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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

O nosso Carnaval (o de antigamente!)

08.02.18 | Sofia Serrano

Captura de ecrã 2018-02-08, às 21.37.57.png

(eu, em modo Capuchinho Vermelho) 

 

Parece-me que não foi assim há tanto tempo. Foi na altura em que tudo passava mais devagar. 

O Carnaval era esperado e vivido com excitação. Havia mães e avós a costurar e remodelar peças antigas para nos tornar em princesas, palhaços, capuchinhos vermelhos ou bailarinas. 

Lembro-me de uma costureira que alugava os mais bonitos fatos de Carnaval, mas era muito difícil conseguirmos transformarmo-nos na tão cobiçada dama antiga ou princesa, porque só existia um modelo num tamanho - e era caro, um luxo a que nem todos se podiam dar.

Os habituais desfiles não podiam faltar. Mas havia todo um mundo de brincadeiras que o passar dos anos tem apagado - umas mais divertidas que outras.

Quem se lembra da farinha, que apanhava desprevenida muita gente? Mas ser enfarinhado ainda era o mais simpático, porque lançar ovos era um dos passatempos preferidos de muitos dos foliões. E balões de água.

O caminho de casa para a escola, que era feito a pé, tornava-se numa verdadeira corrida de obstáculos: primeiro tentava-se evitar o grupo dos enfarinhadores, depois era preciso correr até à loja mais próxima para fugir dos balões de água, e se fosse preciso tinhamos de procurar abrigo na casa de alguém para evitar ter uma gemada na cabeça. Claro que chegar impecável à escola era raro. E depois havia todo o caminho de volta.

 

Mas também existiam as bombinhas de mau cheiro, que eram perfeitas para lançar em plena sala de aula em dia de teste - a evacuação era inevitável, e o teste muito provavelmente adiado. Para além disso, recordo-me de atirarmos estalinhos e rasparmos nas paredes as castanholas, itens que a ASAE nos dias que correm não deve ver com bons olhos. E não havia Carnaval que se prezasse em que não houvesse uma boa luta de balões de água em pleno recreio da escola, com direito a fechar a água da rede da mesma e castigos à séria para os participantes - ou pelo menos para aqueles que eram apanhados.

 

Raspas Castanholas Carnaval Raspadinhas.jpg

 

 

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