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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

27
Abr17

Ideias para as mães #1


Sofia Serrano

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Vem aí o Dia da Mãe! É já no domingo, dia 7 de Maio, por isso está na altura de fazer planos. Vou deixar aqui no blog algumas ideias de programas e presentes para as melhores mães do mundo!

 

#1 - Aproveitar um brunch especial nos Hotéis Real:

 

Em Lisboa, o Hotel Real Palácio apresenta uma edição especial de brunch com destaque para o bacalhau lascado com crocante de cebola roxa e para os bifinhos de novilho com molho de cogumelos, saladas simples e compostas, seleção de entradas como leitão assado e espetadas de camarão com maionese teriaki e ainda selecção de sobremesas desde 35€ com bebidas incluídas da seleção do hotel.

 

O Hotel Real Oeiras apresentando uma edição especial desde 22€ por pessoa, com destaque para a tábua de queijos e enchidos, o peito de frango com crosta de farinheira, buffet especial para crianças e uma seleção de doces e sobremesas dedicadas à mãe .

 

Com uma vista deslumbrante sobre a Ria Formosa, no Real Marina Hotel & Spa em Olhão, o “Brunch em Familia” oferece um leque de opções para a sua mãe se sentir verdadeiramente especial. Começando pelas entradas de cocktail de camarão e espetada de melão com presunto, passando pelo filete de peixe galo com molho de açafrão ou lombo de porco recheado com tâmaras e para sobremesas o semi-frio de framboesas, tarte de chocolate, torta de canela e crème brûllée de tangerina, entre outras, desde 22€ por pessoa.

Como habitual nestas três unidades, o Brunch em Família inclui actividades infantis com uma monitora, onde poderão fazer um presente especial para a mãe.

 

O Grande Real Villa Itália Hotel & Spa, em Cascais, aposta no “Brunch à Boca do Mar Especial Dia da Mãe”, desde 35€ por pessoa com a novidade de pratos de marisco como as ostras ao natural, casco com recheio de sapateira, mexilhões com estufado de tomate, apresentando uma tradicional selecção de padaria e charcutaria regional, petiscos portugueses, show cooking de massas e risotos, cantinho mexicano com nachos e guacamole, sushi e rosbife e ainda uma seleção de doçaria e pastelaria que não podem faltar para adoçar a sua mãe.

 

Em todas as unidades, as crianças dos 5 aos 11 anos pagam apenas 50% e dos 0 aos 4 anos não pagam.

 

25
Abr17

A corrida das mães!


Sofia Serrano

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Os dias são uma constante corrida. E a classificação das mães é, quase sempre, esta:

- As mães são sempre as primeiras a ouvir a tosse do filho durante a noite, ou o choro por ter perdido a chucha ou por ter tido um pesadelo.

São as primeiras a chegar juntos dos filhos quando começam a ter febre.

São as primeiras a levantarem-se de manhã, porque mesmo que os filhos já tenham acordado, precisam sempre da ajuda da mãe para ir à casa de banho, vestir-se ou ligar a televisão.

- As mães são sempre as últimas a ficar prontas de manhã - porque primeiro preparam as mochilas dos filhos, ajudam-nos a lavar a cara, os dentes, a pentear-se, fazem o pequeno almoço, ajudam a vestir, resolvem birras matinais e só depois, nuns míseros cinco minutos porque já não há tempo para mais, ficam prontas para sair para o trabalho.

- As mães são sempre as primeiras a saber que o seu filho está a ficar doente, porque mesmo que ainda não tenha febre nem tosse, há alguma coisa que lhe diz que há algo errado.

- As mães são sempre as últimas a terminar uma refeição - porque durante a mesma, serviram os filhos, ajudaram a comer a sopa, cortaram a carne, ajudaram a terminar os legumes e ainda descascaram a fruta.

E só depois conseguiram avançar para o seu prato e terminar a refeição, com a comida já fria, claro.

 

20
Abr17

Dia das profissões na escola do miúdo


Sofia Serrano

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O mais pequeno está a falar sobre as profissões na escola. Os pais foram convidados a dar a conhecer a sua profissão, e hoje foi a minha vez de lá ir explicar o que era isto de ser médica obstetra.

Ele ajudou-me a preparar a apresentação em casa. Escolhemos umas imagens para explicar a todos os meninos este mundo dos "bebés na barriga" , e ele quis levar uma bola para os amigos perceberem que o pequeno bebé-feijão cresce até um tamanho considerável, mais ainda se forem gémeos! 

Também lhes expliquei que os bebés estavam dentro de "água" (o líquido amniótico) e que "comiam" e "respiravam" pelo cordão umbilical. Depois, brincamos aos médicos obstetras e grávidas :) e todos aprenderam a explicar às futuras mães o que podem comer, a pesá-las e a apontar os números no livro da Grávida.

Experimentaram fazer ecografias e perceberam como nascem os bebés e o que é preciso que o médico faça quando os está a ajudar a nascer.

 

17
Abr17

Vitamina D


Sofia Serrano

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A água está ótima, as praias com pouca gente e há muitas conchas para apanhar! Estamos a aproveitar as férias para repor os níveis de vitamina D, depois de um inverno cinzento e chuvoso. Por mim, tinhamos bom tempo todo o ano!

Sabiam que mesmo num país como o nosso, com muitas horas de sol todo o ano, uma parte importante da população tem défice de vitamina D?

A verdade é que passamos muitas horas dentro de casa ou no trabalho, e quando nos expomos ao sol, geralmente temos protetor solar (mesmo os cremes de rosto hidratantes ou antirugas têm protetor solar!).

A vitamina D é muito importante para o nosso organismo, participando em várias funções. Vários estudos têm relacionado o défice de vitamina D com maior probabilidade de cancro da mama ou de esclerose múltipla, entre outros problemas para a saúde.

O corpo produz vitamina D a partir do colesterol, quando a pele é exposta à luz solar, convertendo o colesterol na tão importante vitamina.  Também é encontrada em certos alimentos, como peixes e produtos lácteos enriquecidos, mas a verdade é que a exposição solar é a maior fonte de vitamina D.

Com isto não quero dizer que nos devemos expor ao sol indiscriminadamente - atenção ao cancro da pele!

No entanto, devemos apanhar pelo menos 30 minutos diários de sol, sem protetor solar, numa altura de "sol bom". E devemos tentar passar mais tempo "lá fora", nos parques, nas esplanadas, na praia, no campo! Faz bem a todos da família, ao corpo e à mente, e a nossa saúde agradece.

 

16
Abr17

Confissões de uma médica #14 : o mundo está a mudar


Sofia Serrano

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Vivemos num mundo maravilhoso. Com um sol fantástico, paisagens bonitas. Cheio de diferentes culturas e tradições. Com amor e amizade. Mas também recheado de desigualdades, discriminação, guerra, doenças.

Nas últimas semanas voltamos a ouvir falar do sarampo. Uma doença que estaria erradicada até...bom, até deixarmos de ter uma população vacinada. O sarampo voltou, como a tosse convulsa. Por várias razões possíveis, desde os pais que optam por não vacinar as crianças (quero acreditar que por estarem mal informados) até ao facto de recebermos no nosso país pessoas provenientes de zonas do mundo onde não existe um plano de vacinacão.

A verdade é que já ninguém está habituado a ver ou tratar sarampo. Há mais de 30 anos era frequente, mas em 2016 tinha sido erradicada de Portugal.

 

 

Por isso, é muito fácil alguém entrar no nosso pais com a doença (que é altamente contagiosa), achar que está com uma simples virose, e em poucos dias contactar com muitas pessoas - nos centros comerciais, numa ida ou cinema ou no supermercado - e infetar muita gente. Em particular, as crianças ou adultos que não foram vacinados. E se numa semana temos 4 casos, na semana seguinte podemos ter o dobro ou o triplo, e por aí em diante. O sarampo tem na maioria dos casos uma evolução benigna, mas nalguns pode ter complicações graves, como convulsões, pneumonia, sequelas graves ou mesmo morte.

O que é que podemos fazer? Em primeiro lugar, confiar no Plano Nacional de Vacinação e vacinar os nossos filhos, de forma gratuita - e confirmar se temos as nossas vacinas em dia. A moda de "não vacinar os filhos" tem surgido cada vez mais como uma têndencia das sociedades que vivem com segurança e conforto, a ponto de ignorar os riscos de doenças que parecem pertencer ao passado - mas que rapidamente voltam a surgir.

 

 

07
Abr17

O regresso do sarampo


Sofia Serrano

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Temos um excelente Plano Nacional de Vacinação no nosso país e felizmente muitas doenças graves têm desaparecido graças a ele. E é muito importante cumprirmos as vacinas nas alturas certas.

 

Em Portugal, a OMS reconheceu oficialmente a eliminação do virus do sarampo no verão passado, ainda que considere que a vacinação continue a ser essencial. Esta doença, provocada por um virus, é altamente contagiosa, a sua evolução é habitualmente benigna, mas, nos raros casos muito graves, pode resultar em sequelas neurológicas ou mesmo morte.

 

A verdade é que desde o início de 2017 já temos 5 casos de sarampo diagnosticados em Portugal, quatro deles no algarve neste último mês. Sabe-se que um dos casos corresponde a um adulto que veio da Venezuela, já infetado, mas as restantes são crianças uma delas com 11 meses, ainda sem idade para ser vacinada.

 

Como se apanha sarampo?

Altamente contagioso, o sarampo é propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes para outros não-imunizados (sem vacina). O período de incubação dura entre 10 e 14 dias. .

Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são:

  • Febre
  • Tosse persistente, conjuntivite

Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar infeção nos ouvidos, pneumonia, diarreia, convulsões e lesões no sistema nervoso.

 

O reaparecimento do sarampo é preocupante, porque era uma doença eliminada devido ao programa de vacinação, sobretudo das crianças - a vacina é administrada aos 12 meses. É muito importante darmos as vacinas aos nossos filhos,na altura certa, para evitar o reaparecimento destas doenças.

 

 

 

 

05
Abr17

Ideias para pequenos almoços saudáveis


Sofia Serrano

Tinha prometido deixar ideias para pequenos almoços mais saudáveis.

Nem sempre é fácil sair daquele registo do pão ou dos cereais de pequeno almoço, em particular para os miúdos. Mas é possível, basta ficarmos longe dos processados e dos açúcares :)

Por isso, respirar fundo e se for preciso, colocar o despertador 5 minutos mais cedo, pela saúde de todos.

 

Ideias para se inspirarem:

(as fotos são do nosso instagram, que podem seguir aqui)

 

1. Iogurte grego com banana, morango, canela e frutos secos

Os meus filhos adoram estes iogurtes. Também faço para levarem para a escola (são um bom lanche). Compro os iogurtes naturais gregos do Continente, daquelas embalagens grandes e vou utilizando à medida que preciso. Esmago uma banana, junto canela, frutos secos para ela (ele não gosta muito) e uns morangos por cima. Também podem adoçar com um pouco de mel, se necessário (já não costumo colocar, a fruta já adoça bastante). Podem também escolher outras frutas: triturem na liquidificadora e juntem ao iogurte - manga e pera ficam ótimas.

 

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2. Papas de aveia

São uma alternativa aos tradicionais cereais, mas mais saudáveis. Não faço nada de receitas complicadas, basta pegar numa panela com água quente ao lume, colocar os flocos de aveia e ir mexendo até ficarem com a consistência preferida. Junto canela e uma casca de laranja no lume. Às vezes cozo também com pedaços de maça e passas de uva. A miúda adora colocar mel por cima. E se fizerem mais num dia, basta guardar no frigorífico e na manhã seguinte aquecer no microondas.

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03
Abr17

Sobre o tempo que passa depressa demais (e não volta para trás)


Sofia Serrano

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Ora bem, sou só eu que tenho a sensação de que o tempo está a passar a uma velocidade vertiginosa?

Ainda ontem era Natal e já estamos em abril?

A verdade é que entre consultas, cirurgias, levar e buscar miúdos à escola, atividades, aproveitar dias bons, os dias e as semanas desaparecem num ápice.

Muitas vezes tento desacelerar: só aquele momento de fechar os olhos e respirar. Mas a verdade é que são poucos segundos, porque pouco depois há outra consulta para fazer ou um miúdo a chamar pela mãe, um telefonema para responder ou um compromisso inadiável.

Dou por mim, muitas vezes, a pensar como seria um mundo com calma. Sem horários nem tarefas obrigatórias. Com tempo. Tempo para tudo: para acordar, para fazer um pequenos almoço e comer com calma, em família. Tempo para aprender nas escola, sem metas curriculares nem pressão, a conversar tranquilamente sobre temas interessantes. Tempo para os pais estarem com os filhos. Tempo para os miúdos brincarem sem pressas. Tempo para não fazermos nada e só ficarmos a sentir o quente do sol na pele e a brisa a soprar no cabelo. Tempo para adormecer com os dois no colo, no sofá, depois de uma história daquelas grandes, que lemos durante vários dias, mas que nunca nos apetece parar.

Já tentei mil e uma maneiras para ter mais tempo, mas sinto que ele me escapa por entre os dedos. Sinto que a vida passa depressa demais. Tenho a sensação de estarmos neste carrossel colorido, que tomou balanço e anda cada vez mais depressa.

 

 

 

 

04
Mar17

Programa em família: Sagres


Sofia Serrano

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É sempre bom fugir à rotina. E é sempre bom estar junto ao mar e renovar energias!

O sol do Algarve, mesmo com o frio do inverno, convida a passeios e a aproveitar a natureza.

Estivemos em Sagres em família, a passar um fim de semana e adorámos!

Fomos experimentar um dos hotéis mesmo junto à praia, que uns amigos nos recomendaram, e foram uns dias fantásticos.

O quarto com uma vista lindíssima (ficamos em 2 quartos comunicantes com os miúdos), piscina interior, e muitos espaços para as crianças brincarem, com jogos variados e kids club com animador.

 

 

26
Fev17

À segunda é bem melhor!


Sofia Serrano

 

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Por mais preparadas que estejamos, o pós-parto é uma fase muito difícil. E se estivermos a falar do primeiro filho, mais ainda.

Costumo dizer que vale a pena ter mais do que um filho para aproveitar tudo melhor, porque me lembro perfeitamente do drama que foi o primeiro puerpério, e de o segundo ser muito mais descomplicado e tranquilo.

 

Ser mãe de primeira viagem é tramado. E quando se fala em particular daquele célebre primeiro mês depois do nascimento do nosso bebé, esqueçam.

Todo o glamour da gravidez desapareceu, as hormonas estão em completa anarquia, temos um ser minúsculo à nossa responsabilidade e de repente não sabemos fazer nada e duvidamos de tudo. Eu achava que ia ser tudo muito simples, porque afinal era médica, e lidava com bebés todos os dias, mas a imponência de ter o meu bebé à minha responsabilidade, com um monte de hormonas descontroladas mudou completamente os meus planos.

 

O 1º pós-parto?

Desde um simples banho ao leite tudo é complicado. E de repente parecemos ermitas, cabeleireiro e maquilhagem zero e a linha de pensamento só tem cócó-mama-fralda-baba-cocó-mama...and so on. Almoçamos às 4 da tarde (ou nem comemos decentemente), só tomamos banho ao final do dia quando chega o pai, temos olheiras até aos pés pelas noites em claro, com um bebé a adaptar-se a esta vida fora do útero.

Objectivo: Sobreviver.

 

O 2º pós-parto!

A tendência é para descomplicar.

Já há outro ser pequeno em casa à nossa responsabilidade, que também precisa de atenção e de uma rotina, já estamos mentalizadas vpara todas as dificuldades e acima de tudo, já temos treino na coisa.

E é tudo muito mais soft.

 

 

 

Os meus livros

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