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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

14
Mai14

Mães e filhas iguais (as celebridades)


Sofia Serrano

Desde que nascem queremos logo saber: com quem é que são parecidos? E toda a gente dá palpites. No meu caso, não há grande volta a dar: eu acho que os dois são a fotocópias do pai, ela versão feminina, claro está (esta coisa da genética é tramada, andamos nós 40 semanas ou mais com eles na barriga e são iguais ao pai). Depois há quem diga que ela tem o meu sorriso, ou que ele talvez seja um bocadinho mais parecido com a mãe.
Eu acho-os lindos (porque são meus, e todas as mães pensarão assim dos seus), mas de facto não são iguais à mãe, como os exemplares que se seguem:

Cindy Crawford, de 48 anos, e a filha Kaia de 12 anos. Giríssimas as duas, a miúdo uma futura top model, certamente.


Uma Thurman, de 44 anos e a filha Maya de 15 anos, muito, muito parecidas e ambas lindas.


Julianne Moore, de 53 anos e a filha Liv de 12 anos. O cabelo ruivo passou de mãe para filha.


Iguais! Thiffani Thiessen, 40 anos e a filha de 3 anos Harper.


Sim, a clonagem é uma realidade. Kim Basinger (60 anos!) e a filha de 18 anos Ireland Baldwin.


Heather Locklear, 52 anos (vou-me lembrar sempre dela como a vilã do Melrose Place) e a filha-fotocópia-para-sorte-dela, Ava de 16 anos.


Reeese Whitherspoon e a filha (que podia quase ser irmã gémea) Ava, de  14 anos.

Também há fotocópias aí por casa?
Mais aqui.



16
Jan14

Pais e Filhos pelo Mundo #2: Vera, Vicente e Bruno, Bélgica


Sofia Serrano

A Vera tem 30 anos, é licenciada em Comunicação Social e vive actualmente na Bélgica, com a família. É mãe do Vicente, de 1 ano, que acorda sempre com um sorriso e um grande "Olá!". Gosta de escrever, e conta as suas aventuras no blog "As Viagens dos Vs".
Ela contou ao Café, Canela & Chocolate como foi sair do seu país para uma cultura diferente com um filho pequeno, como é a adaptação e os desafios diários na vida na Bélgica.



1- Porque é que decidiram sair de Portugal e porquê a Bélgica?
No nosso caso,  o meu marido já se encontrava a trabalhar na Bélgica, mais concretamente em Bruxelas, há algum tempo. A nossa relação sempre foi vivida num vai e vem constante. Porém, após o nascimento do Vicente, fazia todo o sentido começar esta nova e tão importante etapa das nossas vidas, juntos, em família. Não poderia ser de outra forma.


2- Foi uma decisão fácil?
A decisão em si era fácil. Viver um tempo fora de Portugal era algo que eu desejava há muito. No entanto, por ser o momento em que foi, tornou tudo mais difícil. Por um lado, sabia que este era o momento da minha família, aquela que estava a começar a construir. Depois, por outro, a ideia de abdicar de trabalhar por completo, partir para um país diferente com um bebé recém-nascido, sem qualquer rede de apoio, era algo que me assustava.


3 - Como foi a adaptação a outro país, em particular para os vossos filhos e quais as principais diferenças em relação a Portugal?
Tirando a barreira linguística inicial (o francês era uma língua que eu não dominava), não senti grandes problemas de adaptação. Nunca senti muito aquela antipatia que dizem caracterizar os belgas. E a cidade eu já conhecia e sempre me agradou. O facto de morarmos numa zona central, bastante animada,  ajuda bastante. Quanto ao Vicente, penso que esta é a casa dele, afinal já viveu mais tempo aqui, do que em Portugal. A sua felicidade quando regressa de férias, mostra isso mesmo.

4 - Como é trabalhar na Bélgica? 
Eu  neste momento, tenho a sorte de ainda puder estar com o Vicente a tempo inteiro. A experiência que tenho é em relação ao meu marido e amigos.  Um dos aspectos mais positivos na cultura belga é o facto de ser orientada para a compatibilização da vida profissional com a pessoal. Ou seja, não se promove a cultura de se trabalhar até demasiado tarde, como em Portugal, de modo a que a família nunca fique em segundo lugar.

5 - Como é educar um filho na Bélgica?
Ainda não me dediquei muito a esse assunto, mas sei, por exemplo, que o sistema público de ensino é tão bom, que o sistema privado é quase exclusivo para os expats. Para além disso, é gratuito e mesmo o ensino superior é bastante mais barato que em Portugal.

6 - Como é que se gere a distância da família - em particular com os mais pequenos?
Esta parte é a mais complicada, de facto. Mas felizmente, com a internet e todos os meios e formas de comunicar que hoje existem, as saudades vão-se atenuando. É possível irmos sabendo, diariamente, como estão os amigos, a família, o que fazem, etc... Penso que pior é para os avós que estão do outro lado e vêm o crescimento do neto à distancia. Porém, através do blog vou conseguindo que a família e os amigos vão acompanhando esta nossa viagem, de modo a que se sintam diariamente parte dela também.


7 - Como é um dia típico vosso?
O nosso dia começa bem cedo, por volta das 6h30. O primeiro despertador é o meu. Aproveito o tempo que o pai tem em casa, antes de sair para trabalhar, para ir ao ginásio. Era impensável fazer uma coisa destas antes, mas hoje em dia é fundamental para o meu bem estar mental.
O pai acorda, um pouco depois,  é ele que dá o pequeno almoço ao Vicente, ao mesmo tempo que se prepara para sair. Assim, que chego, trocamos.
Regra geral, no período da manhã, aproveito para organizar a casa. O Vicente almoça por volta das 11h e faz uma sesta a seguir. É nessa altura que aproveito para ver mails, actualizar o blog, ler notícias, para que quando ele acorde, possamos sair.
Dependendo do tempo, ou vamos a um jardim, ou a uma Maison Vert (que é uma espécie de creche onde as crianças podem estar com a presença dos pais).
Ao fim do dia, há dois dias por semana em que tenho curso de francês, e é o pai que assegura o jantar, o banho, etc... nos restantes dias sou eu. E, da mesma forma, que o dia começa cedo, também acaba cedo, por volta das 19h30/20h, o Vicente já dorme e a partir daí, temos um tempo só a dois, jantamos, vemos as notícias na RTPi e pomos a conversa em dia.
Aqui somos só os três, por isso, tem que ser tudo muito bem planeado.

8- O que achas que era preciso mudar em Portugal para voltarem?
Voltar a Portugal não está completamente fora de questão, mas devo confessar que a nossa vontade é de continuar aqui por mais tempo.
Assusta-me pensar que em Portugal não irei conseguir, por muito que trabalhe, dar as mesmas oportunidades ao Vicente, como sei que o conseguirei fazer aqui. Essa é a nossa principal preocupação.


9 -O que dirias aos pais que estão a pensar sair de Portugal para poderem dar um futuro melhor aos filhos?
Digo para pensarem bem no país que escolhem, que se informem sobre as suas condições,  nomeadamente em termos de educação e de integração social (acho que esta parte é muito importante para que as coisas corram bem). E depois, procurar experiências de outras pessoas. É a melhor forma de conseguir perceber o que vos espera.
E se o balanço for positivo, não hesitem em arriscar, afinal esta experiência serve também para fortalecer os laços entre cada um. Não podemos ter medo de ser felizes.

Obrigada Vera por teres partilhado a tua experiência e tudo de bom para a tua família! Podem também encontrar as aventuras dos Vs no facebook aqui.




30
Out13

Pais e filhos pelo mundo #1: Roberta, João e Maria, Irlanda


Sofia Serrano

A Roberta tem 31 anos, e é licenciada em Design de Comunicação. Trabalhava há 5 anos e meio como assistente administrativa no Hospital Nossa Senhora do Rosário, Barreiro. É mãe de uma menina linda, a Maria, de 16 meses, que adora dançar, comer e ver a Peppa Pig e é completamente viciada no pai. Saíram de Portugal em direcção à Irlanda, em busca de um futuro melhor, e é lá que vivem agora.

1- Porque é que decidiram sair de Portugal e porquê a Irlanda?
A economia em Portugal não estava, nem está na sua melhor forma e apesar de nós estarmos os dois a trabalhar e efectivos em Portugal já há alguns anos, não nos impediu de querer um melhor futuro para nós, melhores condições de trabalho e também mais oportunidades. O facto de ser mãe fez-me pensar mais, provavelmente se fossemos apenas os dois não teríamos iniciado esta aventura.Escolhemos a Irlanda simplesmente porque foi uma das propostas de trabalho que o João recebeu e que achamos ser vantajosa para nós.
2- Foi uma decisão fácil? 
Sinceramente foi. O ar em Portugal estava saturado, as noticias deprimentes, o semblante das pessoas sempre triste, a vontade de ‘fugir’e respirar era muito grande e assim fizemos. O facto de a Maria ter apenas 5 meses quando este processo se iniciou contribuiu positivamente. Por isso posso dizer que foi fácil.
3 - Como foi a adaptação a outro país, em particular para a Maria e quais as principais diferenças em relação a Portugal?
A adaptação foi muito fácil, os irlandeses são pessoas bem dispostas e gentis, basta sentirem que estás perdida ou a precisar de ajuda para te abordarem e tentarem ajudar. A cidade é bonita, tem muito para conhecer e há sempre muita animação. Há uma grande diferença para nós, cá não temos carro e em Portugal estávamos habituados a ir de carro para todo lado.O mais difícil para mim foi estar sem trabalhar nos primeiros 6 meses e cuidar a tempo inteiro da Maria, mas assim que cheguei comecei a frequentar grupos de convívio para pais com bebés o que me ajudava a mim a socializar e também à Maria a conviver. Julgo que para a Maria não houve sequer adaptação, ela vive aqui há mais tempo do que viveu em Portugal, aqui é a casa dela.
4 - Como é trabalhar na Irlanda?
Muito bom. Não tenho razão de queixa do meu trabalho em Portugal, mas aqui há uma maior proteção para com o trabalhador. Para além dos ordenados serem melhores, há muita flexibilidade, no nosso caso ambos podemos trabalhar a partir de casa sempre que seja necessário, o que é muito bom quando não se tem família por perto para ficar com os filhos quando estão doentes.Há um maior espírito de equipa entre colegas e mesmo entre superiores hierárquicos, aqui toda a gente se senta à mesma mesa para almoçar, não há Srs Engenheiros, nem Doutores, todos nos tratamos pelo nome próprio.Ao contrário de Portugal aqui sinto que há um incentivo à progressão na carreira e isso também é muito importante.
5 - Como é educar uma filha na Irlanda?
O sistema escolar é diferente do nosso, as escolas só funcionam até as 14h e as etapas escolares julgo também serem diferentes, mas ainda não investiguei muito sobre o assunto. A Maria está na creche desde que eu comecei a trabalhar e só posso dizer maravilhas, mas tive de abrir um pouco a mente relativamente à alimentação, ao inicio foi chocante ter a minha filha a comer pão com alho ou feijões com douradinhos ao lanche, mas se os outros comem ela também come, em casa contra balanço com comida portuguesa. Os preços também são astronómicos, é normal pagar entre 800-1000 euros por uma creche por mês e não precisa de ser o supra sumo das creches! Preocupa-me o facto de ela começar a falar mais inglês que português e que nós como pais não consigamos impor o português escrito e lido cá em casa num futuro próximo, mas isso vai partir de um esforço da nossa parte que espero seja bem sucedido!



6 - Como é que se gere a distância da família - em particular para a Maria?
Skype practicamente todos dias, a Maria assim que ouve o som do skype a ligar começa logo a acenar e a dizer olá.Mas para ela é muito fácil, para nós tem dias melhores outros piores, o truque é viver um dia de cada vez e focar-me nas muitas coisas boas que vivo aqui, mas acredito que o natal vá custar um bocadinho este ano, vamos estar apenas os três.Aliás aqui apenas contamos connosco, onde vamos, vamos sempre os três, não há jantares a dois, nem escapadinhas de fim de semana como fazíamos com facilidade em Portugal, aqui somos sempre só nós.
7 - Como é um dia típico vosso?
Saímos de casa às 7h, o João vai levar a Maria à creche e eu sigo para o trabalho. Por volta das 17h30 e depois do trabalho o João vai buscar a Maria à creche e eu chego a casa às 18h30 se não houver grandes atrasos nos transportes. Depois tratamos dela banho, jantar, um pouco de brincadeira e por norma as 20h está a pedir para ir dormir, a partir dessa hora temos um bocadinho de tempo para nós, nem que seja adormecer a ver os primeiros 5 minutos de um filme ou série. Ao fim de semana fazemos as compras de supermercado, e aproveitamos para passear, descansar e também por a casa em ordem.
8- O que achas que era preciso mudar em Portugal para voltarem?
Mentalidades, vicios, formas de estar, o que gosto em Portugal é da minha família, amigos e uma outra iguaria que por cá não encontro, mas até isso se consegue resolver. Estava mais decidida a importar a minha família para cá e ai estaria plenamente feliz.
9 -O que dirias aos pais que estão a pensar sair de Portugal para poderem dar um futuro melhor aos filhos?
Informem-se sobre o pais para onde se pensam mudar, falem com pessoas que já lá vivam e tentem recolher o máximo de informação possível.Não é fácil, mas vale a pena! Até hoje ainda não houve um dia que me arrependesse desta decisão.


Obrigada, Roberta por aceitares este desafio de partilhar a vossa experiência. Que o futuro vos sorria sempre :)

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