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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

28.05.13

Road Trip com miúdos 2: a viagem


Sofia Serrano
Acordo com uma miúda hiperexcitada. São 5:00 da manhã. Queria sair cedo, mas também não exageremos! Explico-lhe que sim, vamos para Espanha hoje, mas que ainda pode ir dormir mais um bocadinho ( e eu também!). Lá se convence e volta para o quarto (e felizmente não resolveu acordar o mano também, que dorme no mesmo quarto que ela!).
Claro que na altura de acordar para sairmos, dormiam os dois pacificamente. Carro carregado, família alimentada e cá vamos nós em direcção à terra de nuestros hermanos!
GPS com uma senhora mais simpática que a anterior, CDs com as histórias tradicionais com música (obrigada senhores do Pingo Doce!), água, fruta e bolachinhas, boiões de fruta e afins no banco de trás. Músicas da Disney, Snow Patrol, Ana Carolina, One Republic. Uma mochila com brinquedos.
Vinte minutos depois de termos saído, já se ouve a M. a perguntar "Mãeeee, já estamos em Madrid?"....Lá volto a explicar que vai ser uma viagem comprida. E ela muito tranquilamente pega na mochila e começa a tirar brinquedos. O pequenino dorme. Parece que as coisas vão correr bem.


Em Sevilha lá paramos para pôr gasolina (que afinal não está muito mais barata que em Portugal) e esticamos as pernas. O P. também sai da cadeirinha, e faz o que ele mais gosta no carro - sentar-se ao volante, carregar na buzina e espalhar CDs! Petisca-se qualquer coisa. E prometemos parar em Mérida para almoçar, o que deixa a M. super-excitada : "Mãe, é lá que vive a princesa? Vamos ver a Mérida??? Yes!!!!" (não é bem, mas pronto, a motivação é importante)
Pelo caminho  conversamos sobre a escola e os amigos. Ela faz perguntas sobre Espanha e Portugal, porque é que nós já não temos reis e em Espanha há. Vê muitos palácios e castelos pelo caminho e sente-se uma princesa. O P. vai brincando com o ursinho musical e também não refila.


Paramos em Mérida para almoçar. O primeiro contacto com a comida espanhola da M (o P. lá comeu a sopinha da mãe, feita nesse dia antes de sairmos, a olhar para os passarinhos que voavam por ali). "Queres sopa? Esta é uma sopa espanhola especial, chama-se Gaspacho" Claro que depois de perceber que por ali havia tomate ( que ela não gosta) fez cara feia e passou directa ao segundo prato, que devorou num ápice. E depois um docinho de sobremesa, que de vez em quando também faz bem. Sim, uma das coisas boas das viagens é que os miúdos ficam cheios de apetite e comem lindamente. O P. ainda andou a treinar a andar por ali (ainda com ajuda) e a M. brincou um bocado, porque ainda tinhamos umas boas horas de carro antes de chegar ao destino.


Tudo pronto, de volta ao carro. Muitas aves de rapina pelo caminho. O mais pequeno adormeceu, solidário com la siesta. A M. acha que já é crescida, e se puder fazer qualquer coisa para evitar dormir a sesta, é mesmo isso. Portanto, lá parámos mais umas vezes, porque se lembrou que queria fazer xixi e afins para evitar cair no sono.



Ao fim da tarde, avistamos Madrid. Depois de um percurso sem portagens até então (quase 700 km) lá pusemos a mão ao bolso para entrar na capital espanhola. O nosso destino era mais a norte, Alcalá de Henares, uma região considerada património da humanidade. Agora dormem os dois. A senhora do GPS manda-nos por um atalho manhoso para chegar ao hotel, e o carro consegue sobreviver ao trajecto.
Carro estacionado, check-in feito. O hotel parece confortável, mas no quarto só podiam por uma cama extra para a M. Acabámos por levar a cama de viagem para o P. e lá se colocou num recanto (nota mental: para a próxima, ficar num hotel family-friendly).
Os miúdos acordam. Tudo para o banho e depois ainda há energia para umas Tapas com os amigos (e os miúdos). A M. adora petiscos e andou a experimentar tudo, mas o balanço global da comida não foi muito positivo - pois se estava convencida que "croquetes espanhóis" eram os nossos croquetes, depois da primeira dentada sentiu-se enganada e a partir daí foi um rol de desilusões gastronómicas ("gosto mais da comida portuguesa!").



A festa espanhola acabou cedo (para nós). Os mariachi continuaram, a sangria e o vinho. Nós regressamos ao hotel, os miúdos a dormirem (um no carrinho, outro ao colo).
No dia seguinte há tempo para passear e à tarde para a fiesta.

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