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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

26
Fev17

À segunda é bem melhor!


Sofia Serrano

 

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Por mais preparadas que estejamos, o pós-parto é uma fase muito difícil. E se estivermos a falar do primeiro filho, mais ainda.

Costumo dizer que vale a pena ter mais do que um filho para aproveitar tudo melhor, porque me lembro perfeitamente do drama que foi o primeiro puerpério, e de o segundo ser muito mais descomplicado e tranquilo.

 

Ser mãe de primeira viagem é tramado. E quando se fala em particular daquele célebre primeiro mês depois do nascimento do nosso bebé, esqueçam.

Todo o glamour da gravidez desapareceu, as hormonas estão em completa anarquia, temos um ser minúsculo à nossa responsabilidade e de repente não sabemos fazer nada e duvidamos de tudo. Eu achava que ia ser tudo muito simples, porque afinal era médica, e lidava com bebés todos os dias, mas a imponência de ter o meu bebé à minha responsabilidade, com um monte de hormonas descontroladas mudou completamente os meus planos.

 

O 1º pós-parto?

Desde um simples banho ao leite tudo é complicado. E de repente parecemos ermitas, cabeleireiro e maquilhagem zero e a linha de pensamento só tem cócó-mama-fralda-baba-cocó-mama...and so on. Almoçamos às 4 da tarde (ou nem comemos decentemente), só tomamos banho ao final do dia quando chega o pai, temos olheiras até aos pés pelas noites em claro, com um bebé a adaptar-se a esta vida fora do útero.

Objectivo: Sobreviver.

 

O 2º pós-parto!

A tendência é para descomplicar.

Já há outro ser pequeno em casa à nossa responsabilidade, que também precisa de atenção e de uma rotina, já estamos mentalizadas vpara todas as dificuldades e acima de tudo, já temos treino na coisa.

E é tudo muito mais soft.

 

 

 

05
Dez16

10 coisas que todas as mães fazem (mas têm vergonha de admitir)


Sofia Serrano

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1. Comer chocolates às escondidas dos miúdos, principalmente depois de lhes explicarmos que o chocolate faz mal aos dentes, engorda e que se comermos muito pode fazer dor de barriga.

 

2. Falar em inglês sempre que não interessa que os mais pequenos percebam a conversa. Ou em francês. Ou num dialecto misturado, com palavras estrangeiras metidas pontualmente naquelas expressões que não convém que eles ouçam.

 

3. Adormecer (de exaustão!) muito primeiro que eles, quando nos propomos a adormecê-los - e acordar com a luz do quarto acesa e eles a brincarem, felizes da vida.

 

 

21
Set16

8 coisas que vão fazer os nossos filhos felizes


Sofia Serrano

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Foto : Pau Storch

 

Os nossos filhos são o melhor do mundo.

E há pequenas coisas que os ajudam a crescer felizes, e que eles nunca vão esquecer (e crianças felizes significam pais felizes e famílias felizes!):

 

1. Serem acordados por um beijo e um sorriso dos pais - mesmo nos dias mais difíceis.


2. Termos, todos os dias, tempo para eles - mesmo que sejam só 10 minutos, mas 10 minutos só deles. Para brincar com as bonecas, construir legos, jogar às escondidas ou fazer corridas de carrinho. Ou só para conversar.

 

3. Ouvi-los. Ter paciência para ouvir o que eles nos querem contar e ajudá-los sempre que preciso. Às vezes só é mesmo preciso ouvir.

 

4. Ensiná-los: a dizer "por favor" e "obrigada". Ensiná-los o respeito, pelos outros e por nós próprios.

 

27
Jun16

Como é que nos tornamos "naqueles pais"


Sofia Serrano

 

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Pela boca morre o peixe. A frase mais verdadeira de sempre no que toca à maternidade. Ou parentalidade.

Quero com isto dizer que quando somos solteiros e não temos filhos, facilmente emitimos opiniões sobre os filhos dos outros e sabemos sempre como educaríamos os nossos.

Criticamos tudo e mais alguma coisa e temos a certeza absoluta que faríamos melhor. Muito melhor, sem sombra de dúvida.
Por exemplo, quando saíamos para jantar e tínhamos o azar de ficar sentados ao lado de um casal com filhos pequenos, que faziam barulho e atiravam com a comida, tínhamos a certeza que os nossos nunca se portariam assim. Nem fariam birras por não quererem comer a sopa e muito menos utilizaríamos como estratagema para os manter quietos o iphone ou o ipad com filmes do ruca.


Não.

Nós educaríamos os nossos filhos e eles seriam civilizados.

E birras em pleno supermercado, com aquele filme de se atirarem para o chão a espernear?

 

 

24
Mai16

Verdades sobre as mães


Sofia Serrano

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1. As mães querem ser perfeitas, mas a maior parte do tempo ficam muito longe disso, porque estão cansadas, perdem a paciência ou afinal, não lhes interessa nada a perfeição. (Só lhes interessa mesmo que os filhos estejam felizes e que consigam chegar ao sofá para descansar as pernas e a cabeça 10 minutos)

 

2. As mães fazem listas e apontam tarefas e datas importantes em todo o lado - no telemóvel, no iPad, na agenda. Para não se esquecerem de nada e darem aquele ar "tenho tudo sob controlo e nada me escapa" .Sabem sempre as datas das festas da escola e das reuniões (que os pais nunca sabem). E corre tudo bem, até perderem um destes itens fundamentais.

 

3. As mães ficam cansadas e também adoecem. Apesar de parecer que têm superpoderes e são imunes a qualquer microrganismo, apesar de conseguirem tratar de duas crianças doentes dias a fio, sem falhar medicação e sem ceder ao cansaço, quando as tempestades amainam, as mães também se vão a baixo. E precisam de tempo para recuperar - e mimos. 

 

4. As mães não têm todas as respostas. Às vezes não sabem resolver certos problemas da escola. Muitas vezes não sabem qual é a escolha mais acertada para o futuro dos filhos - a escolha da escola é daquelas coisas que lhes dá cabo da cabeça. Na maioria das vezes decidem confiar na sua intuição- e no coração. Não, as mães não sabem tudo. E muitas vezes têm dúvidas.

 

5. As mães precisam de tempo para respirar. Para tomar um banho sossegadas. Para ir correr 20 minutos. Para se sentarem a ler um livro. Precisam de alguns instantes sem serem sempre elas a atenderem aos pedidos dos filhos, sem serem elas a fazer o jantar ou a preparar tudo para o dia seguinte. Precisam de tempo para não fazerem NADA. Para, instantes depois, terem energias renovadas para voltar a fazer TUDO outra vez.

 

 

 

20
Mai16

Sobre esta coisa de andar com o coração fora do peito


Sofia Serrano

Ter filhos é isto: andar em constante preocupação com os perigos da vida em geral, querer protegê-los de tudo o possível e imaginário e as mesmo tempo ajudar a ganhar asas para os seus próprios voos.

 

Não é nada fácil, e suspeito que não tem tendência a melhorar.

E vê-los doentes e não ter uma varinha mágica para os deixar curados em instantes é angustiante. (o R. diz sempre que devia ser proibido os filhos ficarem doentes, e eu concordo em absoluto)

 

Isto para dizer que ultrapassamos uma difícil semana de tosses, febres e manchas, com diagnósticos com nomes complicados, horas de sono perdidas, dias sem apetite.

Agora parece estar tudo a voltar ao normal. Até o sol e o calor resolveram, finalmente, dar um ar de sua graça. Que as boas energias venham para ficar!

 

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10
Abr16

Dia dos irmãos


Sofia Serrano

 

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Quando nasceu o irmão, a vida dela mudou.

Não foi fácil aprender a dividir o espaço com o recém-chegado, ela, a princesa da casa. Continua a ser a princesa.

Mas ele, com o seu sorriso maroto e a sua simpatia e generosidade conquistou-a. Desde pequeno que ela é o modelo, e quer fazer tudo o que ela faz. Nunca se esquece de repartir tudo com ela, mesmo o queijo que ela detesta.

Um não acorda sem acordar o outro. Brincam juntos a tudo, e ela até já o convenceu a vestir-se de princesa. Ele senta-se ao lado dela quando ela está a fazer os TPCs, e pediu-lhe para lhe ensinar a escrever o nome. Foi ela que o ensinou a escrever P-E-D-R-O, que agora rabisca, com muito orgulho, quando tem papel e lápis.

 

 

19
Mar16

O trabalho mais importante do mundo


Sofia Serrano

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Há muitas coisas que tem de ser a mãe. Mas o amor pelo pai é uma coisa maravilhosa. E quando os vou buscar à escola, já perguntam se o pai já estará em casa. Para lhe contarem as aventuras do dia, para mostrar as cartas novas da coleção, para brincarem. É o pai que ensina a jogar à bola, que brinca com as caricas que andamos a guardar religiosamente, que joga ao berlinde. Que se esconde melhor quando andamos pela casa a brincar às escondidas. Que os atira ao ar para os fazer rir à gargalhada e os apanha em segurança.

 

 

05
Mar16

5 coisas que os pais deixam de fazer depois de terem filhos


Sofia Serrano

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Ter filhos é uma coisa fantástica - há momentos extraordinariamente belos, outros assustadores. Acima de tudo, sermos pais significa embarcarmos numa gigantesca aventura.

A verdade é que a vida muda por completo. E é quase certo que quando nos tornamos pais, há coisas que deixamos de fazer:

 

1. Nunca mais conseguimos dormir as horas que entendermos. Primeiro há um bebé que acorda de 3 em 3 horas, depois há miúdos madrugadores, chuchas perdidas durante a noite, pesadelos. E quando chega a sábado e achávamos que iamos dormir (finalmente!) até mais tarde, às 6:00 da manhã os miúdos já estão acordados e não descansam enquanto não levantam toda a família. Pais = dormir o que se pode, quando se pode.

 

 

29
Jan16

A mãe é que sabe


Sofia Serrano

Aqui por casa estamos na fase "a mãe é que sabe".
Mal toca o despertador, a mãe é que sabe lavar a cara, a mãe é que sabe pentear.

Só a mãe é que sabe fazer o pequeno-almoço, só a mãe é que sabe preparar o lanche para a escola. A mãe é que sabe que hoje há ginástica, só a mãe é que sabe vestir os collants e ajeitar a camisa da farda da maneira certa.

A mãe é que sabe fazer a trança sem ficar torta, a mãe é que sabe vestir casacos e correr o fecho à altura ideal. A mãe é que sabe preparar as mochilas da natação, a mãe é que sabe ajudar a fazer os TPCs. A

mãe é que sabe fazer o jantar, contar a história para adormecer e dar os beijinhos especiais para terem bons sonhos.


E só a mãe é que sabe chegar ao fim do dia e adormecer no sofá, de cansaço.


Por isso, agora, assim que começa a conversa do "a mãe é que sabe!" , eu digo "Verdade, mas que tal ensinarem ao pai?" 😉

 

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