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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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08
Mar13

Grávidas #13: cesariana


Sofia Serrano

A propósito desta notícia aqui, resolvi falar um pouco do que é a cesariana. Dos seus benefícios potenciais e também dos riscos que envolve.

A cesariana corresponde a um parto cirúrgico, ou seja, é necessário fazer uma incisão na parede abdominal e útero materno para que o bebé possa nascer. É, por isso, uma cirurgia, com todos os riscos que envolve, desde a anestesia, até às complicações durante a mesma, risco de infecções e recuperação mais demorada.
A cesariana deve ser realizada quando não é possível um parto vaginal, ou quando este representaria um risco para a mãe ou para o bebé. 
O ideal é tentar um parto vaginal, principalmente se o bebé não é muito grande, se é saudável, se não existirem sinais de sofrimento fetal e se a mulher não apresenta quaisquer complicações.

No entanto, há vários motivos para se recorrer à cesariana:
- falha de progressão do feto durante o trabalho de parto ou de este estar a progredir muito lentamente, colocando a mãe e o bebé em risco;
- feto em apresentação pélvica (não consensual...) ou transversal
- incompatibilidade feto-pélvica, ou seja o bebé é demasiado volumoso para a pélvis da mãe
- sofrimento fetal
- outros: prolapso do cordão umbilical, placenta prévia, descolamento de placenta, herpes vaginal activo na mãe, casos seleccionados de cardiopatia, hipertensão, pré-eclâmpsia e diabetes.

A equipa de obstetras avaliará qual a via de parto mais adequada. A cesariana pode ser planeada/electiva, determinada por qualquer circunstância médica prévia, relativa ao bebé ou à mãe, ou urgente/emergente, podendo a grávida já se encontrar na sala de partos e ser necessário recorrer ao parto cirúrgico.
A recuperação depois de uma cesariana é mais lenta que numa mulher que teve parto vaginal, e provavelmente necessitará de mais ajuda nos primeiros dias.
Mas uma cesariana não significa sempre cesariana.
Vários estudos têm demonstrado que mais de metade das mulheres submetidas a cesariana prévia tiveram em gravidezes posteriores partos normais - mas atenção que cada caso é um caso e há que ter em conta múltiplos factores.

E o que se pretende, afinal, é termos uma mãe e um bebé saudáveis. Isso é o mais importante.



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