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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Planos

Tenho de começar a fazer alguma coisa da vida - ou seja, tenho de me começar a mexer. Ginásio, corrida, whatever. A sequência gravidez-licença de maternidade-estudo para o exame deixou a minha condição física num nível não muito famoso. Mesmo que não seja para perder muito peso, preciso de exercício para me sentir bem. Tonificar é basicamente a palavra de ordem. Mas há que começar por recuperar a condição física. O plano a curto prazo passa por começar a correr, primeiro caminhadas e ir aumentando o ritmo. O problema principal por aqui é sempre o tempo. As horas podiam duplicar para o dia dar para tudo o que precisava de fazer.
Esta coisa de ser mãe-trabalhadora dá direito a ter um horário de 40 horas de trabalho semanal no hospital, mais horas extra, mais horário completo em casa. Incluindo jantares, compras, roupa para lavar e passar, casa para arrumar e limpar.  Basicamente a única maneira de sobreviver é organizar o horário ao milímetro e utilizar todos os minutos disponíveis. Ora onde é que encaixa o exercício físico neste horário? Pois. 
Neste momento e para ser realista, vou tentar aproveitar dois períodos de 45 minutos que tenho durante a semana, enquanto a M. vai ao ballet. E vou correr. (eu detesto correr, mas admito que é o melhor para recuperar a forma e além do mais é um desporto de borla, o que também conta muito nos dias que correm). E depois de uns tempos, inscrevo-me no ginásio e vou fora de horas (que é como quem diz de saída de banco) fazer umas máquinas - não há grande volta a dar, tonificar é o que se quer. Mas confesso que o que gostava mesmo era de voltar às aulas de BodyCombat, que são claramente para solteiros sem filhos, que não têm dois miúdos para dar banho, jantar e meter na cama entre as 19h e as 21h.
Vamos a isto.
Toca a correr.
Alguém alinha?



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