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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Não tenhas pressa

30.09.15 | Sofia Serrano

Não vale a pena querermos que as coisas passem a correr.

Quando somos pequenos, queremos ser adultos o mais depressa possível para tirarmos a carta, irmos ao cinema com os amigos sozinhos, fazermos as nossas escolhas. E quando nos apercebemos estamos numa rotina de um emprego, lutamos para pagar as contas e só queremos que os dias passem rápido para chegarem as férias.

Não vale a pena termos pressa.

Depois daqueles dois tracinhos que apareceram no teste de gravidez, não vale a pena suspiramos pelo fim dos nove meses, porque em menos de nada, temos o nosso filho nos braços e já temos saudades de o sentir aos pontapés na nossa barriga.

Não vale a pena desejar que cresçam rápido.

Num dia estamos a mudar fraldas, com olheiras das noites mal dormidas por dar de mamar de três em três horas, e no outro estamos de coração apertado por ter de deixar o nosso filho, pela primeira vez, na escola. Eles vão deixar a chucha e as fraldas, vão deixar de fazer xixi na cama. Num instante.

Não vale a pena termos pressa.

As birras infindáveis passam e eles deixam de querer colo e mimos no que parecem ser segundos. Deixam de querer dormir na cama dos pais, deixam de chamar pela mãe a meio da noite por causa de um pesadelo, deixam de querer o pai para brincar aos carrinhos.

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Não vale a pena querer que a vida passe num ápice.

É o "agora" que vale a pena aproveitar.

O sol, a chuva, um abraço, beijos lambuzados. Birras, lágrimas, gargalhadas e sorrisos. Joelhos esfolados de brincar na rua, roupas sujas e casas desarrumadas. Palavras mal pronunciadas, músicas que tocam repetidamente. Princesas e super-heróis. Pequenos invasores nocturnos que se aninham na cama dos pais a meio da noite e que se recusam a sair. Colo. Mimo.

Eles crescem num instante. E a vida não se repete. Por isso, não vale a pena ter pressa. Mas vale a pena aproveitar todos os segundos.

 

As palavras das mães

28.09.15 | Sofia Serrano

Os momentos marcantes na vida dos nossos filhos são momentos marcantes na nossa vida também. Desde pequenos que os queremos proteger do mundo, e ajudá-los a crescerem saudáveis e a serem boas pessoas. A serem felizes.

Há momentos em que temos que confiar que lhes ensinamos as coisas certas e temos que os deixar abrir as asas. Aqueles primeiros dias de escola são um desses momentos importantes. Já partilhei aqui antes o que o meu coração me sussurrou a escrever para que os meus filhos possam ler e reler, e se lembrem sempre do que é verdadeiramente importante.

Hoje, partilho convosco um vídeo onde outras mães, de outros países, mas com muito em comum, dizem aos filhos nesta altura de regresso às aulas.

 

 

 

 

 

Dias de outono com sabor a verão

27.09.15 | Sofia Serrano

Ainda há sol, ainda há calor. Sabe bem aproveitar os dias até aos últimos raios de sol. E para eles, não há nada melhor que brincar no parque, correr na relva, andar de baloiço. Enquanto houver dias destes, vamos aproveitá-los.

Melhor: pode vir a chuva e o frio, que vamos, equipados a rigor, brincar na mesma.

Crianças que brincam lá fora crescem saudáveis e felizes.

Desafio: esqueçam as televisões ao fim do dia e levem os miúdos a brincar lá fora. Vão ver que compensa.

 

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Vamos descobrir a família mais TriNa de Portugal?

25.09.15 | Sofia Serrano

Todos os dias é a mesma coisa: toca o despertador e o carrossel começa a girar. Escola, trabalho, supermercado, banhos, jantares, e o dia passa a correr. A voar! Quando nos apercebemos acabaram as férias e já estamos a caminho do natal e em menos de nada é verão outra vez!

É preciso abrandar. Aproveitar os dias.

Sim, é difícil conciliar o trabalho e a vida familiar, por mais que se tente desfrutar ao máximo do tempo com os filhos e amigos, nem sempre as coisas correm como desejaríamos. Mas é possível mudar. Eu acredito nisso.

Acredito que todos conseguimos, entre rotinas e horários, encontrar momentos de descontracção, de sorrisos e gargalhadas. Aqui em casa tentamos ter todos os dias tempo de qualidade, aqueles momentos em que estamos juntos e nos divertimos. 

 

Querem ver?

 

 

 

Confissões de uma médica #8

24.09.15 | Sofia Serrano

"Quando é que vens para casa, mãe?"

 

É quase impossível explicar o que uma mãe sente quando os filhos lhe fazem esta pergunta pelo telefone, ao fim de um dia de escola. Quando eles já chegaram a casa com o pai, depois de quase 12 horas fora. Quando querem ver a mãe, contar à mãe o que aconteceu durante o dia, o que comeram, o que aprenderam, ao que brincaram. Quando não podem, porque a mãe está a trabalhar (outra vez) e vai passar mais uma noite no hospital. Mais 24 horas seguidas, às quais se soma outro dia, o que faz que esta mãe só possa ver, realmente, os filhos na tarde do dia seguinte. E em pouco tempo, porque há TPCs, banhos e jantar para organizar e é preciso estar no hospital bem cedinho no dia seguinte.

Mesmo que a mãe explique que está a ajudar outras pessoas, que está  ajudar bebés a nascer, é difícil. Tão difícil. Porque as crianças são crianças, e as mães são mães. E mães e filhos devem estar juntos, o máximo de tempo possível. É assim que deve ser. As mães mimam, ensinam, ajudam a crescer. É preciso tempo, para se ser mãe. E eles precisam de tempo, para serem filhos.

24 horas de urgência, mais dezenas de horas de trabalho todos os dias, todas as semanas, todos os anos. Tempo demais para o trabalho.E se as contas permitem, então é tempo de mudar. 

Uma vez ouvi dizer que só são precisos 20 segundos de coragem para mudar. 20 segundos, suficientes para preencher um papel. 20 segundos, suficientes para pôr em primeiro lugar o que deve estar em primeiro lugar. 20 segundos para decidir  trabalhar menos, para não precisar deixar os filhos em prolongamentos na escola, para brincar com eles, para ajudar com calma nos TPCs e ainda ensinar os dias e os anos com as laranjas da fruteira e muita imaginação. 20 segundos para escolher que está na altura de os deixar brincar na rua, para os levar ao parque todos os dias. 20 segundos para voltar a dormir todos os dias em casa e poder abraçar e espantar pesadelos.

20 segundos são mais que suficientes para pormos em prática o que o nosso coração já pedia há muito.

20 segundos são suficientes para escolhermos ser felizes.

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Mudar

23.09.15 | Sofia Serrano

Nestes tempos em que estive como mãe a tempo inteiro, reduzi o ritmo. Desacelerei.
Andava a mil antes destes últimos 3 meses, fazia mil-e-uma-coisas aos mesmo tempo, bebia muitos cafés por dia.
Mas tinha pouco tempo para o que era realmente importante.
Os 3 meses com os meus filhos deram-me tempo. Um bem precioso, que não tem preço.
Tive tempo para pôr as coisas em perspectiva. Fiz mudanças. Mudanças importantes. Estou, lentamente, a voltar ao trabalho, mas com outro ritmo, outra visão das horas de trabalho.
Mudei de vida porque precisava, para podermos ser felizes.
E neste retomar, o blog também tem andado mais tranquilo, mas continua um dos meus amores.
(e um dia conto melhor esta história que tem a banda sonora do António variações)

 

No meu tempo

22.09.15 | Sofia Serrano

O melhor deste dia foi poder chegar à janela de casa e gritar " Meninos, venham para casa, está a anoitecer e o jantar está pronto!". Como antigamente.
Porque, maravilhosamente, juntaram-se as crianças da vizinhança para andar de bicicleta, e a rua transformou-se na rua de antigamente.
E eles adoraram e já combinaram repetir a dose amanhã, e depois, e depois.
O que eu gosto disto.

 

Assim, o meu tempo, afinal, também pode ser o vosso.

Só espero que guardem tão boas recordações como eu.

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7 anos e a festa Frozen

20.09.15 | Sofia Serrano

Esta coisa de se ter filhos traz toda uma nova dimensão temporal. É neles que nos apercebemos da velocidade incrível do tempo. A M. já fez 7 anos! Às vezes custa-me a acreditar como é que ontem ela era uma bebé indefesa, e agora já é uma miúda independente, que sabe bem o que quer, e que contagia com a sua alegria e riso.

Os dias importantes são para festejar a rigor. E o dia dela também foi: logo de manhã, ao acordar, houve bolo e velas para soprar. Depois, fiz-lhe uma surpresa e apareci na escola à hora de almoço para uma saída a duas para comermos um hamburguer. Ao fim da tarde, muita brincadeira no parque com o irmão e os amigos!

Mas a festa foi no sábado, num sítio que ela adora, e onde costumamos fazer já há alguns anos a festa de aniversário dela: há piscina, insufláveis, parque infantil. Tivemos a sorte de estar um dia de verão fantástico, para contrastar com o tema da festa, que como não podia deixar de ser, foi Frozen.

Neste site encontrei vários kits para imprimir e adaptei ao que queria. O bolo foi ela que escolheu e estava uma delícia. Acima de tudo, o mais importante foi vê-la sorrir, feliz.

(obrigada a todos os amigos que vieram!)

Mais no nosso instagram, aqui

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Os nossos filhos também são o que comemos

16.09.15 | Sofia Serrano

A alimentação saudável é fundamental desde o início. Sabe-se que o que a mãe come durante a gravidez vai influenciar fortemente a saúde do seu filho. É isto é válido também para o período da amamentação. Já falei aqui sobre os hábitos saudáveis na gravidez, uma mensagem que nunca é de mais reforçar. 

Mas nos dias que correm, são as campanhas publicitárias que causam mais impacto. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (Brasil) optou por imagens que expressam bem a mensagem de que o que comemos vai, de facto, influenciar a saúde do nosso filho. Por isso, pensem duas vezes antes de escolher fast-food e prefiram uma boa sopa de legumes:

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10 coisas que as mães nunca confessam aos filhos

16.09.15 | Sofia Serrano

1.  Os filhos já foram a razão de muitas lágrimas.

2. Sim, a mãe queria aquela última fatia de bolo.

3. Sim, doeu.

4. As mães também têm medo, muitas vezes.

5. As mães sabem que não são perfeitas.

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6.  As mães ficam a olhar para os filhos enquanto eles dormem.

7. As mães carregam os filhos por muito mais que 9 meses.

8.  Ouvir um filho chorar parte o coração de uma mãe, sempre.

9. As mães colocam sempre os filhos em primeiro lugar.

10. As mães fariam tudo de novo.

 

 

 

 

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