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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Não gosto do Dia dos Namorados

 

Captura de ecrã 2017-02-14, às 16.59.11.png

 

Pois que o mundo se divide entre aqueles que passaram os últimos dois meses em busca do programa perfeito, do presente inesquecível, da música memorável, da refeição divinal para este dia de São Valentim, e os outros. O meu grupo. Aqueles que não querem nem saber deste dia.  

 

Na verdade, ouvir a expressão "Dia do Namorados" ou "Dia de São Valentim" tem um efeito tipo máquina-do-tempo, comigo a ser tele-transportada para a adolescência.

Aquela altura em que as emoções e os amores estão no topo das nossas prioridades, que o coração bate fora do peito todo o tempo e as borboletas vivem na nossa barriga. Aquela altura em que as miúdas giras são as populares, e têm mil-e-um-pretendentes, e recebem rosas e ursinhos e outras coisas pirosas neste dia. Aquela altura em que excesso de peso, borbulhas e outros acessórios-não-fashion nos afastam da magia do Dia de São Valentim. E quem não recebia uma carta de amor ou um peluche estava, definitivamente, fora.

Pronto, eu sou dessas, daquele grupo que nunca recebia nem um chocolatinho ou um presente de um admirador desconhecido, e que sonhava com um sorriso daquele rapaz giro que via todos os dias na paragem de autocarro mas que nem ousava olhar diretamente para ele. Dramas da adolescência: é isto que significa para mim o Dia dos Namorados.

 

 

Claro que a maldição de São Valentim decidiu perseguir-me mesmo agora mais crescidinha. Dia 14 de fevereiro passou a ser um dia ótimo para estar na escala de urgência, para ter festas de aniversário de crianças a que os miúdos não podem mesmo faltar, ou para ter o R. fora em trabalho. Nada de planos românticos, ursinhos ou chocolates. Nem um bilhete de cinema para ver o senhor Grey.

 

E é isto. Não gosto do Dia dos Namorados.

(pronto, vou abrir uma garrafa de vinho tinto, acender a televisão e ver "O Diário da Nossa Paixão", com o Skype ligado e o R. lá do outro lado, na cidade do amor)

 

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