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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

A aventura do desfralde

Quando chega o tempo quente, é certo e sabido que há um grupo de pais que se prepara para uma das aventuras mais complexas da história da parentalidade: convencer aquelas pequenas e fofas criaturas (às quais passámos os últimos meses/anos a mudar fraldas) que está na altura de se tornarem civilizados e passarem a usar o wc, como o resto da família.
Ora bem, há coisas fundamentais a saber antes de embarcar nesta fase da vida:

1.É preciso contar com os acidentes. Mesmo que o nosso filho seja o mais fabuloso, inteligente e fantásticos, nesta coisa do desfralde há SEMPRE acidentes (que podem ser mais ou menos embaraçosos, principalmente para nós).

2. Ir às compras com eles - e escolher as cuecas que eles adoram. Se querem bonecada, seja bonecada (vim carregada de cuecas do Faísca, como se esperava). E sempre tenho o argumento de "não faças xixi no Faísca!".


3. É fundamental garantir que existe uma esfregona (resistente) e balde em casa, para além de um stock significativo de detergente antibacterianao para o chão - mesmo o mais preparado dos miúdos se distrai a brincar com a irmã ou a correr com os primos e os "presentes" acabam espalhados no chão da sala.


4. É boa ideia tornar TODA a casa numa superfície potencialmente lavável - ou seja, retirar tudo o que é tapetes, cobrir sofás de tecido e em particular aquelas peças que adoramos e que podem ficar irremediavelmente estragadas em poucos segundos.

5. Pensar em investir num stock significativo de resguardos - para a cama, para a cadeirinha do carro, para quando vai dormir a casa da avó...Dá menos trabalho mudar um resguardo que ter de lavar a cadeira do carro ou mudar a cama a meio da noite.


6. Delinear um plano e não desistir. Cá por casa somos apologistas de tirar fralda de dia e de noite, tudo ao mesmo tempo. Em conjunto com a escola, que já tem uma rotina de idas à casa de banho. Com a M. resultou bem, e não houve confusões do tipo "agora posso fazer na fralda, agora não posso fazer...". Com o P. também estamos a fazer o mesmo e está a correr bem.


7. Nos dias de desespero (naquelas alturas em que há uma série de acidentes de seguida), pensar que todos os miúdos chegam lá - com mais ou menos acidentes. E que vamos poupar uma pequena fortuna em fraldas. E que eles estão a ficar crescidos (sniff!).




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