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Café, Canela & Chocolate

O site da autora Sofia Serrano. Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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Os segredos das malas das mães

Avatar do autor , 07.07.14

Ah, as malas das mães... 
Esses objectos simultaneamente maravilhosos e assustadores, porque lá de dentro parece sair sempre tudo o que é preciso em cada ocasião. Mas uma mala-de-mãe é um objecto refinado, que exige preparação e evolução ao longo do tempo - até que se chega à perfeição.

Tudo começa antes da maternidade. 
Nessa altura, temos uma mala-fashion (uma carteira, vá!), que pode ser desde um qualquer modelito da Zara até a uma chiquérrima Chanel ou Louis Vitton -tudo depende do gosto e da capacidade de investimento. Mas uma coisa que é comum às mulheres antes da maternidade é terem uma mala gira e recheada de maquilhagem para estarmos sempre bonitas, perfume, baton, verniz, um livro para as horas livres, telemóvel, carregador de telemóvel, uns comprimidos para a dor de cabeça, lenços de papel, entre outras coisas mesmo essenciais para nós - tudo cheio de pinta e com as marcas da moda.

Depois começa a (re)evolução

A gravidez induz mudanças importantes - e uma das coisas que inevitavelmente acaba por mudar com o nascimento de um filho é a mala. 
Portanto, a ida para a maternidade torna-se num acontecimento marcante: deixamos para trás a Chanel e pegamos numa mala-de-maternidade às florzinhas, risquinhas e folhinhos, que jurámos anos antes nunca tocar. E sim, parece-nos repentinamente o acessório mais glamoroso de sempre. Lá dentro cabem roupas de bebé, mantinhas, chupetas e outros itens de puericultura, e num canto lá colocamos uma base para (se nos lembrarmos) ficarmos com um ar menos assustador (porque parto e noites em claro não são acontecimentos fáceis), uns elásticos para o cabelo e pouco mais. 
E isto continua nos meses de licença de maternidade.
De repente, esquecemo-nos de vez das nossas malas de marca e rendemo-nos à mala-de-bebé, que serve para colocar no carrinho, e leva fraldas, biberões, roupa extra, chupetas e supositórios para uma febre inesperada, que é lavável, desdobrável e traz um muda -fraldas. Arranjamos um sítio para a nossa carteira e para as chaves e ficamos felizes da vida por não andar a carregar mais tralha.

Mas à medida que o bebé cresce e voltamos à rotina do dia-a-dia, dá-se o aperfeiçoamento da mala-de-mãe, até chegar ao seu pleno.
Com as hormonas de volta ao normal, queremos ser novamente mulheres normais - ou pelo menos, mães giras. 
Voltamos a olhar para as malas mais fashion e temos de as adaptar à nossa nova realidade: mães. A toda a hora. Em qualquer lugar. E temos de estar preparadas para tudo.

Por isso, na Chanel cabem agora toalhitas de bebé (que passam a ser o acessório mais importante de sempre para tudo e mais alguma coisa), chupetas extra, pacotes de bolacha para fomes inesperadas, comprimidos para as nossas dores de cabeça e supositórios para as febres deles, brinquedos variados (que muitas vezes não percebemos como foram lá parar), fraldas para emergências e até slings ou mudas de roupa. Tudo isto entre os nossos kits de maquilhagem, perfume, telemóveis e outros acessórios. Uma mala-de-mãe chega mesmo a ter também a carteira e o telemóvel do pai, porque tem espaço para tudo.

Portanto, uma mala-de-mãe é uma verdadeira mala-do-Sport-Billy. 
Mas sofisticada. Porque as mães modernas são mães com pinta.



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