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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Eu gosto de fazer anos

28.02.15 | Sofia Serrano
Não me importo de ir acrescentando números à minha idade. 
Gosto do dia de aniversário, de falar com amigos que já não vejo há muito tempo e que nunca se esquecem de ligar a dar os parabéns. 
Gosto dos mimos dos miúdos, das flores ao acordar - que são o melhor presente que me podem dar, a par de um bom livro. Tulipas cor de rosa, e sou uma miúda feliz. 
Gosto de ter um almoço especial (eu, ele, e uns hambúrgueres divinais na Hamburgueria da Baixa). Gosto de juntar os amigos, de preparar um jantar especial. Gosto de bolo de chocolate com frutos vermelhos, de sangria de espumante com morangos, de conversas pela noite dentro.
Ontem tive um dia bom.

(mais no instagram aqui) 

Como nas memórias dos aniversários dos anos 80, com família e amigos reunidos numa festinha caseira, quando eu era uma miúda de caracóis, com o mesmo sorriso fácil de agora.


São 35. E é bom.

Decisões de fim de 34

26.02.15 | Sofia Serrano
Hoje é dia de preparativos para a festa de amanhã e de aproveitar bem o último dia com 34 anos. Estava capaz de cometer loucuras como ir ao cabeleireiro ou arranjar as unhas, comer sushi e tirar tempo para ler um livro. Mas aprendi a não planear com muita antecedência, senão ainda tenho alguma urgência extra para fazer à ultima da hora, e ninguém quer saber se é o nosso aniversário ou não. 
Uma coisa é certa: decidi tirar mais tempo para estar com eles. Se calhar tenho mesmo de reduzir o tempo a trabalhar. Ontem fui busca-los cedo, fomos ao parque, comemos um gelado e demos milho aos pombos. Corremos e conversámos. E ao chegar a casa, lá ajudei a M. nos trabalhos, sem stress nem complicações. 
Por isso a decisão mais importante para os 35 anos vai ser ser uma mãe com mais tempo para os filhos - porque afinal de contas, eles são o que faz o meu mundo girar.


O (des)equilíbrio

25.02.15 | Sofia Serrano
Há aqueles dias em que é preciso trabalhar muito, muito mesmo, com urgência atrás de urgência. Nesses dias, é imensamente custoso ouvir um telefonema das filhos, que perguntam repetidamente "Vens para casa jantar mãe?" ou " Não vás trabalhar hoje outra vez!". É difícil. Apetece largar tudo e correr para casa. 
Apetece passar o tempo inteiro com eles, voltar ao tempo em que mães eram só mães, que tinham tempo para os filhos, para levá-los à escola, para os trazer a casa para almoçarem, para lhes ensinar as coisas do dia-a-dia, como cozinhar, pintar ou costurar. Para ler um livro com tempo, daqueles com 500 páginas. Coisas que nesta vida moderna nos passam ao lado.
Nestes últimos anos, nós mulheres,  lutámos e continuamos a lutar pelo nosso lugar nesta sociedade de trabalho - e eu adoro o meu trabalho. Mas temos de ser mulheres-trabalhadoras e mães, que equivale a acumular funções sem que os dias tenham aumentado.
Fico com o coração apertado durante o telefonema, explico porque é que a mãe está a trabalhar e mentalizo-me que estou a fazer uma coisa boa, que foi aquilo que quis, que no dia seguinte os vou compensar.
Mas é um equilíbrio extremamente difícil, este de ser mãe e ter uma profissão exigente. E há mesmo dias em que só me apetecia ser uma mãe como antigamente.




Venha a Primavera!

23.02.15 | Sofia Serrano
Por aqui já estamos ansiosamente à espera dos dias quentes, do sol, das flores e das andorinhas. Temos saudades de roupas leves, de gelados e de praia, de dias compridos e do cheiro a Primavera. Enquanto ela não chega, vamos aproveitando todos os bocadinhos de sol.











M. - Vestido Zippy
P. - Sweatshirt Zippy
Jeans Zara Kids
Carneiras Pisamonas

Descobri recentemente a Pisamonas, uma empresa de venda online de sapatos e acessórios infantis, a preços fantásticos, e tudo de excelente qualidade. Para além das merceditas e carneiras, também têm sapatos de colégio, menorquinas e muitas outras coisas para os nossos miúdos andarem giros.Os envios são gratuitos, bem como as trocas de tamanho e cor e as devoluções.  E até dia 28 têm a campanha 3x2 - podem ver tudo aqui! 
Que chegue rápido a Primavera!







Inspiração para os 35

22.02.15 | Sofia Serrano
Estou em modo 24h de urgência-descanso-24 h de urgência. 
O que significa que hoje passava a tarde a dormir a sesta com o mais pequeno. Mas na próxima sexta feira é dia de festa e há coisas para preparar, que não se fazem 35 anos todos os dias wink emoticon Se calhar um bolo de chocolate com recheio de frutos vermelhos seria uma boa opção (mais inspiração por aqui)



Sextas que não sabem a sexta

20.02.15 | Sofia Serrano

Para compensar ter ido uns dias de férias, vou ter de trabalhar o fim de semana. Por isso, esta sexta não me parece bem sexta. E sinceramente, este frio pela manhã só me dá vontade de continuar na cama. Mas eles continuam em modo madrugador e não deixam que ninguém adormeça aqui por casa.
O que vale é que as tardes já começam a cheirar a primavera, as amendoeiras estão em flor e já conseguimos chegar a casa com luz - daqui a nada podemos ir buscar roupa fresca e os fatos de banho.
Boa sexta e bom fim de semana para quem trabalha, e para quem descansa ;)



Programa em família: Sierra Nevada

19.02.15 | Sofia Serrano
Depois de no ano passado termos ido todos juntos ver a neve à Serra da Estrela, este ano resolvemos ir à Serra Nevada.
Eles andavam entusiasmados há semanas e a viagem toda foi uma animação.
Reservamos um apartamento na Serra uns meses antes por aqui, e não ficou muito caro.
Fizemos a viagem de carro, apetrechados com filmes para o caminho, brinquedos, músicas e lanche, e eles portaram-se lindamente.
Apesar do tempo não estar famoso, não houve problemas em subir a serra, mas mesmo assim levamos as correntes de neve, para as surpresas.
Ficamos num apartamento na zona média de Sierra Nevada, um estúdio com um sofá-cama, kitchenette e um beliche, que fez as delícias dos miúdos (já me fizeram prometer que quando o P. passar para uma cama maior, pomos um beliche no quarto). 
A vista era de cortar a respiração! Absolutamente fabulosa. 




Só nos esquecemos de um pormenor importante: reservar estacionamento, porque não é fácil estacionar onde queremos, e acima de tudo porque depois de um nevão, é preciso tirar neve à pazada para podermos sair com o carro (foi o que nos aconteceu!).
Nos primeiros dias apanhamos um céu encoberto, muito frio e até nevou! Mas no último dia tivemos um sol delicioso que tornou a Serra numa paisagem mágica.
Como fomos os quatro, e o P. ainda é pequeno, não fomos fazer ski. Levámos um trenó que comprámos na Decathlon, que dava para duas pessoas e que foi fantástico para os transportar e para se divertirem a descer encostas. E claro, houve anjinhos na neve, bonecos de neve, guerras com bolas de neve e muito passeio.
O P. andava com uma cenoura no bolso para fazer o nariz do boneco de neve!






A perdição da M. foi o chocolate quente e os churros, que comia deliciada (e eu também!)























Dicas para quem pensa ir à Sierra Nevada com miúdos:

- levar protector solar e baton com protecção solar
- um trenó é uma boa opção para quem ainda não faz ski se divertir
- o apartamento permite levar os mais pequenos para fazer uma sesta, e preparar algumas refeições com tranquilidade e conforto
- reservar estacionamento coberto
- levar correntes de neves para os imprevistos (comprar em Granada permite preços mais simpáticos)


Abaixo os TPCs!

18.02.15 | Sofia Serrano

Quando os nossos filhos entram para o ensino básico (a nossa velhinha escola primária) começa todo um mundo de fichas e trabalhos de casa sem fim. 
E se no nosso tempo no 1ºano aprendíamos devagarinho as letras e andávamos entre picotados e desenhos, os miúdos de hoje já sabem ler antes do Natal e por esta altura estão a fazer cópias de histórias elaboradas. 
Todos os dias há muitas horas de aulas, e mais tantas de trabalhos de casa. 
O dia passa num instante, e o tempo para brincar quase que se evaporou.
Eles chegam a casa de noite, e ainda é preciso acabar os TPCs. Vão de férias e levam atrás uma resma de fichas. Num período, têm fichas de avaliação pelo menos duas vezes, com Estudo do Meio, Português e Matemática, Expressão Plástica e Inglês, entre outros, a serem testados como se estivessem na faculdade. Andam em stress aos 6 anos porque não acertaram um problema e porque acham que os pais se vão zangar se não tiverem "Muito Bom" a tudo.
Então e o tempo para brincar? Para correr e saltar? Para crescerem tranquilamente, para serem crianças?
Parece que isso é muito difícil nesta sociedade em que vivemos. Que fomenta a competitividade, que tabela todos os alunos pelas mesmas competências. E, sinceramente, gostava que as coisas fossem diferentes, mas não é fácil.

Se eu mandasse, as horas de aulas seriam reduzidas. Os miúdos passariam mais tempo a ouvir histórias e a brincar na rua. Aprenderiam com mais calma a ler e a escrever, cada um no seu ritmo. Não haveria TPCs nem testes. Passariam mais tempo a conhecer a natureza, e a aprender a respeitá-la. Fariam mais actividades que estimulam a criatividade, e os professores conheceriam cada aluno, sem precisar de notas para os classificar.
No meu mundo ideal, o principal seria que eles crescessem para serem boas pessoas, e não competidores, em luta pelo lugar de topo - porque o topo nem sempre significa felicidade.

Entretanto, neste mundo real,com o ensino actual, o que quero mesmo é que sejam felizes. Sem pressões nem stress. Ler e escrever é maravilhoso, saber contar é muito importante para o dia-a-dia, mas acima de tudo, quero que eles gostem de aprender, que sejam criativos, compreensivos, que ajudem os outros. Por isso, cá em casa não há stress com notas, nem com testes. Há tempo para brincar sempre que possível, há histórias e pinturas.

E sinceramente dispensava TPCs e testes.




A magia do Carnaval

13.02.15 | Sofia Serrano
                              
Às 6h da manhã já estava acordada, em grande excitação. Tomou o pequeno almoço num ápice e estava pronta para ser transformada pela fada madrinha, ainda o irmão e o pai dormiam. Tornou-se numa linda Bela Adormecida, que irradiava magia e felicidade. E foi o dia em que foi mais feliz para a escola. O pequeno foi com a roupa de piloto de corridas e repetia " sou o Faísca!", enquanto corria por todo o lado. Hoje é um dia mágico para eles - e eu voltei a mascarar-me de médica, mas não me importava de ter vindo também vestida de princesa ❤️  Fotos mais logo no blog!
E por aí, de que se mascararam os vossos?

Um dia bom

12.02.15 | Sofia Serrano

Acordar com tempo é uma coisa que eu gosto de fazer nas manhãs. 
Pôr o despertador mais cedo e levantar-me antes de todos. 
Tomar banho com calma, conseguir esticar o cabelo, vestir-me tranquilamente e preparar tudo para quando os miúdos acordarem: roupa, pequeno almoço, lanches, mochilas. 
E depois sentar-me 5 minutos com um café e ver as notícias do dia no computador. 
Hoje vai ser um dia bom!
Bom dia :)

Os tipos de pai na sala de partos

11.02.15 | Sofia Serrano

São as mulheres que carregam os filhos durante nove meses (mais ou menos). 
E durante esse tempo, preparamo-nos para aquele momento único e especial: o parto, o momento em que finalmente vamos conhecer o nosso bebé! 
Então e os pais? 
A verdade é que há pais mais ou menos preocupados durante a gravidez das mulheres. 
E a hora do parto é um altura complicada, para eles também. Mas na verdade, nessa altura crítica há todo o tipo de reacções. E posso dizer-vos há vários tipos de pais no bloco de partos:

- o descontraído
É um pai que está absolutamente tranquilo (ou pelo menos parece que está). Despreocupado, desvaloriza as queixas da grávida e acredita que tudo vai correr bem. Tudo sem stress. Traz o jornal, o ipad e está ali como se tivesse levado a mulher a lanchar a uma esplanada.
Na altura do parto dá a mão à mulher, quer cortar o cordão umbilical e fica de sorriso rasgado ao ver o filho.

- o ansioso
Vem três passos à frente da grávida para avisar que ela está a chegar e que o bebé pode nascer a qualquer momento (acha ele). Responde às perguntas feitas à grávida antes dela e sabe de cor e salteado os resultados das análises da gravidez. Pergunta repetidamente se está tudo bem e se cada coisa que se passa é normal.
Na altura do parto fica em pânico e às tantas a grávida manda-o ficar calado. Chora compulsivamente de felicidade quando vê o filho mas tem receio de cortar o cordão umbilical.

- o sabe-tudo
Fez mais de três cursos de preparação para o parto, leu uma resma de livros sobre gravidez e andou pelos fóruns de grávidas durante nove meses. Sabe o que é o rolhão mucoso, as contracções, os tipos de parto. Pergunta porque é que pomos soro e porque é que não rompemos a bolsa para acelerar o parto. Se vamos pôr oxitocina ou se não é melhor fazer uma cesariana se o parto demorar. Sabe o que é o estreptococus B e todas as complicações da epidural.
Está preparado para tudo, menos para a emoção de ver o seu filho pela primeira vez - e chora de alegria. E depois quer ser ele a vesti-lo, porque já aprendeu como se faz.

- o pseudo-corajoso
Não percebe nada de partos, mas acha que deve ser fácil. Por isso não tem problema nenhum em acompanhar a mulher. Mas está sempre calado e vê-se pelo ar que todo aquele mundo lhe parece estranho.
Fica pálido cada vez que algum médico avalia a progressão do trabalho de parto (o "toque"). E se não nos apercebemos disto, cai para o lado na altura do parto e é difícil receber o bebé e tratar do pai ao mesmo tempo. E há quem caia desamparado e bata com a cabeça, porque assistir a um parto não é para todos.
(este tipo de pai geralmente pede para sair antes do parto, ou aceita alegremente quando lhe sugerimos ir apanhar ar porque está pálido)

- o pai-à-moda-antiga
Diz que esta coisa de partos não é para homens. E que toda a vida foram as mulheres a tratar dessas coisas, por isso nem pensar em entrar num Bloco de Partos ou acompanhar a mulher. Mas fica a rondar a porta do Bloco ou passa a noite deitado nas cadeiras da sala de espera, até saber que o bebé nasceu e que correu tudo bem.

- o treinador de bancada
Desde que entra que incentiva a mulher. Explica-lhe como deve respirar nas contracções e como deve fazer força, e a cada puxo grita "Vai, vai, vai! Não desiste!!". Fica completamente imerso no espírito, até que a grávida se enerva com tanta ordem e lhe pede para ficar sossegadinho. Dura alguns segundos e depois volta ao ataque. Quando vê o seu filho fica de sorriso rasgado e diz à mulher que se portou lindamente.

- o agressivo
Já ouviu dizer muito mal dos partos e dos médicos e vem com três pedras na mão. Desconfia de tudo o que lhe dizem e pergunta desde que entrou se não era possível fazer já uma cesariana. Muda completamente depois do seu filho nascer, e traz chocolates para toda a equipa em agradecimento.

- o moderno
Está numa reunião em Londres mas quer estar presente no nascimento do filho. Não consegue dar a mão à mulher nem incentivá-la a fazer força, mas vê o seu filho pelo skype no telemóvel, que a sogra segura. Chora a muitos quilómetros de distância e deseja estar ali.






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