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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

12
Dez16

Programa em família: Kidzania


Sofia Serrano

 

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Este domingo fomos, em família à Kidzania.

Foi a nossa primeira visita a esta cidade das crianças - e adorámos, todos!

É uma cidade construída à escala dos mais pequenos, onde eles podem brincar aos adultos, e escolher entre mais de 60 profissões! As atividades onde podem participar são simultaneamente divertidas e pedagógicas, e percebemos que os valores e regras de cidadania estão sempre muito presentes.

Na Kidzania, a moeda oficial é o kidzo, e para ganharem kidzos, os miúdos têm de trabalhar nas profissões que mais gostarem. Depois podem depositar o dinheiro no banco, gastá-lo em várias atividades ou fazer compras na loja dos kidzos.

 

O Pedro e a Mariana estavam maravilhados por poderem fazer tudo "como os crescidos" e experimentaram uma série de profissões:

 

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O Pedro quis ajudar a construir uma casa e adorou!

 

 

17
Nov16

Prematuros - o desafio de nascer antes de tempo


Sofia Serrano

 

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Apesar de todos os esforços e melhorias nos cuidados de saúde, a prematuridade não tem diminuído nos últimos anos. Ser prematuro significa chegar antes de tempo, e é uma situação complicada para todos os envolvidos. Um desafio constante, para todos.

 

Para o bebé, que chegou cedo demais e ainda não está preparado para as agressões deste mundo. É preciso ficar numa incubadora, estar ligado a tubos e diversos aparelhos que tentam fazê-lo crescer o melhor possível. É preciso lutar todos os dias para conseguir respirar, para conseguir alimentar-se, para sobreviver fora do ambiente protetor e confortável que tinha na barriga da mãe.

 

Para os pais, que esperavam um bebé de termo, que fosse com eles para casa. Têm de enfrentar a angústia diária de ver o seu bebé com tubos, de não o poder ter sempre no colo, de não o conseguirem proteger deste mundo para o qual ainda não está preparado. A angústia do oxigénio, das gramas, de aprender a engolir. De o ver ser submetido a um sem fim de exames. A angústia de ter de ir para casa no final do dia, sem o seu bebé.

 

Para os profissionais de saúde, que trabalham com os pais e com os bebés.

Os obstetras, que têm o papel de ajudar estes bebés que precisam de nascer mais cedo a chegarem a este mundo da melhor forma possível. Que tentam sempre que os bebés cresçam o máximo tempo possível na barrigas das mães e que têm de decidir quando é mais seguro fazê-los nascer, sabendo dos riscos que isso implica (tão difícil, esta decisão)

Os neonatologistas e enfermeiros, que cuidam destes pequenos bebés, muitas vezes com apenas algumas centenas de gramas, de forma quase mágica. Que passam os dias  ao lado deles, atentos a todos os pormenores. Que nunca desistem. Que confortam bebés e pais. Que comemoram cada vitória como se fossem da família.

 

Sim, todos são grandes lutadores. É essa capacidade que está intimamente ligada à prematuridade, e que permite apreender a saborear cada conquista diária como uma grande vitória.

 

 

 

 

 

20
Mai16

Sobre esta coisa de andar com o coração fora do peito


Sofia Serrano

Ter filhos é isto: andar em constante preocupação com os perigos da vida em geral, querer protegê-los de tudo o possível e imaginário e as mesmo tempo ajudar a ganhar asas para os seus próprios voos.

 

Não é nada fácil, e suspeito que não tem tendência a melhorar.

E vê-los doentes e não ter uma varinha mágica para os deixar curados em instantes é angustiante. (o R. diz sempre que devia ser proibido os filhos ficarem doentes, e eu concordo em absoluto)

 

Isto para dizer que ultrapassamos uma difícil semana de tosses, febres e manchas, com diagnósticos com nomes complicados, horas de sono perdidas, dias sem apetite.

Agora parece estar tudo a voltar ao normal. Até o sol e o calor resolveram, finalmente, dar um ar de sua graça. Que as boas energias venham para ficar!

 

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05
Mar16

5 coisas que os pais deixam de fazer depois de terem filhos


Sofia Serrano

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Ter filhos é uma coisa fantástica - há momentos extraordinariamente belos, outros assustadores. Acima de tudo, sermos pais significa embarcarmos numa gigantesca aventura.

A verdade é que a vida muda por completo. E é quase certo que quando nos tornamos pais, há coisas que deixamos de fazer:

 

1. Nunca mais conseguimos dormir as horas que entendermos. Primeiro há um bebé que acorda de 3 em 3 horas, depois há miúdos madrugadores, chuchas perdidas durante a noite, pesadelos. E quando chega a sábado e achávamos que iamos dormir (finalmente!) até mais tarde, às 6:00 da manhã os miúdos já estão acordados e não descansam enquanto não levantam toda a família. Pais = dormir o que se pode, quando se pode.

 

 

29
Jan16

A mãe é que sabe


Sofia Serrano

Aqui por casa estamos na fase "a mãe é que sabe".
Mal toca o despertador, a mãe é que sabe lavar a cara, a mãe é que sabe pentear.

Só a mãe é que sabe fazer o pequeno-almoço, só a mãe é que sabe preparar o lanche para a escola. A mãe é que sabe que hoje há ginástica, só a mãe é que sabe vestir os collants e ajeitar a camisa da farda da maneira certa.

A mãe é que sabe fazer a trança sem ficar torta, a mãe é que sabe vestir casacos e correr o fecho à altura ideal. A mãe é que sabe preparar as mochilas da natação, a mãe é que sabe ajudar a fazer os TPCs. A

mãe é que sabe fazer o jantar, contar a história para adormecer e dar os beijinhos especiais para terem bons sonhos.


E só a mãe é que sabe chegar ao fim do dia e adormecer no sofá, de cansaço.


Por isso, agora, assim que começa a conversa do "a mãe é que sabe!" , eu digo "Verdade, mas que tal ensinarem ao pai?" 😉

 

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