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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Confissões de uma médica #18

29.11.17 | Sofia Serrano

Muito haveria para se escrever sobre a letra dos médicos. Felizmente surgiram as receitas eletrónicas e programas em computadores para elaborarmos os relatórios ou apontarmos notas da história clínica.

Não, esta coisa rudimentar que se denomina "escrever" (vulgo "à mão"), não é para nós.

Lembro-me de numa outra vida, até ter uma letra bonita. Mas a pressão da faculdade de medicina, a velocidade a que temos de tirar apontamentos, a rapidez com que temos de escrever notas sobre cada doente, dá cabo de anos a treinar o torneado do "a" manuscrito.

 

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Ideias para o Natal #1

27.11.17 | Sofia Serrano

Para quem tem filhos que adoram o Panda, e também para aqueles que adoram os Caricas, há boas notícias : o Canal panda e a Universal Music associaram-se à Concentra e criaram uma linha de brinquedos exclusiva, dirigida a crianças entre os 3 e os 6 anos.

Há 4 peluches dos famosos Caricas, um Microfone Musical e um leitor Musical.

Ótimas ideias para os presentes de Natal - em particular, se os vossos filhos forem como os miúdos aqui de casa, que adoram música!

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Jantar a dois: Segundo Muelle

21.11.17 | Sofia Serrano

Sempre que vamos visitar a família ao fim de semana, aproveitamos para umas escapadinhas a dois. Um jantar especial é um dos nossos programas favoritos, enquanto os miúdos matam saudades dos avós.

Este sábado fomos experimentar o Segundo Muelle, um restaurante Peruano mesmo ao lado do Mercado da Ribeira e gostamos tanto que não quis deixar de vos falar sobre ele aqui no blogue.

O ambiente é muito acolhedor e o staff simpáico.

A comida, essa, é maravilhosa!

A ementa do Segundo Muelle é composta por pratos originalmente peruanos que apresentam influências Chifa (fusão da cozinha chinesa com peruana), Nikei (fusão da gastronomia japonesa com peruana), Mediterrânicos (influencia espanhola e italiana) e Crioulos (influencia africana). A acompanhar os pratos, uma ementa de cocktails peruanos, confecionados com o tradicional Pisco, com destaque para o Pisco Sour, que provamos e aprovamos! Também experimentamos o Sangre de Toro, uma espécie de sangria mas um pouco mais doce do que a nossa.

 

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Está aberta a época Natalícia!

20.11.17 | Sofia Serrano

Está a chegar aquela altura do ano: da magia,da partilha, dos amigos e família.

E claro, das brincadeiras, dos doces, dos jogos, das gargalhadas!

A festa de Natal da Lego já se tornou numa tradição, onde reencontramos amigos, provamos as delícias do Natal e acima de tudo, bricamos com os intemporais Legos!

E o hotel Fortaleza do Guincho tem a magia certa para entramos no espírito da época:

 

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O Despacito dos Médicos!

16.11.17 | Sofia Serrano

Quem já leu o "Confissões de uma Médica", sabe que eu falo sobre o percurso dos médicos, em particular na Faculdade de Medicina de Lisboa - e a Noite da Medicina também lá está!

Este ano, os futuros médicos continuaram a tradição - deixo-vos o vídeo da paródia ao Despacito, devidamente adaptado à vida de um estudante de Medicina :)

 

 

Passatempo Clementoni - jogos didáticos para os miúdos

14.11.17 | Sofia Serrano

Está a chegar o Natal e andamos todos a pensar em bons presentes para oferecer aos mais pequenos.

Eu gosto muito de lhes oferecer jogos. Divertem-se muito, aprendem, riem!

Por isso, em parceria com a Clementoni, surge o primeiro passatempo de Natal, com 3 jogos para oferecer aos leitores do blog:

 

Um jogo "Primeiras Palavras" – Para aprender a reconhecer as letras e compor palavras divertidas

Um jogo "Aprendo Inglês" – Aprender inglês nunca foi tão divertido com cartões coloridos e com vários níveis de dificuldade

Um jogo "Os Números" - Para aprender a contar e associar números e quantidades

 

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Coisas que se passam cá em casa às 6 da manhã!

13.11.17 | Sofia Serrano

Acordo em sobressalto com um "Mãaaaaeeeeeee!".

(aquele momento que dispara uma mola no nosso corpo e nos faz abandonar em milionésimos de segundos o quentinho da cama e correr em direção ao quarto dos miúdos)

A M. dormia tranquilamente. Era o mais pequeno.

- Está tudo bem? - pergunto eu, ainda a tentar manter pelo menos um olho aberto - Ainda não tocou o despertador, podes dormir mais um bocadinho!

- Mas mãe! Lembrei-me agora que a escultura com castanhas que fizemos ontem para a escola não se pode chamar "A lagarta e a sua casa". Eu fiz-lhe patas! É a formiga! Enganei-me! Podemos corrigir?

- Claro! Quando acordamos já te ajudo a tratar disso. Agora dorme.

(lá me deitei ao pé dele na esperança de que voltasse a dormir. Mas ele dava voltas e mais voltas na cama)

- Mãe?

- Sim?

- Sabes, não estou a conseguir dormir porque não tenho a certeza quanto é 14+14.

- O quê?

- Sim! 14+14! é 18? Ou 28? Não tenho a certeza!

- É 28, mas tu só tens 5 anos, ainda não precisas saber essas contas todas. Podes dormir!!! (e eu também podia se tu dormisses!)

- Ok, ok. Mas 400 + 400 é 800, não é mãe??????

 

(socorro! tenho um matemático às 6:00 da manhã)

 

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Os miúdos precisam saber sobre sexualidade?

08.11.17 | Sofia Serrano

Deparei-me há alguns dias com uma série de comentários na net sobre o facto de que as crianças estavam a falar de sexualidade muito cedo na escola. Estes pais questionavam o porquê de se falar a miúdos de 8 anos sobre o aparelho reprodutor, sobre engravidar e uma série de outras coisas, quando deviam estar a falar de "coisas importantes" (que suponho seriam todas as outras). Um verdadeiro coro de indignações.

 

Curiosamente, o que me parece a mim, é que os nossos miúdos não têm a formação adequada ou suficiente na área da sexualidade.

Eu explico melhor : apesar de serem uma geração com acesso a muita informação em vários meios de comunicação (desde internet , à televisão e revistas), os curriculos escolares não trabalham a educação sexual de acordo com o que eles necessitariam, nem os pais se sentem à vontade para explicar e esclarecer dúvidas. Quer na escola, quer em casa, a sexualidade pode e deve ser abordada, adaptada à idade da criança.

Na verdade, muitos de nós vêm a sexualidade como algo tabu. Foi o que nos ensinaram há muitos anos atrás. Muitos ainda pensam assim, e é preciso mudar mentalidades.

 

Para os mais incrédulos, está demonstrado que a sexualidade faz parte de quem nós somos, contribui para a nossa identidade ao longo da vida e faz parte do nosso equilíbrio físico e psicológico.

Falar de sexualidade não é só falar sobre sexo. É falar sobre emoções, sensações, sentimentos, amor!

 

E a sexualidade existe desde que nascemos até morrermos.

O bebé recém-nascido tem prazer em cada carícia e com a satisfação das suas necessidades básicas. Um bebé de nove meses descobre o corpo ao manipular os seus órgãos genitais. A partir dos dois anos, a criança auto-classifica-se no que diz respeito à sua identidade sexual – devendo poder fazê-lo sem que os pais forcem a escolha do cor-de-rosa ou do azul, se jogam à bola ou brincam às cozinhas e às bonecas. E tudo isto acontece antes mesmo da chegada da “idade dos porquês".

A maneira como os nossos filhos vão viver a sua sexualidade vai depender de uma série de fatores: dele próprio, das suas características, da família, do que aprende na escola, dos amigos, do ambiente sociocultural...E é na adolescência que se evidenciam os comportamentos socioafetivos e sexuais.

 

Mas porque não informar? A informação é poder.

Se uma menina de 8 anos tiver conhecimentos sobre o seu aparelho reprodutor, estará mais preparada para as mudanças que aí vêm. saberá que a partir do primeiro período menstrual o seu corpo está apto para uma gravidez. Estará informada e com conhecimentos para, nas várias etapas, viver a sua sexualidade de forma segura, com respeito por si própria e pelos outros.

 

No ano passado, a minha filha deu os aparelhos reprodutores (estava no 3º ano). Veio muito frustrada, porque, depois de darem a matéria, perguntou à professora "Mas afinal como é que o espermatozóide vai parar ao pé do óvulo para se formar o bebé?".

A resposta da professora foi "Acabaram-se as dúvidas em relação a esta matéria.".

Foi a mim que ela veio perguntar porque queria perceber e achava estranho a professora não responder. Expliquei a "mecânica" das relações sexuais e lembrei-lhe que nos animais também acontecia assim. A reação foi "Ah, afinal era só isso?".

Conversar sobre as coisas ajuda - explicar, e não fazer delas um tabu.

Depois desta conversa, comprei-lhe uns livros, e disse-lhe que se tivesse duvidas falávamos sobre o assunto. Acho que é uma boa estratégia e que pode ajudar muitos pais que não se sentem à vontade com este assunto.

(estes são os que ela leu:)

 

 

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Parabéns, meu amor!

07.11.17 | Sofia Serrano

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Hoje o pai faz anos.

Fizeram desenhos especiais e até uma decoração para o bolo de pão de ló, que enfeitaram com chantilly e morangos e que comemos bem cedo, antes de sairmos para o trabalho e escola.

Houve um presente inesperado (que vai fazer toda a família feliz!) e muitos beijos e abraços.

Parabéns R.!

Adoramos-te e queremos estar contigo muitos e muitos anos!

 

Sobre os "sítios para deixar crianças"

07.11.17 | Sofia Serrano

Nos dias de hoje, não há hotel nem centro comercial que se preze que não tenha uma sítio para as crianças brincarem, sob supervisão especializada (vulgos monitores), a troco de alguns euros por hora, enquanto os pais vão "fazer alguma coisa" - seja compras, massagens, ir ao cinema ou seja lá o que for. Uma espécie de "depósito de miúdos", perdoem-me a expressão.

 

Eu confesso: isto comigo não resulta. E faz-me francamente confusão. Em primeiro lugar porque as nossas crianças passam os dias inteiros na escola, supervisionados por alguém que não os pais, e só os vêm (a grande maioria) de manhã, de fugida, e à noite, entre banhos e jantares.

Depois, porque quando saímos juntos para passear ou vamos passar um fim de semana a um hotel, o nosso objetivo é passarmos tempo de qualidade em família. 

 

Ora o conceito "em família" implica "todos", incluíndo os miúdos. E termos tempo juntos é bom - não é preciso estarmos sempre colados uns aos outros, mas partilharmos espaços e experiências, é bom para todos - nós precisamos de conhecer os nossos filhos, eles precisam da nossa perspetiva de ver o mundo para crescerem.

Por isso, não consigo deixar lá os meus filhos e ir descansada à minha vida, como vejo tanta gente fazer. O tempo é precioso e eles são a minha vida.

 

 

 

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