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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Sobre as notas, classificações escolares e afins

 

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Hoje foi dia de ir à escola da miúda saber as notas finais de ano. O 3º ano já se foi, venha o 4º!

 

Aqui em casa, a nossa postura é a de que, acima de tudo, os queremos felizes na escola e com interesse para aprender. Claro que os tentamos motivar nas aprendizagens e gostamos que se esforcem.

Mas a escola é mais que Português e Matemática, e acho ótimo cada vez mais darmos mais importância a outras áreas com Educação para a Cidadania, Artes, ginástica e tantas outras. O tempo para brincar, para criar, para conhecer o mundo é tão pouco, em comparação às horas que passam sentados a olhar para o quadro ou para o caderno...

 

A verdade é que os programas são imensamente complexos - há pouco tempo para ensinar, efetivamente, as coisas às crianças. Há pouco tempo para elas perceberem para que serve "aquilo" que estão a aprender. Na altura que nós, pais, aprendemos as reduções, e o dinheiro, íamos com um monte de moedas à mercearia da esquina comprar 500g de feijão verde e tinhamos de fazer contas ao dinheiro que iríamos gastar. E lá percebiamos porque é que andávamos a reduzir quilos para gramas e a fazer contas às moedas. Os nossos filhos vivem num mundo totalmente diferente - e não há tempo, nem na escola, nem na correria do dia-a-dia para pôr em prática estes conhecimentos e para os manter motivados e entusiasmados com coisas como a matemática.

 

 

E cada vez mais acho que esta avaliação baseada em %, em que espartilhamos totalmente o raciocínio aos miúdos, é muito redutor. Não há espaço para valorizar as características de cada criança, a imaginação, a criatividade. Na matemática, se um miúdo ousa chegar à solução de uma forma diferente da que foi dada na sala de aula, cai o Carmo e a Trindade; em Português, se a interpretação de duas linhas do texto não é como a solução proposta pelo livro, está tudo errado.

 

E apesar da miúda ter tido notas muito boas, fico triste quando tudo se resume a uma fórmula matemática, onde o 1º período tem 10% de peso, o 2ª período 20% e o 3º período 60% - e no final, é um programa de computador e as percentagens que dizem que são bons ou maus alunos, e não os dias que passaram com os professor.

(Eu, sonhadora, ainda acredito que um dia vamos conseguir mudar isto.)

 

A parte boa das notas? Aquela parte, em letras pequeninas, no fim da folha, que diz que a Mariana é uma menina empenhada, dedicada e reponsável, amiga dos amigos :)

 

 

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