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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

03
Mar14

Coisas que acontecem numa viagem à neve com os miúdos


Sofia Serrano

O inverno parece infindável e, às tantas, rendemo-nos e decidimos planear uma viagem à neve para toda a família. Já que está frio e o verão parece uma miragem, então que esteja frio a valer e que haja diversão!
Eu gosto de planear as coisas, mas aprendi que com os mais pequenos geralmente sai tudo furado.

Ainda assim, era isto que eu tinha em mente quando decidimos levá-los a ver a neve:

- Vamos todos de carro e devemos demorar umas 4-5 horas, no máximo, por isso ainda dá para aproveitar o primeiro dia
- Levo os meus CDs preferidos para o caminho - a Ana Carolina, The Gift, Snow Patrol 
- O chalé vai estar quentinho e acolhedor
- É só equipar toda a gente e sair para brincar na neve
- O tempo vai estar fabuloso (apesar de frio) e portanto vamos conseguir fazer bonecos de neve, esquiar e andar de trenó
- Vamos conseguir diversão e descanso em simultâneo (quem sabe consigo acordar depois das 9h!)







O que realmente acontece em viagens à neve com os miúdos:

- Demoramos o dobro do tempo planeado a chegar, porque eles têm fome, xi-xi ou estão fartos de estar no carro, ou porque é preciso mudar o mais pequeno, porque a fralda deixou passar o xi-xi e está molhado
- Durante a viagem TODA ouvem-se as histórias infantis do Pingo Doce (publicidade à parte, que os senhores não me pagam para isso) e portanto ficamos todos a saber a história do Macaco do Rabo Cortado, da Casinha de Chocolate e do Príncipe das Orelhas de Burro
- Há um vento terrível à chegada (a roçar a tempestade); felizmente o chalé está quentinho, confortável e é super acolhedor, ideal para um fim-de-semana romântico...a 4.
- Acordamos com chuva. E vento. Que derreteu a neve junto ao chalé.Bolas.
- Tentamos ir para a zona das pistas de ski. Consegue-se chegar lá de carro, mas é impossível sair do carro. Bom, vamos lá ao fim-de-semana romântico no chalé quentinho.
- Cai uma tempestade inexplicável, com chuva e vento que fazem abanar todo o chalé. Sinto-me como a Heidi num dos episódios de tempestade na montanha. Os miúdos adoram e brincam divertidíssimos.
- Rezamos para o tempo estar melhor no próximo dia. Claro que o mais pequeno fica com febre durante a noite, um clássico nas viagens em família. Passamos a noite acordados, entre febre e tempestade.
- De manhã está sol. Durante cerca de 30 minutos. Ainda assim, o tempo melhora e o mais pequeno já não tem febre e parece que não é nada com ele. Vamos lá equipar toda a gente e brincar na neve!
- O mais pequeno adormece no carro. Mãe e filha brincam na neve. Depois trocamos. O mais pequeno acorda e vê a mana na neve e claro que também quer ir. Mas não quer calçar as luvas. E não quer mexer na neve sem luvas. Acha aquilo tudo muito estranho, e acima de tudo gelado. E ali ficamos neste impasse, e ele às tantas grita "Páia!", que é como quem diz PRAIA. Pronto. Estamos entendidos. Está na hora de ir embora.




Adoro viagens em família. E confesso que já estou com saudades ;)
30
Mai13

Road trip com miúdos 3: casamento à espanhola


Sofia Serrano

Acordamos cedo, como costume, com o mais pequeno a conversar naquela língua que só ele percebe. Rapidamente a mana se levanta também e lá andam a explorar o quarto de hotel. Leitinho para o P. e  descemos para o pequeno-almoço, o delírio da M., que adooora pequenos-almoços em hotéis e quer sempre petiscar tudo!
Depois temos a manhã livre para explorar a zona. Perto do hotel há um parque infantil, que se torna rapidamente paragem obrigatória. Está calor e um céu azul, sem nuvens. Tivemos sorte com o tempo, e os vestidinhos para o casamento não vão precisar de agasalho extra. Sabem tão bem uns dias fora!




Gosto de passear pelas ruas, ver as cores das casas, sentir o sol. A M. brinca com umas espanholitas, percebe pouco do que dizem mas a linguagem da brincadeira é universal.
Voltamos ao hotel e toda a família se põe bonita num instante ( a minha oportunidade de usar aquelas coisas na cabeça que se usam em Espanha!).
O casamento é numa catedral fabulosa. A M. delira com a entrada da noiva. O P. começa a reclamar com fome. Levo-o para a rua e à sombra da catedral, a ver os pássaros lá come a sopinha enquanto aponta para todo o lado. Está calor, muito calor. 
Entretanto começam a sair nuestros hermanos da igreja (não, a cerimónia ainda não acabou) e decidem sentar-se mesmo ali na esplanada em frente à catedral e pedem tapas e canas. Resolvo fazer o mesmo.





Os noivos saem da igreja. 
Voam papelinhos e ouvem-se exclamações de felicidade em duas línguas.
A festa continua. 
Um palácio, jardins verdes, fontes. Animação, comida. Festa à espanhola pela noite dentro.
Pais com miúdos a caminho do hotel mais cedo.



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28
Mai13

Road Trip com miúdos 2: a viagem


Sofia Serrano

Acordo com uma miúda hiperexcitada. São 5:00 da manhã. Queria sair cedo, mas também não exageremos! Explico-lhe que sim, vamos para Espanha hoje, mas que ainda pode ir dormir mais um bocadinho ( e eu também!). Lá se convence e volta para o quarto (e felizmente não resolveu acordar o mano também, que dorme no mesmo quarto que ela!).
Claro que na altura de acordar para sairmos, dormiam os dois pacificamente. Carro carregado, família alimentada e cá vamos nós em direcção à terra de nuestros hermanos!
GPS com uma senhora mais simpática que a anterior, CDs com as histórias tradicionais com música (obrigada senhores do Pingo Doce!), água, fruta e bolachinhas, boiões de fruta e afins no banco de trás. Músicas da Disney, Snow Patrol, Ana Carolina, One Republic. Uma mochila com brinquedos.
Vinte minutos depois de termos saído, já se ouve a M. a perguntar "Mãeeee, já estamos em Madrid?"....Lá volto a explicar que vai ser uma viagem comprida. E ela muito tranquilamente pega na mochila e começa a tirar brinquedos. O pequenino dorme. Parece que as coisas vão correr bem.


Em Sevilha lá paramos para pôr gasolina (que afinal não está muito mais barata que em Portugal) e esticamos as pernas. O P. também sai da cadeirinha, e faz o que ele mais gosta no carro - sentar-se ao volante, carregar na buzina e espalhar CDs! Petisca-se qualquer coisa. E prometemos parar em Mérida para almoçar, o que deixa a M. super-excitada : "Mãe, é lá que vive a princesa? Vamos ver a Mérida??? Yes!!!!" (não é bem, mas pronto, a motivação é importante)
Pelo caminho  conversamos sobre a escola e os amigos. Ela faz perguntas sobre Espanha e Portugal, porque é que nós já não temos reis e em Espanha há. Vê muitos palácios e castelos pelo caminho e sente-se uma princesa. O P. vai brincando com o ursinho musical e também não refila.


Paramos em Mérida para almoçar. O primeiro contacto com a comida espanhola da M (o P. lá comeu a sopinha da mãe, feita nesse dia antes de sairmos, a olhar para os passarinhos que voavam por ali). "Queres sopa? Esta é uma sopa espanhola especial, chama-se Gaspacho" Claro que depois de perceber que por ali havia tomate ( que ela não gosta) fez cara feia e passou directa ao segundo prato, que devorou num ápice. E depois um docinho de sobremesa, que de vez em quando também faz bem. Sim, uma das coisas boas das viagens é que os miúdos ficam cheios de apetite e comem lindamente. O P. ainda andou a treinar a andar por ali (ainda com ajuda) e a M. brincou um bocado, porque ainda tinhamos umas boas horas de carro antes de chegar ao destino.


Tudo pronto, de volta ao carro. Muitas aves de rapina pelo caminho. O mais pequeno adormeceu, solidário com la siesta. A M. acha que já é crescida, e se puder fazer qualquer coisa para evitar dormir a sesta, é mesmo isso. Portanto, lá parámos mais umas vezes, porque se lembrou que queria fazer xixi e afins para evitar cair no sono.



Ao fim da tarde, avistamos Madrid. Depois de um percurso sem portagens até então (quase 700 km) lá pusemos a mão ao bolso para entrar na capital espanhola. O nosso destino era mais a norte, Alcalá de Henares, uma região considerada património da humanidade. Agora dormem os dois. A senhora do GPS manda-nos por um atalho manhoso para chegar ao hotel, e o carro consegue sobreviver ao trajecto.
Carro estacionado, check-in feito. O hotel parece confortável, mas no quarto só podiam por uma cama extra para a M. Acabámos por levar a cama de viagem para o P. e lá se colocou num recanto (nota mental: para a próxima, ficar num hotel family-friendly).
Os miúdos acordam. Tudo para o banho e depois ainda há energia para umas Tapas com os amigos (e os miúdos). A M. adora petiscos e andou a experimentar tudo, mas o balanço global da comida não foi muito positivo - pois se estava convencida que "croquetes espanhóis" eram os nossos croquetes, depois da primeira dentada sentiu-se enganada e a partir daí foi um rol de desilusões gastronómicas ("gosto mais da comida portuguesa!").



A festa espanhola acabou cedo (para nós). Os mariachi continuaram, a sangria e o vinho. Nós regressamos ao hotel, os miúdos a dormirem (um no carrinho, outro ao colo).
No dia seguinte há tempo para passear e à tarde para a fiesta.

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27
Mai13

Cooperação ibérica


Sofia Serrano

...é quando um espanhol, já mais para lá do que para cá depois das tapas e das canãs, enfia o cartão do hotel na ranhura errada de acesso à garagem (e não percebe porque a porta não abre!) e aqui a portuga saca de uma pinça de arranjar sobrancelhas da carteira (qual Macgyver) e resolve uma potencial fonte de conflitos ibéricos (aproveitando depois para entrar também na garagem sem usar o respectivo cartão).
27
Mai13

Road Trip com miúdos 1: planear a viagem


Sofia Serrano

Tudo começou com um convite para um casamento em Espanha.
Uma óptima oportunidade para fazer um fim-de-semana prolongado, estar com os amigos, passear.
E um casamento espanhol! Uma festa gira, gira! Vamos lá!

E os miúdos? Levá-los ou não?

Nós somos daqueles pais que andamos com os miúdos atrás 
(sim, e eu sou uma mãe galinha assumida!) 
Sei que podiam ficar com os avós, mas eu sou daquelas mães que depois passava a viagem a pensar o que estavam a fazer, se estariam bem (e telefonava de 5 em 5 minutos!). 
E nós adoramos viajar em família. 
Portanto, miúdos, sim.
E como ir?
Resolvemos ir de carro - acaba por ficar mais em conta e podemos levar mais tralha dos miúdos.
Claro que atravessar meia península ibérica com 2 miúdos pequenos exige planear as coisas, de modo a que a viagem seja o mais confortável possível para todos.
Planear o percurso é fundamental, em particular se formos para uma zona que não conhecemos. Com o GPS tudo é mais fácil, claro.
E depois é fazer as malas - roupa variada para os miúdos, porque o tempo é instável, fatiotas para o casamento, medicamentos para situações SOS, comida para o mais pequeno e uns snacks para os crescidos.

Problema:
O mais pequeno NÃO come de todo sopa de boiões - eu juro que já comprei todas as marcas possíveis e imaginárias e o resultado é sempre o mesmo: cara de agonia, fecha a boca e já não a abre (desafio as marcas de comida para bebés a arranjarem uma sopa que ele coma!). Portanto basicamente ele gosta é da sopinha com carne da mãe, acabadinha de fazer.
Solução:
Fazer sopa para levar em doses individuais, refrigerada, e colocar no frigorífico do hotel (correu bem!). Os boiões de fruta escapam :)



A não esquecer para o caminho, para conseguir sobreviver até ao fim do percurso:
- roupas confortáveis (vão passar muitas horas no carro, dormitar, brincar, o ideal é não serem muito quentes nem apertadadas)
- água e snacks para ir petiscando
- brinquedos para se distrairem e CDs com histórias e músicas infantis
- parar de 2 em 2h para esticar as pernas, tirar miúdos das cadeirinhas, refrescar as ideias e etc.

E pronto, estamos preparados para a viagem!
Mais dicas para sobreviver a uma Road Trip com os miúdos em breve!

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26
Mai13

Como conhecer todas as bombas de gasolina da peninsula ibérica (em 3 passos)


Sofia Serrano

1. Decidir fazer uma viagem a Madrid, DE CARRO, e partir do algarve.

2. Levar duas crianças, de preferência do menos de 5 anos.

3. Começar a viagem.

(sinto-me uma verdadeira ASAE ibérica, já inspeccionei as condições sanitárias de metade dos estabelecimentos espanhóis e quase todos os portugueses)

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