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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Só para avisar que hoje recebi uma caneta, senhores do fisco

Parece que agora tudo o que recebemos (nós, médicos) dos senhores da indústria farmacêutica tem de ser declarado.  E este "tudo" não significa viagens a sítios paradisíacos, almoços 5 estrelas, um programa de tratamento corporal completo num spa, um frigorífico ou um microondas. Nem um BMW ou um iPad. Estamos em crise, certo? Os ditos "bens avaliáveis em dinheiro", como os senhores do Infarmed lhe chamam, são canetas, post-its, réguas ou marcadores. Pois. Porque eu posso (...)

Dança do Sol (ou a renovação)

Que toda a gente está farta de chuva, já todos sabemos. E para não ficarmos como na crise (toda a gente sabe que existe, mas poucos fazem algo para sairmos dela), o melhor é pormos mão à obra. E parece que a Dança do Sol pode ser a solução (para a chuva e para a crise, curiosamente). É uma prática proveniente dos Índios da América do Norte. A cerimónia tradicional é realizada durante a lua cheia mais próxima do solstício de Verão - os índios acampam em círculo em (...)

Hoje

Foi assim.E agora? Para seguir o Café, Canela & Chocolate no facebook é aqui.

Filosofias de vida: viver sem dinheiro

Não é novidade que a culpa da crise é do dinheiro. Provavelmente sem dinheiro continuaríamos a trocar serviços - e por exemplo, os médicos continuariam a ir a casa dos doentes, trocar os cuidados médicos por galinhas, legumes, roupa.  E talvez até fossemos mais felizes.  Em plena Europa do século XXI, na Europa consumista, há quem opte por viver sem dinheiro.  Não por terem ficado sem ele.  Mas como filosofia de vida.  Como forma de protesto, para chamarem a atenção para (...)

Fight ou Flight

Cada dia que passa fico mais desiludida e acima de tudo, enervada com o que se passa no nosso país. E na área da saúde, aquela que me diz directamente respeito, aumentaram-se taxas moderadoras e tem-se vindo a diminuir tudo o resto : ordenados, qualidade, material, medicamentos. Trabalhar começa a ser difícil. Não há x, falta y, z já deixou de existir há muito tempo e ninguém sabe quando vai voltar a haver. O nosso organismo reage ao perigo com a libertação de catecolaminas - (...)

A sério

E depois do Natal, dos doces, das crianças felizes, das prendas, e da fartura de comida, volta-se ao trabalho. E sim, eu adoro o meu trabalho. Mas isto da austeridade começa a ser a sério. E não há tinteiros para as impressoras, papel, luvas, gel e um sei-lá-quantas coisas. Isto assusta-me um bocadinho. E parece que a tendência é mesmo para piorar. Não, isto não é suposto ser um post desmoralizante. Mas o mundo como o conhecíamos vai ficar progressivamente diferente. Vamos ter (...)

E afinal o Mundo não acabou (parece)

E afinal o Mundo não acabou. Ou então acabou e ninguém deu por nada. Andamos todos tão imersos em crise, desemprego, austeridade, que nem nos apercebemos bem do que se passa à nossa volta. Ou passamos os dias a tentar comprar prendas de Natal e coisas que não precisamos, engrossando filas e filas nos Centros Comerciais, só para dizer que afinal este ano também conseguimos comprar tudo o que queríamos, mesmo sem subsídios, porque com mais um empréstimo do banco (que não vamos (...)

Dicas para combater as constipações (e não só)

Ok.Está a chover. Outra vez.Está frio.Outra vez. Já sei, é inverno... Conclusão : miúdos e graúdos com tosse, ranho e outras viroses. Pensei numa lista de coisas úteis para ajudar a combater constipações e afins. Ora vejam se ajuda. 1- Ir viver os meses de Outono e Inverno para um país tropical. Boa ideia? Tipo Brasil ou outro do hemisfério sul... Austeridade? Pois, isso é um problema. Ok, então passar ao ponto 2. 2 - Tirar umas férias e ir para o hemisfério sul. Tipo Brasil. Austeridade outra vez?.....Certo. Então, passar ao ponto 3.

Querido Pai Natal...

Este ano achei que era melhor escrever-te esta carta cedo. Para teres tempo de preparares tudo para o Natal. É que por aqui, as coisas estão um bocadinho complicadas. Este ano não te vou pedir um relógio novo, uma mala ou um livro. Ou um perfume. Ou prendas para os miúdos. Este ano, queria pedir-te, se possível, que mantivesses o meu trabalho e o de outros tantos como eu, e quem sabe até, podias arranjar algumas vagas na tua oficina para um ou outro português. Somos gente (...)