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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

26
Jun18

Problemas que uma obstetra tem


Sofia Serrano

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Quem segue este blogue há mais tempo e em particular as minhas “Confissoes de uma Médica”, que originaram um livro com o mesmo nome, sabe que neste mundo da obstetricia há sempre histórias mais ou menos engraçadas e mais ou menos embaraçosas.

 

E porque este mundo das grávidas tem muitos pormenores importantes - por exemplo: "Quando foi feito o bebé?"- está associado a toda uma panóplia de confusões que podem envolver uma ou mais mães e um ou mais pais. 

 

Apesar de não ser a primeira vez que me vejo envolvida em confusões deste tipo, já fico com taquicardia quando a minha assistente entra com ar de caso e avisa:

 

 

 

 

31
Mai18

Eu tenho dois amores.


Sofia Serrano

Este fim de semana vou estar na Feira do Livro de Lisboa.

Um dos programas alfacinhas que adoro desde sempre: percorrer as bancas dos livreiros, espreitar os livros, descobrir autores. Os miúdos também adoram as leituras e estão entusiasmados como passeio pela feira.

Eu vou lá estar com os meus dois livros:

- no sábado, das 15:30 às 16: 30, no espaço Presença, com o "Confissões de uma Médica"

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- no domingo, das 15:00 às 16:00, no espaço da Cultura (Pavilhão A26) , com "O Livro da Mulher"

 

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Uma boa hora para bebermos um café e conversarmos. Posso contar convosco?

 

21
Mai18

Como é que consegues fazer tudo?


Sofia Serrano

Oiço esta perguntas muitas vezes. 

E a resposta é simples: não consigo. Não vale a pena estar com paninhos quentes.

Apesar de me tentar desdobrar em mil-e-um-papéis (como quase toda a gente!), a maior parte dos dias sinto que precisava de mais horas, mais paciência, mais energia.

E muitas vezes decido focar-me nas coisas mais importantes. Os miúdos são a prioridade - e os dias são muito orientados para ter algum tempo com eles. Preparar lanches e mochilas, ajudar a estudar, levar à escola. Tratar dores de cabeça e de barriga, secar lágrimas e aplaudir conquistas. Ir buscar à escola, levar às atividades extra-curriculares. Levar a comer um gelado. Ajudar nos banhos, ler histórias de adormecer.

Mas o meu trabalho também é a minha paixão e sou daquelas que não consigo dizer que não a mais uma consulta - porque se fosse eu do outro lado, numa situação de urgência, também queria poder ficar bem rapidamente. Ou acabo por demorar mais numa consulta porque preciso mesmo de ouvir o que aquela mulher me está a contar  (que é o motivo real para ter vindo a uma consulta de ginecologia) e afinal, só de a ouvir e tentar compreender posso ajudar mais que a prescrever um medicamento qualquer. Muitas vezes saio mais tarde, não tenho hora de almoço e esqueço-me de ir à casa de banho. Mas tento fazer o melhor possível e tenho a sensação que precisava de mais tempo.

E o livro? E o blog? E tempo para namorar? 

Vou tentando encaixar isto tudo ao longo do dia - e da noite. Nem sempre consigo e há momentos melhores que outros.

Há dias em que chego a casa e percebo que precisava de arrumar o quarto deles (daquelas arrumações a sério!), que tenho uma série de máquinas de roupa para fazer, que a cozinha continua de pantanas desde esta manhã, que a roupa de inverno ainda está por arrumar...e que o fim de semana desapareceu misteriosamente e daqui em nada estamos em agosto.

Antes de entrar em depressão, sento-me no sofá com um copo de vinho ou um café - e decido que preciso de um momento para mim para depois retomar as rédeas desta vida acelerada que todos temos.

Não, não consigo fazer tudo.

Mas dou o meu melhor - e às vezes preciso de deixar a casa desarrumada e ir dar um mergulho à praia para recuperar energias.

 (e prometo que estou a tentar responder a todos os mails, entrevistas e questões dos grupos de facebook e que vou publicar uma série de posts em atraso com as nossas escapadinhas de fim de semana, assim que der conta do monte de roupa para lavar cá de casa!)

 

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(isto foi domingo, horas antes de cair uma chuvada brutal - soube tãaaaaao bem!)

 

16
Jan18

Confissões de uma médica #19: as prioridades dos médicos


Sofia Serrano

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Quando fazemos o juramento de Hipócrates, declaramos  "A saúde do meu doente será a minha primeira preocupação". Juramos com emoção neste momento que marca o início do nosso percurso como médicos, e acreditamos que nada nos vai fazer desviar deste caminho.

Mas a medicina não é nada linear e muito menos o trabalho dos médicos.

 

Todos os dias, lutamos para que a marcante frase seja verdade, tentando contornar escassos recursos nos hospitais, falta de pessoal, falhas nos programas informáticos, exaustão.

 

Tentamos que esta frase seja verdade mesmo quando nos exigem que realizemos consultas em 5 minutos.

 

Tentamos que seja verdade quando não paramos para almoçar para evitar que o tempo de espera aumente - e já nem o croquete ou a empada nos mata a fome num intervalo às quatro da tarde, porque o governo achou prioritário proibir a venda deste tipo de alimentos no serviço nacional de saúde, ao invés de promover a venda de alimentos saudaveis ou mesmo - na loucura! - de contratar mais pessoal para conseguirmos manter o SNS a funcionar e conseguirmos todos ter tempo para uma refeição saudável e completa a horas decentes.

 

 

 

 

29
Nov17

Confissões de uma médica #18


Sofia Serrano

Muito haveria para se escrever sobre a letra dos médicos. Felizmente surgiram as receitas eletrónicas e programas em computadores para elaborarmos os relatórios ou apontarmos notas da história clínica.

Não, esta coisa rudimentar que se denomina "escrever" (vulgo "à mão"), não é para nós.

Lembro-me de numa outra vida, até ter uma letra bonita. Mas a pressão da faculdade de medicina, a velocidade a que temos de tirar apontamentos, a rapidez com que temos de escrever notas sobre cada doente, dá cabo de anos a treinar o torneado do "a" manuscrito.

 

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16
Nov17

O Despacito dos Médicos!


Sofia Serrano

Quem já leu o "Confissões de uma Médica", sabe que eu falo sobre o percurso dos médicos, em particular na Faculdade de Medicina de Lisboa - e a Noite da Medicina também lá está!

Este ano, os futuros médicos continuaram a tradição - deixo-vos o vídeo da paródia ao Despacito, devidamente adaptado à vida de um estudante de Medicina :)

 

 

12
Out17

Confissões de uma médica #17: pelas pessoas


Sofia Serrano

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Trabalhar todos os dias com pessoas tem todo o tipo de imprevisibilidade. Porque eu sou uma pessoa, e vejo pessoas.

Ser médico é na realidade estar numa relação com outros humanos, parecidos comigo numas coisas, diferentes noutras.

Tentar perceber porque estão ali, o que precisam, se os posso ajudar a ser mais saudáveis e felizes. E é impossível querer transformar uma consulta numa coisa com tempo limitado e um principío, meio e fim controlado.

Não há guiões para a medicina.

Há uma base científica, os estudos da medicina baseada na evidência, e depois há cada ser humano, em particular. Cada pessoa, com tudo o que isso acarreta. Porque cada um de nós é uma soma de emoções e de uma alma num corpo físico, que está inserido num meio. Somos uma complicação dos diabos, como dizia noutro dia uma amiga.

 

Por isso, quando alguém entra no meu consultório para esclarecer qual o melhor método de contraceção no pós parto, não me posso limitar a disparar um nome de uma pílula ou de um dispositivo qualquer. Tenho de ver efetivamente a pessoa e ter algum tempo.

O tempo suficiente para ver as olheiras. O tempo suficiente para ver como esfrega as mãos num gesto nervoso repetitivo. O tempo suficiente para ver que pequenas perguntas desencadeiam lágrimas. O tempo suficiente para ouvir que o problema não é só o metodo para não engravidar mas sim este ritmo acelerado de ser mãe e de ter um trabalho exigente, de não conseguir descansar, de não ter tempo para fazer as coisas que gostava, de não ter tempo para os filhos, de não ter tempo (e disposição) para o marido, de não estar feliz.

É preciso tempo para reconhecer uma depressão pós-parto. Muitas mulheres são mestres no disfarce, e a família e os amigos acreditam que está tudo "perfeito". Porque conseguem ir fazendo "tudo": gerir um bebé pequeno, a filha maior, o emprego, a auto-estima, a relação com o parceiro. A maior parte de nós não consegue. Estamos exaustas e vamos acreditando que é mesmo assim. Até chegarmos ao limite. 

 

 

03
Jun17

Feira do Livro


Sofia Serrano

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Começou  no dia 1 de junho. Confesso que é um dos meus programas preferidos em Lisboa. Adoro percorrer as bancas, namorar os livros e trazer um montinho deles para casa. Há bons descontos, o sítio é giro, e é quase certo que encontramos e revemos muitos amigos também apaixonados por livros.

Este ano, a Feira do Livro de Lisboa está maior e mais bonita, e com muitas novidades.

A saber:

- Livros do Dia  

Todos os dias, várias das editoras representadas escolhem um livro que, nesse dia, além do desconto da Feira que é adicionado sobre o preço de venda normal, está ainda mais barato.

- Hora H

De segunda a quinta-feira, das 22h00 às 23h00, é possível comprar livros com mais de 50 por cento de desconto.

- Apresentações de Livros

Vários autores vão marcar presença nesta Feira. Podem consultar tudo aqui.

Eu vou estar por lá hoje, dia 3 de junho, a partir das 15:00, no Pav A67/69 no espaço da Marcador Editora (fica no topo do corredor esquerdo do Parque se subirem a partir da rotunda do Marquês). E claro vou estar acompanhada pelo "Confissões de uma Médica" e pelo "Dias de uma Princesa Grávida", que vão estar à venda a preços bem simpáticos :)

 

Mas há muito mais nesta feira do livro de Lisboa: há petiscos variados (desde farturas a sapateiras e mojitos!), muitas atividades para crianças, teatros de marionetas e muitas mascotes que vão fazer as delícias dos mais pequenos.

Vemo-nos por lá?

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16
Abr17

Confissões de uma médica #14 : o mundo está a mudar


Sofia Serrano

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Vivemos num mundo maravilhoso. Com um sol fantástico, paisagens bonitas. Cheio de diferentes culturas e tradições. Com amor e amizade. Mas também recheado de desigualdades, discriminação, guerra, doenças.

Nas últimas semanas voltamos a ouvir falar do sarampo. Uma doença que estaria erradicada até...bom, até deixarmos de ter uma população vacinada. O sarampo voltou, como a tosse convulsa. Por várias razões possíveis, desde os pais que optam por não vacinar as crianças (quero acreditar que por estarem mal informados) até ao facto de recebermos no nosso país pessoas provenientes de zonas do mundo onde não existe um plano de vacinacão.

A verdade é que já ninguém está habituado a ver ou tratar sarampo. Há mais de 30 anos era frequente, mas em 2016 tinha sido erradicada de Portugal.

 

 

Por isso, é muito fácil alguém entrar no nosso pais com a doença (que é altamente contagiosa), achar que está com uma simples virose, e em poucos dias contactar com muitas pessoas - nos centros comerciais, numa ida ou cinema ou no supermercado - e infetar muita gente. Em particular, as crianças ou adultos que não foram vacinados. E se numa semana temos 4 casos, na semana seguinte podemos ter o dobro ou o triplo, e por aí em diante. O sarampo tem na maioria dos casos uma evolução benigna, mas nalguns pode ter complicações graves, como convulsões, pneumonia, sequelas graves ou mesmo morte.

O que é que podemos fazer? Em primeiro lugar, confiar no Plano Nacional de Vacinação e vacinar os nossos filhos, de forma gratuita - e confirmar se temos as nossas vacinas em dia. A moda de "não vacinar os filhos" tem surgido cada vez mais como uma têndencia das sociedades que vivem com segurança e conforto, a ponto de ignorar os riscos de doenças que parecem pertencer ao passado - mas que rapidamente voltam a surgir.

 

 

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Bem-vindos!

Olá! Sou a M. Sofia Serrano S., Ginecologista-Obstetra, mãe de dois miúdos maravilhosos, apaixonada por escrita. Adoro café, canela e chocolate e aproveitar as coisas boas da vida! Neste blog partilho as nossas aventuras em família, os desafios de ser mãe, dicas para as grávidas e tudo o que é fundamental saber sobre a saúde da mulher. Também conto algumas das aventuras dos hospitais e partilho um bocadinho deste mundo da medicina. Fiquem por aqui!

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