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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Programa em família: Sábados Selvagens no Zoo de Lisboa

30.10.15 | Sofia Serrano

Ir ao Jardim Zoológico de Lisboa é sempre um excelente programa para miúdos e graúdos. E o facto é que o Zoo está cada vez melhor, com uma maior preocupação pela educação e pela conservação das espécies.

Desta vez, fomos experimentar um programa diferente, o "Sábados Selvagens", um programa especialmente pensado para promover a aprendizagem da família. E vale muito a pena.

Os "Sábados Selvagens" são uma visita aos bastidores do Zoo, que promovem o conhecimento de forma divertida e interectiva. Fomos acompanhados por um Educador, o Diogo, e tivemos direito a uma visita personalizada simplesmente fantástica. Visitámos os animais mais emblemáticos do Zoo, como os tigres, os flamingos, os macacos, os elefantes e as girafas. O Diogo falou-nos sobre os animais e os tratadores, as rotinas dos mesmos, a alimentação, a reprodução e muitas outras curiosidades. Os miúdos (e os graúdos) iam fazendo perguntas e aprendemos muitas coisas novas sobre várias espécies de animais.

Tivemos a oportunidade de conhecer alguns tratadores e participar em programas de enriquecimento ambiental. Na visita aos lemures e às suricatas, foi possivel ajudar a preparar o alimento dos mesmos e colaborar na sua alimentação. A M. e o P. adoraram! 

Conhecemos também a tratadora das aves exóticas e só não assistimos à apresentação das aves porque o dia estava chuvoso, e não era possível realizar-se. Mas percorremos os bastidores do zoo e ficamos a conhecer muitas histórias interessantes.

Assistimos à apresentação dos golfinhos e tivemos também oportunidade de visitar as instalações onde é preparada a alimentação e onde são prestados cuidados a estes animais. Tivemos oportunidade de assistir a um treino, e só faltou mesmo dar uma festinha a um golfinho! 

Obrigada ao Zoo por nos ter proporcionado esta fantástica experiência e à família "O Rei vai Nu" que nos acompanhou nesta aventura (os miúdos tornaram-se inseparáveis!).

 

Se querem uma visita inesquecível ao Jardim Zoológico de Lisboa, então experimentem o programa "Sábados Selvagens"!

 

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A preparar uma boa surpresa

30.10.15 | Sofia Serrano

O aniversario do escorpião cá de casa está a chegar. E está na altura de o surpreender com o que ele gosta: um fim de semana relaxante, num sítio giro, com spa, piscina aquecida e uma vista daquelas. E com a família, claro está. 

(ainda não posso dizer exactamente onde é, para não estragar a surpresa, mas fica para terras de nuestros hermanos)

Ele merece.

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Coisas que toda a gente adora dizer a uma grávida

28.10.15 | Sofia Serrano

Quase se toda a gente se torna um expert ao pé de uma mulher grávida: há teorias e opiniões acerca de tudo. E não, as grávidas não gostam de ouvir coisas do género:

 

"São gémeos?" - quando sabem perfeitamente que é só um bebé, e que o problema foi que se comeu um bocadinho demais.

 

"Tem barriga de menino! De certeza que é um rapaz, o médico deve-se ter enganado!" - apesar de já se ter visto com toda a certeza nas várias ecografias que era uma menina.

 

"Ah, tem mesmo cara de grávida, vê-se logo porque está muito inchada!" - apesar de termos anunciado nesse dia a gravidez, que ninguém desconfiava momentos antes, e até nos diziam que estávamos mais magras.

 

" Deve estar quase a nascer, com essa barriga...." - quando temos umas 30 semanas de gravidez, mas subitamente toda a gente repara que engordamos e faz questão de o sublinhar.

 

"No meu tempo gravidez não era doença, agora toda a gente arranja uma desculpa para não trabalhar!" - quando temos uma ameaça de parto pré-termo e o médico recomendou repouso.

 

"Não devias usar colares por cima da barriga, senão o bebé vem com o cordão à volta do pescoço" -  futurologia pura.

 

"Acha que pode comer/beber isso, assim, gravida?", com ar de reprovação - como se não soubéssemos já de cor e salteado o que faz bem ou mal ao nosso bebé e a nós...

 

" Aproveita agora para dormir, porque quando ele nascer..." - sim, uma grávida no final da gravidez dorme lindamente....

 

Escolha certa: dizer à grávida que está linda e radiante, e que vai correr tudo bem.

 

 

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Do campo para a mesa!

27.10.15 | Sofia Serrano

A alimentação saudável está na ordem do dia. Cada vez mais nos preocupamos com a qualidade do que comemos, em particular quando falamos de alimentação infantil.

Por isso, fomos a convite da Blédina, conhecer um pouco mais sobre a origem dos seus produtos, na Quintinha Pedagógica do Zoo de Lisboa.

Conhecemos o fornecedor da marca, a Atlantic Meals, e percebemos que só são utilizados ingredientes puros, de qualidade, com origem natural, na marca Blédina. Desta forma, a marca acaba por aliar a qualidade à conveniência, alertando os pais para a importância de selecionar os melhores ingredientes e processos para garantir o sabor único e natural das suas papas. Os miúdos mexeram nos cereais, viram e tocaram no arroz nas suas diferentes fases, e no milho, e aprenderam como são estes produtos no seu estado natural.

A nova campanha da Blédina, "Do campo para a mesa" vem reforçar a importância da educação para novos sabores, ou seja, ensina os mais pequenos a reconhecer o sabor real dos alimentos e a construir as bases de uma boa nutrição futura. Sem corantes nem conservantes, os produtos Blédina contém apenas ingredientes cuidadosamente selecionados, desde a colheita até à sua confecção, um processo que os miúdos aprenderam e replicaram!

 

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A melhor parte dos TPCs...

26.10.15 | Sofia Serrano

...é o momento em que o pai chega com uma encomenda, e de lá de dentro sai um kit completo de princesa, que inclui um champô e um amaciador Johnson´s Baby Brilho Mágico, purpurinas, tiara, varinha mágica e uma Barbie Princesa Rock Star!

(escusado será dizer que queria ir tomar banho outra vez, para ficar com o cabelo mais brilhante!)

 

 

Os dramas da mudança da hora

26.10.15 | Sofia Serrano

Facto nr 1: alguém, um dia, acordou e decidiu que em outubro, lá para o último fim de semana, era uma excelente ideia mudar a hora. Era giro. Ficava de noite muito mais cedo, o que tornava os dias de outono /inverno ainda mais pequenos (parecem!). Não havia assim nenhuma vantagem aparente, mas era coisa a experimentar. Sim senhora, assim foi. E nós cá andamos nessa vida.
Facto nr 2: os relógios, iPads e afins trazem um botão para acertar a hora, ou mudam automaticamente quando ligamos à net. Tudo muito bem. Mas esqueceram-se que as crianças NÃO trazem esse botão, nem estão ligadas à rede. Por isso, as crianças continuam a achar que é um dia absolutamente normal, com horas normais e rotinas normais.

 

E o tempo para educarmos os nossos filhos, onde está?

23.10.15 | Sofia Serrano

Não está contemplado em nenhum contrato de trabalho nem em nenhum programa curricular aquele tempo que os pais deviam ter obrigatoriamente com os filhos só pelo simples facto de serem pais. Não vem escrito nos livros de matemática e de português dos miúdos, depois dos últimos exercícios da página "Agora, tempo livre para estares com os teus pais, para fazerem o que entenderem". Não está estipulado no código de trabalho o tempo para educar os filhos, como estão horas obrigatórias anuais de formação, licenças para mestrados ou doutoramentos, ou até para acumular funções de docência. E nesta sociedade fast-food, em que tudo é para "agora", é praticamente impossível gerir eficazmente família e trabalho. Não há tempo.

Para a maioria das famílias, o despertador toca antes do sol nascer e a correria começa: não há tempo para um pequeno almoço em família e leva-se qualquer coisa para comer no caminho, não há tempo para espreitar à janela para ver se chove ou não e consulta-se a app da metereologia, não há tempo para conversar porque é preciso vestir, pegar nas mochilas e correr para o carro - e para as filas de trânsito. Os pais passam o dia no emprego, os filhos passam os dias nas escolas, ATLs e afins. E quando se encontram, já o sol se pôs, ainda é preciso acabar TPCs, um relatório mesmo importante do trabalho, e é preciso dar banho aos miúdos, fazer o jantar (ou pôr no microondas uma qualquer comida pré feita, carregada de açúcar e gordura porque não há tempo) e pôr os miúdos na cama, porque se diz que deviam dormir 12 horas por noite para crescerem saudáveis (apesar de se levantarem sempre às 7h e irem para a cama depois das 22h).

E num instante passam-se semanas, meses, anos. Neste corre-corre os miúdos tornaram-se adultos, dependentes de tecnologia e fast-food, que mal falam com os pais, não conhecem os vizinhos e só têm amigos e paixões pelo facebook. São óptimos a matemática e a português, mas não sabem cozinhar, não fazem ideia de onde vêm os legumes, não imaginam como se remenda uma camisa, não sabem andar de bicicleta sem rodinhas nem saltar à corda e muito menos fazer a roda, nunca mais abriram um livro verdadeiro, daqueles mesmo de papel, porque passam o tempo a jogar nos telemóveis e tabletes.

E como estamos todos num ritmo tão acelerados, não vemos isto, e acreditamos todos os dias que estamos a fazer o melhor, porque damos o melhor no nosso emprego, pomos os nossos filhos nas melhores escolas, damos-lhes a melhor tecnologia.

Só não lhes damos o que eles precisam mais: tempo. Porque também nao nos dão a nos esse tempo. O tempo é um luxo nos nossos dias. Um luxo que todos merecíamos. E para começar a mudança, devíamos exigir tempo para educar os nossos filhos, porque são eles o futuro.

 

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Galochas para os miúdos!

22.10.15 | Sofia Serrano

Eu admito que vivo em negação com esta coisa do outono e do inverno muito tempo. Mas depois da tempestade destes últimos dias tenho de me render à evidência que os dias de sol e calor estão a acabar. Para além disso, os miúdos cá de casa deram um salto no verão, e tudo o que é roupa mais quentinha, e respectivo calçado deixou de servir. Portanto, a chuvada desta semana fez com que eu caísse na realidade que tenho mesmo de pensar em comprar as coisas essenciais para o frio e chuva que já chegaram. Ora vamos começar pelas galochas, que são essenciais para as manhãs de chuva em que é preciso saltarem rios de água a sair do carro para entrar para a escola - para além de que são fundamentais para o mais pequeno, que aproveita qualquer pocinha de água para saltitar, independentemente do que tenha calçado. Ficam aqui algumas sugestões que encontrei, com preços diferentes (depois conto qual acabamos por comprar!)

 

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Confissões de uma médica #9

22.10.15 | Sofia Serrano

Desde que comecei a fazer ecografia a grávidas, que cada momento é inesperado, e cada entrada de uma nova família ou de uma grávida sozinha traz expectativa e surpresa.

Em particular quando se vai fazer a primeira ecografia, depois de um primeiro teste de gravidez positivo, as emoções estão à flor da pele. Os pais de primeira viagens estão geralmente mais ansiosos, mas nem sempre. A verdade é que quase toda a gente já tem expectativas, que acreditam que aquele exame vai concretizar. Há quem queira gémeos, há quem queira só um bebé, há quem queira saber se não há descolamentos e se está tudo bem, há quem queira saber o sexo do bébe desde o primeiro instante. Há quem veja logo ali um futebolista ou uma bailarina, há quem defina a personalidade do futuro filho pelo número de vezes que o pequeno feto se movimenta durante o exame - ou ache que vai adorar dormir porque esteve sossegado durante aquele tempo. Não é fácil gerir expectativas.

E acima de tudo, é difícil dar notícias que os futuros pais não querem ouvir.

 

 

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Aqueles momentos em que de certeza que chove (a cântaros!)

19.10.15 | Sofia Serrano

1. Quando saímos do cabeleireiro, naquela vez em que o cabelo ficou mesmo de sonho, depois de horas a cortar, pintar, secar e dar um jeito com a prancha.

 

2. No dia em que, finalmente, decidimos que estava na altura de lavar o carro, depois de andarmos a ouvir resmunguices do marido acerca do estado do mesmo durante meses.

 

 

 

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7 coisas que as mães fazem no fim de semana

18.10.15 | Sofia Serrano

1. As mães ficam felizes, porque é sexta-feira e o fim de semana está a chegar. Mas depois lembram-se que são mães, e que geralmente, fim de semana significa tudo menos descanso. Mesmo assim, têm esperança que vá ser um fim de semana memorável.

 

2. As mães acordam ainda mais cedo do que num dia da semana, porque os miúdos sabem que é sábado ou domingo e às 6h da manhã já andam a correr pela casa. E mesmo que sejam instruídos para "deixarem os pais dormir", essa regra parece não se aplicar à mãe, que é chamada multiplas vezes com "Mãaaeee, posso ir fazer xi-xi?" , "Mãaaeee temos fome, podes fazer panquecas?!", "Mãeeee a mana não me empresta o brinquedo!", até a mãe se levantar.

 

3. As mães passam o dia de rabo para o ar, a apanhar brinquedos espalhados por todo o lado, depois de repetir mil-e-uma-vezes aos filhos frases como "Por favor arrumem o quarto!", "Quando deixam de brincar com um jogo, arrumem-no primeiro e só depois vão buscar um outro!", "Brinquem no vosso quarto!" . Às tantas, infiltra-se na brincadeira, qual agente secreto, para discretamente ir deixando logo tudo arrumado, antes que a casa se trasnforme num cenário pós passagem de um furacão.

 

 

 

 

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Sonhar, sempre

17.10.15 | Sofia Serrano

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Já em tempo falei sobre um sonho, o meu sonho de abrir uma clínica gratuita, onde toda a gente pudesse ter a gravidez bem seguida, com direito às ecografias necessárias, onde a família pudesse acompanhar a grávida, onde a saúde da mulher fosse uma prioridade, mas sem esquecer o casal, onde houvesse medicamentos gratuitos, contracepção gratuita. Onde se fizessem encontros entre famílias, preparação para o parto, seguimento no pó-parto, exercícios nas várias fases da vida da mulher. Onde se pudesse falar de sexualidade abertamente. Onde se aconselhasse, e se discutissem as melhores opções para todos, não só porque os livros o dizem. Onde ninguém precisasse de pagar nada.
Enquanto este sonho não se torna realidade, porque financeiramente é impossível (mas nunca se sabe quando me sai o euromilhões!), dou um bocadinho do meu tempo (e todo o meu coração) a um projecto que é a APF Algarve​, que acaba por ser parte deste meu sonho: esta ONG com muitos anos de existência ajuda a população de muitas e variadas maneiras, nas áreas do HIV/SIDA, contracepção, preparação para o parto e parentalidade, formação, consultas, toxicodependência e muito mais. No dia 16 de Outubro, organizámos um Encontro de Profissionais de Saúde onde se debateram temas como os mitos associados à toma da pílula, as disfunções sexuais, a sexualidade e contracepção pós cancro da mama e muito mais.

Foi uma fantástica partilha de experiências, que resultou do esforço voluntário de muitos e me faz acreditar que os sonhos são possíveis. Basta acreditar.


(sejam queridos e deixem um gosto na página da APF Algarve, e se conhecerem alguém interessado em financiar este tipo de sonhos, é só dizerem!)

As mulheres e a sexualidade

15.10.15 | Sofia Serrano

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Falar sobre sexo ainda é coisa tabu para muitas mulheres.

Ainda não conseguimos que a nossa sociedade perceba que uma sexualidade saudável faz parte do bem estar diário. Em Portugal e no mundo, o problema repete-se e há estudos que mostram que quase metade das mulheres tem uma vida sexual insatisfatória. É preciso mudar mentalidades e comportamentos e é preciso conversarmos sobre o assunto.

As mulheres são seres complexos e sabemos que a maneira como correu o nosso dia, o cansaço físico, a discussão com o patrão, o filho que chora a meio da noite, tudo isso vai interferir na nossa sexualidade. E depois há problemas médicos e medicamentos que também podem diminuir o desejo, diminuir a lubrificação, interferir com o orgasmo, originar dor.

Mas é possível melhorar. E devemos querer estar bem, nesta parte fundamental da nossa vida. E procurar ajuda, se necessário.

Amanhã, a APF Algarve organiza um Encontro de Profissionais de Saúde que tem como tem "Controvérsias na Saúde da Mulher, do Casal e da Criança". Vão estar médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e estudantes à conversa acerca de temas fundamentais. Eu vou falar sobre Disfunções Sexuais Femininas e espero poder dar mais um pequeno contributo para melhorar a sexualidade das mulheres.

 

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