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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Miúdos na rua (ou as brincadeiras de antigamente)

Este título soa um bocado à velho, mas foi o que saiu.
Os mais crescidos é que se fartavam sempre de dizer "no meu tempo, isto era assim, ou assado". 
E agora revejo-me.
Isto a propósito desta notícia aqui, em que se fala de passar a ser obrigatório para os miúdos até aos 7 anos andar de bicicleta com capacete. Com multas pesadas. Noutros países onde isto aconteceu, houve uma descida muito significativa dos miúdos que utilizavam bicicleta.
Eu, sinceramente, não percebo.
Estamos sempre a confrontar-nos com os números da obesidade infantil e tudo o que daí surge, e agora mais medidas para manter as crianças em casa, agarradas ao computador ou à televisão (parece que isto ainda não leva multa). Ou então é um incentivo à venda de capacetes de um amigalhaço que tem uma empresa destas quase a falir (que me perdoem potenciais vendedores, mas é a leitura que me surge). Porque sim, pode ser perigoso cair de uma bicicleta. Mas é igualmente perigoso manter as crianças sempre em casa, sem fazerem exercício físico. Para a saúde e para a mente.
E parece-me que faziam muito melhor em investir em ciclovias. 
E isto leva-me ao início - no meu tempo, brincava-se na rua. De bicicleta, de skate. Sem nada disto e só com a nossa imaginação. Nessa altura, a rua parecia um lugar seguro. E divertido. E ninguém usava capacete. Claro, muita gente caía. Mas no balanço global parece-me que éramos mais felizes. Menos ligados à tecnologia (que havia muito pouca). Menos ligados ao consumismo (que agora somos muito e os nossos filhos também). Mais ligados às nossas aldeias, vilas e cidades, às pessoas. Sabíamos os nomes dos nossos vizinhos. E éramos amigos uns dos outros de verdade. Não só pelo Facebook.
Mas, claro, posso estar enganada.
E, pelos vistos, a ficar velha.


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