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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

O carnaval de antigamente

Quando se aproximava o carnaval, era certo e sabido que ir da escola para casa e vice-versa (sim, íamos a pé e sobrevivemos) era uma constante aventura. A cada esquina podia haver um grupo com balões de água, depois do parque tínhamos de correr para escapar ao arremesso dos ovos, e qualquer amigo se tornava num potencial enfarinhador - para quem não sabe, a farinha, os ovos e a água não eram para fazer um bolo, mas para brincar ao carnaval. O objectivo era chegar à escola sem ser atingido, e voltar para casa impecável. Não era fácil, e era preciso escapar para lojas e pastelarias para o evitar.

Mas havia mais, coisas que nem sonhamos que existam nos dias que correm, porque a ASAE não deixa, porque tudo é perigoso, e acima de tudo, porque os miúdos dos dias de hoje estão fechados em casa, a jogar computador ou no facebook. Estou a falar das castanholas, que raspávamos nas paredes, ou dos estalinhos, que adorávamos atirar para o chão nos momentos mais improváveis.

 

E quando não se tinha estudado para o teste, era quase matemático que havia uma bomba de mau cheiro a estourar em plena sala de aula.

Carnaval era sinónimo de cortes de água na escola, para se evitarem batalhas de balões de água nos intervalos. Carnaval significava entusiasmo com máscaras e bailes ao som do samba, em clubes e associações do Barreiro velho.

Bolas, o que eu dava para dar um saltinho ao Carnaval de antigamente (de preferencia outra vez com 15 anos).

 

 

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