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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Escrever

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Há alguns dias, um amigo pôs-me a pensar.

Sobre o que me movia neste mundo digital. Sobre blogs, pessoas, marcas, parcerias, coisas boas e desilusões.

Às vezes ficamos perdidos. Este mundo é implacável.

E é preciso alguém que nos faça parar e pensar sobre o nosso caminho. O que nos trouxe até aqui, o que nos faz querer continuar. Quem somos e o que queremos.

 

Sou médica, e adoro o que faço. E tenho a mais bonita especialidade do mundo, que me torna responsável pelas mulheres, pelas grávidas, pelos bebés que ainda estão em desenvolvimento na barriga das mães, com todo um futuro à sua frente. Esta vai ser sempre a minha profissão.

 

Mas também amo escrever.

Desde muito pequena, tenho muitas histórias escritas em letra de escola primária em cadernos velhos. E diskettes que já não consigo abrir com ficheiros com romances de adolescente, documentos em discos rígidos que foram escritos em momentos de impulso ou bem ponderados. O meu querido "Confissões de uma Médica" e agora o "Dias de uma Princesa Grávida". Não sei se isto tudo me define como escritora, mas sou, assumidamente, uma apaixonada pela escrita. Uma médica-escritora soa bem.

 

Isto para dizer a esse meu amigo que sim: sei o que quero, o que me move, o que me faz sonhar.

 

Escrever.

 

 

#mynovel

O quê, os teus filhos não te deixam dormir no fim de semana?

Perguntas recorrentes. Dramas familiares.

Ora o mundo divide-se entre aqueles que têm miúdos que desde pequenos dormem até ao meio dia, e que dificilmente acordam cedo, e aqueles que são madrugadores incansáveis, e que mesmo ao fim de semana estão a pé antes das 8 - ou até antes das 7, que curiosamente o fim de semana traz consigo o fenómeno do "acordar-ainda-mais-cedo". 

 

Cá em casa, acreditava piamente que quando tivesse filhos, iam ser exatamente como eu: dormir até ao meio-dia era um dos meus desportos preferidos ao fim de semana, ou até durante a semana se tal fosse possível.

Pronto, estava redondamente enganada.

Mais uma para a lista do "a maternidade-não-te-preparou-para-isto".

 

Desde muito, muito pequenos, acharam que o ideal era acordar por voltas das 7. Durante muito tempo, até acordavam a rondar as 6 da manhã e era impossível fazê-los voltar a dormir. Sabem lá como me custou habituar-me a esta coisa de ter dois pequenos madrugadores em casa.

Portanto, para além de despertares noturnos de origem diversa (desde pesadelos, a xi-xis e etc) que implica aprendermos a dormir instantaneamente em duas horas e termos de acordar frescos que nem uma alface de um instante para o outro (ótimo treino para quem faz urgências noturnas!), tornarmo-nos pais implica mudarmos para a outra metade do mundo.

Deixar os sornas e passar para os madrugadores.

 

Claro que há aqueles pais sortudos.

Aqueles que me dizem de boca cheia: "O quê, os teus filhos não dormem até ao meio-dia sempre que podem? Coitada! O melhor é deixarem de dormir a sesta, ou não os deixar ir dormir tão cedo!"

 

Já testamos esta teoria, que à primeira vista me parece logo dos maiores disparates de sempre, porque meter miúdos na cama cedo (por volta das 20:30) é bom para eles e deixa tempo para os pais. E sestas, enquanto as quiserem dormir, ajudam a tudo, desde crescimento a concentração.

Mas pronto, num daqueles dias de jantares de amigos pode acontecer. Deitamo-nos todos tarde e rezamos para que, no dia seguinte, só acordemos depois do sol já estar bem alto no céu.

O que acontece invariavelmente? Acordam ainda mais cedo. E cheios de energia (ao contrário dos pais, que repentinamente tomam consciência que daqui a nada temos 40 anos, e que esta vida de noitadas já não dá para nós).

 

A solução?

Deitarmo-nos cedo também.

Ou esperar pela adolescência, que me garatem que muda este lado madrugador das crianças.

(a ver vamos!)

 

(não se esqueçam, amanhã vou estar com a Catarina Beato na Fnac do Forum Algarve, ás 16:00, a apresentar o nosso livro, apareçam!)

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Porque é que tenho andado desaparecida?

Nem sei muito bem.

Só sei que os dias passam num fósforo.

Entre despertadores, miúdos para vestir, pequenos almoços para fazer, mochilas para preparar, horários a cumprir, consultas, ecografia, mais consultas, tem sobrado muito pouco tempo para o blog.

Se calhar este tempo também não ajuda - sou daquelas que precisa todos os dias de umas boas horas de sol para andar bem disposta. E miúdos com tosse e ranhosos, guarda-chuvas e galochas não contribuem para um bom resultado desta conta.

Hoje consegui parar uns minutos, para respirar. Enquanto a miúda está na natação, e o mais pequeno ainda na escola. E apercebi-me a falta que me faz escrever. 

Por isso, sim, estou por aqui. A escrever. Com novos posts a caminho, com novos projetos quase, quase a surgir!

 

E vou estar este domingo na Fnac do Fórum Algarve, às 16:00, com a Catarina Beato, a apresentar o nosso livro Dias de uma Princesa Grávida! Posso contar com o vosso apoio?

(para quem quiser, também vão estar lá exemplares do Confissões de uma Médica!)

 

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