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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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Café, Canela & Chocolate

25
Mar16

Páscoa no alentejo


Sofia Serrano

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Vir a este cantinho alentejano é regressar a casa. Há tranquilidade e uma energia revigorante, em simultâneo. Há este mar único. Espaço para correr, praia para brincar, relva para ficar só a apanhar sol. Frio (muito frio) à noite, e o calor dos amigos e dos petiscos.

É Porto Côvo. 

O nosso sítio especial. De sempre, para sempre.

 

 

 

23
Mar16

Porque é que comemos folares na Páscoa?


Sofia Serrano

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Eu confesso que gosto de saber as histórias que dão origem às tradições.

Para quando os meus filhos me fazem aquelas perguntas do tipo “Mãe, porque é que comemos folar e ovos de chocolate na Páscoa?”, eu ter uma resposta, e até poder contar uma história gira, da qual eles não se esqueçam mais (nem eu).

 

31
Mar13

Boa Páscoa (queremos MAIS chuva, São Pedro!!!)


Sofia Serrano

Pronto, agora a sério.
Vou desistir daquela coisa de pedinchar sol e calor e flores e passarinhos a cantar e praia e tal e tal. A sério. 
Agora vou começar a pedir MAIS chuva. Mais e mais e mais!!!! E frio. E vento. Pronto, é isto que eu quero, São Pedro!!!!

(sim, estou completamente convencida que ou são os senhores da Troika que também impuseram o corte do Sol e do calor no memorando, ou o São Pedro anda num mood do contra. Como contra os senhores da Troika pelos vistos ninguém pode fazer nada, ao menos vamos à psicologia reversa com o São Pedro - pode ser que, se toda a gente pedir mais chuva, ele mande os dias bons, só para contrariar!)

Isto tudo era mesmo só para desejar uma boa Páscoa.
( e sim, também nos levaram mais uma hora, não bastavam os outros cortes...)


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30
Mar13

A história por detrás da tradição (folares e ovos)


Sofia Serrano


Às vezes, muitas das coisas que fazemos por tradição, nem sabemos bem porque as fazemos. Eu confesso que gosto de saber as histórias que dão origem às tradições. Para quando a M. faz aquelas perguntas do tipo "Mãe, porque é que comemos folar e ovos de chocolate na Páscoa?", eu lhe possa contar uma história gira.

E se formos procurar nas raízes dos folares portugueses, encontramos a lenda do Folar da Páscoa, tão antiga que se desconhece a sua data de origem.

Conta a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer. Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana escolheu Amaro, o lavrador pobre.

Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe.
No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar.
Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante.
Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo.
Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação.
Durante as festividades cristãs da Páscoa, o afilhado costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta,no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.



E os ovos de chocolate?
Em várias culturas antigas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, havia por hábito dar de presente ovos, com a chegada da Primavera, para que a estação fosse fértil e abundante.
Nesse altura, muitos desses povos realizavam rituais de adoração a Ostera, a deusa da Primavera. Há representações desta deusa pagã representada na figura de uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos. Nesta imagem há a conjunção de três símbolos (a mulher, o ovo e o coelho) que reforçavam o ideal de fertilidade comemorado entre os pagãos.

A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a organização do Concilio de Niceia, em 325 d.C.. Neste período, os clérigos tinham a expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de algumas antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideal cristão. A partir de então, começaram a pintar vários ovos com imagens de Jesus Cristo e sua mãe, Maria.

No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. Até que chegássemos ao famoso ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a descoberta do continente americano.

Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História. Depois disso, a energia dessa maravilha retirado da semente do cacau também reforçou o ideal de renovação sistematicamente difundido nessa época.





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