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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Grávidas saudáveis, bebés saudáveis

16.06.15 | Sofia Serrano
Esta semana é a última de trabalho antes dos meus três meses em exclusivo como mãe. mesmo assim, não era preciso aparecer o meu nome tantas vezes na escala de urgência durante esta semana - deve ser para eu ir com o coração bem recheado de partos, cesarianas urgentes, grávidas em trabalho de parto transferidas de outros hospitais e tantas outras coisas que se passam quando eu ando pelo bloco de partos. As últimas 24horas não foram nada fáceis, mas penso sempre que o importante é o balanço final: mães e bebês saudáveis.
E para quem estiver em Lisboa e arredores, no sábado vou estar no São Jorge, em Lisboa, muito bem acompanhada, num evento especial para mães e futuras mães, e vou falar um bocadinho sobre os cuidados para ter uma gravidez tranquila e esclarecer aquelas dúvidas que temos todas, como os cuidados com a toxoplasmose, se de pode ou não comer sushi na gravidez, se é seguro viajar. Basta inscreverem-se em livrodobebe.pt
Apareçam que o dia promete!
 
   
   

Festa dos piratas

14.06.15 | Sofia Serrano
Foi o Pedro que escolheu o tema para a festa dos 3 anos: queria o Jake e os Piratas da Terra do Nunca. A mãe e o pai puseram mãos à obra e lá se conseguiu organizar um lanche giro para a família e os amigos.
O Pedro adorou ter a casa cheia de amigos que vinham para "a festa dele". Sorriso rasgado e gargalhada fácil o tempo todo. Corridas, legos, carrinhos, bolas, uma ou outra disputa de brinquedos resolvidas dentro do razoável. Mal tocou na comida com tanta brincadeira. Cantou os parabéns com os amigos, soprou a vela com entusiasmo e não se queria despedir de ninguém no fim, para evitar que se fossem embora.
No fim, ficaram brinquedos desarrumados e migalhas para limpar. Mas acima de tudo,ficaram dois miúdos a dormir, tranquilos e felizes (depois da excitação da festa!), e os pais de coração cheio. Obrigada a todos os que vieram, obrigada a todos os que por aqui passam e nos deixaram os parabéns!





 O bolo pirata!





 O Jake, a ajudar a preparar a mesa.

Caça ao tesouro pirata, daqui

A mesa dos crescidos!


Deixo aqui algumas ideias para quem queira recriar esta festa:

- Fomos a este site e foi lá que tiramos quase todas as coisas que usamos para decorar a mesa de acordo com o tema. 
- O bolo foi também o Pedro que escolheu, e a nossa pastelaria habitual, com bolos excelentes, conseguiu recriar a ideia de um barco pirata com o Jake. Uma das camadas com pão de ló simples com doce de ovos, a outra com pão de ló de frutos silvestres, estava excelente.
- O lanche consistiu basicamente, em coisas saudáveis, que felizmente, são as preferidas do Pedro: iogurtes líquidos e fruta, queijinhos, sandes miniatura com pão de mistura, as bolachas dos dinossauros que ele adora, gelatinas. Para beber, limonada (feita à antiga, pela mãe!) e água. Desenhamos nas bananas umas caras de pirata, que fizeram grande sucesso!
- Tinhamos desenhos de piratas para pintar e puzzles. Para os maiores, houve uma espécie de caça ao tesouro, com enigmas que fizeram o delírio da M. O jogo que usamos foi deste site e foi um sucesso, com diplomas piratas para todos os participantes no final! Ainda houve palas de pirata para os convidados e umas máscaras com as personagens do Jake que cortámos para usarem para brincar.
- Lembranças para os convidados: compramos uns saquinhos do Jake num hipermercado, e distribuímos pelos saquinhos balões, os chapéus de chuva de chocolate Regina, um chupa-chupa e um animal (a M. e o P. ajudaram-me a preparar os saquinhos e adoraram)

Uma festa muito gira!



Parabéns miúdo!

13.06.15 | Sofia Serrano


Parece que foi ontem, mas afinal já passaram 3 anos. Lembro-me de estar com uma barriga enorme em casa, no dia 12 de junho, a assistir aos casamentos de Santo António pela televisão, numa choradeira imensa - eu, que nunca choro em casamentos, mas as hormonas de fim de gravidez dão nestas coisas.
E no dia 13 de Junho lá fomos para a maternidade. 41 semanas. Tal como a irmã, acham que dentro da barriga da mãe é que se está bem. Mas lá acabaste por vir conhecer o mundo. Paixão imediata. A mana , que se tornou na mana crescida, derreteu-se com aquele pequeno ser que lhe colocaram no colo para conhecer, o novo irmão. Pedro, como ela escolheu. Tu. 
Cada dia que passa é um dia fantástico. Maravilhoso. Todos juntos. Uns mais difíceis que outros, uns mais desafiantes que outros.  Estás um rapaz crescido, mais ainda gostas de colo e de mimo. E espero que sempre gostes.
Hoje é o teu dia, por isso vamos festejar.
Parabéns meu amor.

Decisões

11.06.15 | Sofia Serrano

Ultimamente, andam-me a perguntar se estou grávida. Se vem aí mais um elemento para a família, porque nalguns post atrás falei em coisas importantes e decisões. Não, por enquanto não há novidades nesse campo. E provavelmente, vamos ficar bem assim, num equilíbrio de quatro.

Mas há, sim, decisões importantes. Decisões de parar temporariamente, para estar com os meus filhos. Vai ser pouco tempo, é o que a lei prevê que se possa gozar até aos 5 anos dos filhos. Vão ser 3 meses sem aventuras e peripécias obstétricas, mas com episódios de vida de mãe. 3 meses para aproveitar o tempo com eles ao máximo, porque eles crescem a um ritmo alucinante, e o tempo não espera nem volta para trás. 
Quando digo que vou por uma licença, perguntam-me se vou conseguir. Se não vou ter saudades do trabalho. Provavelmente vou ter algumas. Mas os meus filhos são sempre a minha prioridade, e está na altura de ter mais tempo para eles. Para os levar a museus, à praia, ao parque. Para os ensinar a cozinhar, a escolher os legumes no mercado. Para lermos juntos os livros do corpo humano, aprender sobre a história do nosso país. Sem horários, nem pressões. Sem correrias. Com tempo para fazermos gelados e bolos, para passearmos na aldeia e dizer "bom dia!" aos vizinhos.
Sim, vou tirar uma licença para ser mãe a tempo inteiro (e muito provavelmente, é muito pouco tempo). Porque os meus filhos são o melhor do mundo.
 
                               
     

Coisas que eles nos fazem lembrar

09.06.15 | Sofia Serrano

Que é divertido rodar sem parar (até se cair).
Que ataques de cócegas resolvem qualquer crise de depressão.
Que lutas de almofadas são a melhor maneira de passar a tarde.
Que afinal sabemos todas as músicas infantis (só estavam um bocado enferrujadas).
Que os filmes Disney fazem chorar (mesmo quando já temos 35 anos).
Que correr pela casa, a jogar à apanhada, descomprime e relaxa mais que um spa.
Que o jogo das escondidas é melhor que um filme de suspense.
Que bolacha maria com banana esmagada e sumo de laranja é melhor que as sobremesas do MasterChef Austrália (mesmo sem ser feito na Bimby).
Que ainda sabemos escrever "à mão" (e que há letras que são mesmo difíceis de fazer).
Que o "quantos-queres" pode ser tão divertido como qualquer aplicação do ipad.
Que as primeiras paixões são para sempre (mesmo que a vida nos leve na direcção oposta).
Que um beijinho cura todos os dói-dóis.

 

Viagem medieval

09.06.15 | Sofia Serrano

Pelo instagram já fomos partilhando um bocadinho da nossa aventura no último fim de semana: um casamento um bocadinho fora do registo habitual, que nos transformou em princesas e cavaleiros! Confesso que adorei tudo, e até acho que foi mesmo o casamento mais giro a que fui.
Tudo a rigor, como na época medieval, com os convidados a aderir ao desafio, com tudo pensado ao pormenor, desde o local, à diversão e comida. Inesquecível!

Foi uma família entusiasmada que passou a manhã a experimentar roupa medieval e a fazer penteados à época, para estar tudo o mais fiel possível ao tempo dos cavaleiros, com o Guarda Roupa Medieval.
O P. rapidamente escolheu a roupa de mini-cavaleiro e apetrechou-se a rigor com uma espada e um escudo, igual ao pai que também encarnou a personagem a até esteve tentado a levar um elmo verdadeiro.
Eu e a M. demoramos um bocadinho (MUITO!) mais tempo a decidir, experimentamos imensos vestidos, todos muito giros. Depois escolhemos um penteado com as típicas tranças medievais.
Em pouco tempo, tinhamos viajado no tempo, e estavamos num casamento medieval, com os jogos da altura, a comida típica e muita animação.
Uma ideia gira, que ficou a cargo da Viagem Medieval, no fabuloso castelo de Santa Maria da Feira. (e parabéns aos noivos, que estavam maravilhosos e organizaram uma festa inesquecível!)


 
 
 
                      
 
                                           
 
                           
 
                             
 
                       
 
        
 
         
 
                        
 
       
 
        
 
 
                          
 
 
       
 
       
 
       
     
 
     
















Ao ritmo da selva

05.06.15 | Sofia Serrano
  Finalmente temos dias longos, que convidam a aproveitar a vida, todos os dias. Apetece passar tempo em família, dançar, conversar. E enquanto não chegam as férias, o fim de semana convida à diversão. 
Para quem gosta de jogos, música e passar bons momentos em família, o festival Ludopolis, que começa hoje, em Belém, no jardim da Cordoaria Mar, é uma excelente opção. O Bongo junta-se ao festival, com o ritmo da selva num espaço para os mais novos com muitas surpresas, música e diversão.
A Escola de Ritmos Um Bongo vai estar na Aldeia das Crianças é lá que os mais pequenos podem descobrir e experimentar os sons da selva, desde os jambés aos tambores, pandeiretas e reco-reco. Também há pinturas faciais, para que possam ficar iguais aos seus heróis Um Bongo e insufláveis para que a diversão seja garantida!




O festival tem ainda várias outras aldeias para visitar e actividades para toda a família.
A não perder, até dia 10 de Junho, no Jardim Cordoaria Mar em Belém!
Podem saber mais sobre o festival em www.ludopolis.pt


Resultado do Passatempo Festival Ludopolis

05.06.15 | Sofia Serrano
Começa já hoje o Festival Ludopolis, um festival com muitos jogos e animação para toda a família, em Belém, no Jardim Cordoaria-Mar, e os sortudos que ganharam bilhetes duplos para o festival foram:

- Ana Antunes
- Carina Martins
- Manuel Pereira
- Sónia Carlota Graça
- Betah Malveiro Francisco

Obrigada a todos pelas participações e parabéns aos vencedores!
Aos premiados, peço que me enviem mail com nome completo e nr de cartão do cidadão, e depois é só levantarem os ingressos à entrada do evento.
Divirtam-se!

...e já agora, deixo-vos aqui a lenda de Ludopolis!




Era uma cesariana, se faz favor!

04.06.15 | Sofia Serrano

Em poucos anos, passámos de uma era em que toda a gente nascia em casa de parto "normal" para um parto no hospital, num ambiente estranho, rodeado de soros, máquinas que apitam, e culminando muitas vezes numa grande cirurgia - a cesariana. 

A verdade é que nos anos 40, na altura em que toda a gente nascia em casa, também havia muitos bebés e mães a morrer. Muito mais que agora. O "não fazer a dilatação" era um dos casos de parto prolongado, que podia acabar menos bem, entre outras  causas. A taxa de mortalidade e morbilidade desceu à medida que os partos passaram a ser hospitalares e com acompanhamento médico. Mas o reverso da moeda foi um crescendo ao longo dos anos da taxa de cesarianas - que também têm as suas complicações.
 
A cesariana é um parto cirúrgico, ou seja, é preciso anestesia, bloco operatório e uma equipa completa de médicos e enfermeiros para fazer um parto destes. É preciso fazer um corte na pele, na gordura, no músculo, afastar a bexiga e abrir o útero. Romper a bolsa e puxar a cabeça do bebé para o mundo exterior, ou os pés. Depois é preciso tirar a placenta e fechar tudo por camadas, tendo sempre em atenção que ali à volta há vasos sanguíneos, o intestino, a bexiga. É preciso ter experiência cirúrgica e destreza. E mesmo correndo tudo bem, por ser uma cirurgia, a recuperação da mãe é mais lenta que num parto normal sem complicações. Pode haver infecções, complicações com a anestesia, entre outras coisas.
 
Mas se dizem que as cesarianas são perigosas e é preciso reduzir o seu número, afinal porque é que as fazemos? 
 
Há muitas razões: 
- podemos suspeitar que o bebé não está bem, e que não vai aguentar um parto normal, por isso é preciso que nasça o mais rápido possível, e a cesariana permite isso
- o bebé pode estar sentado e acharmos que é difícil que nasça por via vaginal sem complicações
- a mãe pode ter uma doença que a impeça de fazer esforços expulsivos e ter um parto vaginal
- o bebé pode ter algum problema que torne a cesariana a melhor opção
- pode ser um bebé grande demais para a bacia da mãe e "não passar"
- podem ser gémeos, ou trigémeos, e não ser possível um parto vaginal
 
Há muitas mais razões que levam a cesarianas. 
Muitas das vezes as equipas preferem não arriscar e avançar para uma cesariana. Outras vezes , talvez se pudesse esperar mais tempo e tentar um parto vaginal. Muitas vezes, induzem-se os partos antes do tempo por diversos motivos e mais facilmente se acaba num parto cirúrgico.
A verdade é que as cesariana podem ter complicações, mas também podem salvar vidas. 
É preciso encontrar o equilíbrio e fazer as cesarianas necessárias, aquelas que efectivamente vão ter mais benefícios que riscos.
 
Depois há ainda outra perspectiva: porque é que a mulher não poderá escolher o tipo de parto que quer? E se for devidamente informada, porque é que não pode escolher uma cesariana, tendo consciência dos riscos? 
Nos hospitais públicos, esta opção não é possível - devia ser, mas não é. Fazem-se as cesarianas estritamente necessárias, mas a opção da mulher não é contemplada.
E parece-me que uma das razões para os hospitais privados terem taxas de cesariana de cerca de 66% em comparação com os 35% dos hospitais públicos pode ser essa, a par do facto de as cesarianas serem melhor pagas pelos seguros que os partos normais - e os médicos, como todos no país, estão pressionados para produzir e ter lucro.
 
No mundo ideal, as mulheres deviam ser bem informadas, ter uma gravidez bem vigiada e poder escolher o tipo de parto, que poderia ser um parto mais ou menos naturalista, mais ou menos medicalizado, de acordo com o escolhesse. Podia ser um parto na água ou uma cesariana, ter epidural ou hipnose como analgesia. Devíamos poder ter todas as opções, e devidamente esclarecidas, escolher o nosso parto de sonho.
Porque no fundo, tudo se resume a um final feliz, com mãe e bebé saudáveis, e é isso que todos queremos e é por isso que lutamos diariamente, não por números ou taxas.
 
                          
 
      

Confissões de uma médica (II)

03.06.15 | Sofia Serrano
Naquela manhã sentia-se o cheiro a maresia no ar. 
Havia o frenesim habitual num terminal de transportes públicos e as pessoas corriam e acotovelavam-se para chegar a tempo. A margem norte não se via, pelo nevoeiro matinal, mas ela estava ali, a uma curta distância. 
Atravessar o rio naquele primeiro dia na faculdade significava uma espécie de chegada à meta. A miúda da margem sul, das escolas públicas, ia ser a primeira da família a ir para uma faculdade de medicina, e, correndo tudo bem, a ser médica um dia. 
Tinha aquela sensação de ter uma série de borboletas a esvoaçar na barriga e lembro-me que pensei que dentro em breve iria perceber a parte fisiológica responsável por aquilo: devia haver uma série de hormonas e processos complexos que me levavam a sentir aquele friozinho, e que eu teria de saber na ponta da língua. 
Era outubro, mas os dias ainda estavam bons. Tinha passado um verão inteiro em suspenso, sem saber se iria mesmo conseguir entrar para a Medicina. Tinha feito os exames nacionais todos na primeira chamada, em Junho, e depois de preencher os papéis de candidatura à faculdade, e de algumas horas a decidir a ordem da escolha, restava-me esperar. O verão parecia interminável – foi provavelmente a única vez na vida que senti isso. 
Quando em setembro saíram finalmente as colocações na faculdade, soube que a nota de entrada em medicina tinha sido 18,2 valores. Uma média elevadíssima, que só permitia a entrada a muito poucos. Nessa altura só havia 5 faculdades em Portugal: duas em Lisboa, duas no porto e uma em Coimbra, e poucas vagas, o que fazia que só entrassem os que tinham melhores notas. 

Havia sempre debate acerca da justiça de todo este processo de entrada e era pouco consensual que um aluno de 19 pudesse ser melhor médico que um de 17, porque os médicos não se fazem só de algarismos, como vim a perceber ao longo destes anos. Mas regras eram regras e o processo de entrada era assim, e mantém-se na mesma. Apesar da ansiedade de saber se tinha entrado para a faculdade que queria, estava relativamente confortável com uma média final acima de 19 – mas queria saber se conseguia ficar em Lisboa, como pretendia. 
Mais uma vez, no dia da saída das colocações, a comunicação social deu destaque à nota de entrada para medicina. Houve uma série de reportagens para tentar perceber quem tinha entrado e como se conseguia chegar lá – afinal era preciso ser-se um génio para conseguir aquelas notas fabulosas? Andar nos melhores colégios? Ter-se apoio económico  para poder ter apoio extra escolar dos melhores professores? 
Parece-me que não há uma resposta única, e que cada caso é um caso. 
Uma coisa é certa: é preciso trabalhar muito. 
Passar horas a estudar, estar concentrado nas aulas. Mas depois é preciso conseguir gerir o stress dos exames, a ansiedade que muitas vezes nos turva o conhecimento. 

Tive a sorte de ter uma mãe professora de Biologia, o que fez com que desde pequena sempre me sentisse muito à vontade nessa área. Lembro-me de ter uns seis anos e de ir com a minha mãe às aulas de Biologia que ela dava nessa altura: desenhei a estrutura das células, que ela ensinou aos alunos e acho que nunca mais me esqueci. E em casa adorava ver na televisão uma série originalmente francesa, que tinha sido traduzida para português como “Era uma Vez a Vida”. Ela mostrava muitas vezes nas aulas alguns desses episódios, e eu tinha curiosidade em aprender tudo sobre o corpo humano e não perdia um. Estas coisas ajudaram-me muito no meu percurso durante o ensino secundário e até antes. Mas no geral, parece-me que sempre consegui ter boas notas porque gostava de aprender coisas novas. 
Foi graças ao meu pai que ganhei o gosto pela escrita e devorava livros desde que aprendi a ler – o primeiro livro a sério que li foi um da colecção portuguesa “Uma Aventura”, tinha sete anos e foi comprado numa feira do livro na margem sul. Acho que na altura os meus pais não acreditaram que o conseguisse ler, porque estava no primeiro ano da escola e só sabia ler frases, que era essencialmente o que se aprendia no início da escola primária. O “Uma Aventura na Escola” foi lido nesse verão e outros se seguiram. 
Acabei por ter facilidade em português e adorava escrever composições e imaginar histórias. E em História, tive a ajuda do meu pai, que tinha sido professor da disciplina, e me contava pormenores que não vinham nos nossos livros escolares e que alimentavam a minha imaginação. Devo muito aos meus pais os bons resultados que tive, porque me motivaram e me mostraram que o mundo é uma caixinha recheada de coisas para descobrir. E assim, as boas notas foram surgindo naturalmente.
No ensino secundário, a minha mãe, professora, achou que eu precisava de ter algum apoio para garantir bons resultados nos exames nacionais, poder ter uma média confortável e escolher o que queria para o futuro, sem condionamentos. Por isso, no 12º ano tinha uma vez por semana uma hora de treino em exercícios de matemática e outra de química com duas professoras excepcionais. Acima de tudo, acho que aprendi uma série de técnicas para lidar com os possíveis desafios que me fossem colocados nos exames e treinei a resolução de uma série de problemas, de vários pontos de vista. Aprendi que na véspera de um exame, não se ganha nada em querer estudar e rever – essa minha professora de matemática dizia-nos sempre, a mim e a outro amigo, que o dia antes do exame era dia de fazer uma mousse de chocolate, comê-la lentamente, e ir ao cabeleireiro. 

Ou seja, o stress de última hora não seria nosso amigo. 
Acho que esta foi uma das lições que retive para a vida e que uso sempre que tenho datas importantes.

                                




Jogos para toda a família e um passatempo!

03.06.15 | Sofia Serrano
Não há nada como passar tempo de qualidade em família. E se nos pudermos divertir, melhor ainda! O Festival Ludopolis nasceu deste conceito, da vontade de promover o contacto entre pessoas, colocando pais, filhos, avós, primos e amigos a interagir e a divertir-se por intermédio dos jogos. Vai este ano para a sua 4ª edição e tem sido sempre realizado em jardins de Lisboa. Conta com o apoio da EGEAC, estando integrado no programa das Festas de Lisboa. Este ano vai decorrer entre os dias 5 e 10 de junho em Belém, no Jardim Cordoaria-Mar (em frente à Cordoaria Nacional).

O Festival foi desenhado para proporcionar uma oferta que se adeqúe a todas as idades, tendo para oferecer aos seus visitantes mais de mil jogos e diversões para todos. Está organizado em 6 aldeias lúdicas: Aldeia das Crianças, Jogos Populares, Construções, Jogos de Sociedade, Jogos Desportivos e Jogos Multimédia. Dentro do recinto do Festival, todas as atividades são gratuitas e de acesso livre. 


E porque este é um blog para toda a família, em parceria com o Festival Ludopolis, vamos oferecer 5 bilhetes duplos para o festival!

Para se habilitarem a este prémio:

- fazer "gosto" na página do Festival Ludopolis no facebook, aqui
- fazer "gosto" na página do Café, Canela & Chocolate no facebook, aqui
- tornar-se seguidor do blog
- partilhar o post do passatempo no mural do facebook
- tagar dois amigos

Podem participar as vezes que quiserem, desde que cumpram todos os passos.
Os 5 vencedores serão escolhidos através do random.org e anunciados dia 5, o primeiro dia do festival! Toca a participar e boa sorte!

Obrigada!

02.06.15 | Sofia Serrano
Depois de uns dias atarefados de trabalho, abres o mail e está lá este:


"Muitos parabéns, temos o prazer de anunciar que estão entre os top 5 dos Pumpkin Awards 2015!
As famílias portuguesas distinguiram os vossos serviços entre os melhores de Portugal para famílias.
A Pumpkin agradece por prestarem serviços de qualidade e fazerem as famílias portuguesas felizes. 
A Pumpkin convida-vos a estarem presentes na cerimónia informal de encerramento do Pumpkin Awards, no dia 10 de Junho no Festival dos Jogos e Diversão Ludopolis, em frente à Cordoaria Nacional em Belém. 
Nesta cerimónia entregaremos um diploma e um selo em formato físico e digital, certificando que fazem parte do Top 5 dos Pumpkin Awards.                                 

Saudações abobrinhas
A equipa Pumpkin."


Obrigada a todos!!!
O Café, Canela & Chocolate ficou entre os 5 melhores Blogs para a Família, categoria ganha pelo fantástico Cocó na Fralda, e ao lado do Blog da Carlota, Socorro!...sou mãe e A menina da mamã!
Obrigada por estarem por aí.

Resultado do passatempo LEGO

02.06.15 | Sofia Serrano
Como o Dia da Criança pode ser todos os dias, cá está o resultado do passatempo em parceria com a LEGO, que vai deixar três crianças muito felizes com um LEGO DUPLO "O COMBOIO DOS NÚMEROS":

Sara Raquel Teixeira

Sílvia Matos

Cláudia Pereira

Parabéns!
Por favor, enviem um mail para msofiaserrano@gmail.com com os vossos dados para receberem o LEGO COMBOIO DOS NÚMEROS (os miúdos vão adorar!)