meus filhos a mexer dentro de mim. Na gravidez não houve nada de melhor e mais especial. Depois foi ver o desenvolvimento saudável deles a cada semana ou mês que passava. Perceber aquilo que estava a desenvolver-se em cada fase parecia magia a acontecer. Maravilhoso!

7- Como foi o parto? Se pudesse escolher o tipo de parto, o que teria escolhido?
Há coisas incríveis! Eu sempre me imaginei a ter filhos e a pari-los. Mas desde miúda que tinha um medo pavoroso do parto e sossegava os medos a imaginar a possibilidade de cesarianas. Nós somos tão influenciadas pelo que vemos nos filmes e nas novelas e depois criamos ideias completamente erradas. Para o bem e para o mal. Felizmente à medida que fui crescendo e amadurecendo, fui desmistificando muitas ideias que tinha. Fui mudando a forma de pensar e comecei a perceber o parto não apenas como um acto de sofrimento pelo qual mãe e bebé tinham que passar. Um dia percebi realmente como funcionava a analgesia epidural e aí fez-se luz! Se a natureza permitisse os meus filhos nasceriam de parto normal e com epidural.
Duas gravidezes de 41 semanas com partos induzidos com data e hora marcada. Felizmente a Mãe Natureza não me deixou mal e o meu corpo reagiu bem e muito rápido às induções. No primeiro deu tempo para epidural às 14h e ele nasceu às 17h. Na segunda foi tão rápido que não deu tempo para nada. Quase nascia no elevador do hospital durante a transferência do internamento para o bloco. Uma aventura. Estive na posição fetal para levar a analgesia durante 25 minutos intermináveis e obviamente que com contrações terríveis e 7 ou 8 dedos de dilatação foi impossível. Lembro-me apenas de gritar à anestesista para me largar porque a bebé estava a nascer. Assim foi, posicionei-me, um puxo e já estava! Não deu tempo nem do pai assistir!

8- Era capaz de ter um parto em casa?
Adorava, mas não teria coragem!

9- Gravidez ou puerpério - o que é melhor?

Gravidez, pelo estado de graça e pelos mimos, mas puerpério por causa da liberdade e pela sensação de voltar a ter o meu corpo “de volta”. Nunca fui de ficar em casa fechada e ao fim de uma semana ou duas já andava sozinha no hipermercado, com a criança, às compras. 

10- Amamentou? Porquê?

No primeiro filho fui uma ingénua. Sabia a lição de cor e salteado. Mas depois na pratica não foi fácil lidar com um bebé completamente trapalhão e sempre esfomeado. O stress do primeiro filho, as várias opiniões que nos cercam, a minha insegurança fez com que só conseguisse dar de mamar 15 dias. Andei dois meses a tirar leite com a bomba e depois cansei-me e o leite deixou de fluir. Na segunda tudo foi diferente, mais natural, menos stressante e ela foi muito minha amiga. Não sofri com subidas de leite, nem mamas gretadas. Mamou até aos 4 meses até ao dia que quis. De um dia para o outro deixou de querer e quem sofreu fui eu. Fisicamente, porque tinha leite, mas principalmente psicologicamente. Não estava preparada para que ela me “abandonasse” daquela forma!!!



Obrigada Susana por teres aceite o Desafio, e tudo de bom para ti e para a tua família!

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