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Café, Canela & Chocolate

O site da autora Sofia Serrano. Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Café, Canela & Chocolate

O site da autora Sofia Serrano. Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

Ficas tu ou eu com os miúdos?

Avatar do autor , 23.01.19

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Estamos em pleno inverno, a chuva alterna com o frio, e por mais que tentemos encharcá-los de vitaminas, agasalhá-los até aos ossos e mantê-los em zonas livres de virus, é praticamente impossível evitar as constipações.

E já sabemos o que se passa com uma contipação ou mesmo gripe: é preciso ficar em casa, baixar a febre, beber bastantes líquidos e esperar que passe - o nosso organismo tem de resolver o assunto e para isso precisa de uns 5 dias. De preferência com sofá, mantinha e uma boa série ou aquele livro que queríamos mesmo ler.

 

Em suma, quando os nossos filhos ficam doentes, temos de reorganizar os dias, cancelar consultas ou reuniões. É uma chatice para todos mas tem de ser. Esqueçam aquela coisa de encharcar os miúdos em xaropes para baixar a febre e mandá-los na mesma para a escola - possivelmente vamos ajudar a espalhar mais rapidamente ainda o virus e os miúdos podem piorar.

O que nos leva à questão seguinte: quem é que costuma ficar com os miúdos doentes? As mães? Os pais? Os avós ou outro tipo de apoio da família, como amas ou empregadas?

 

Eu lembro-me sempre do chá que a minha avó me fazia quando eu estava doente e ficava em casa dela. Lembro-me de ler as Seleções do Reader´s Digest quando começava a baixar a febre. Do sumo de laranja cheio de vitamina C para a constipação passar mais depressa. Das minhas bolachinhas preferidas com o melhor doce de tomate do mundo, para levantar o ânimo. 

Tive a sorte de crescer com o apoio dos avós, mas acredito que a maioria das famílias destes dias têm maior dificuldade em gerir a vida no que toca a filhos doentes.

Muitas famílias estão a viver longe do apoio dos avós (como nós), ou os avós ainda trabalham e também têm pouca disponibilidade. O que leva os pais a entrarem num número de malabarismo para ficarem com os miúdos em casa até estarem bons e não serem despedidos.

 

Por isso, proponho às pessoas que mandam neste país que pensem nas "férias da gripe": cada família devia ter direito a 5 dias de férias para poder dar apoio ao filho doente - para fazer chá, dar mimos e mantê-los no quentinho da sua casa até ficarem bons.

 

(sim, estou em casa com dois miúdos doentes)

 

 

 

Chegou a gripe

Avatar do autor , 11.01.18

Dizem que é o Influenza A (H3). Ou pode ser outro virus ligeiramente diferente. O facto é que a gripe anda aí em força, e parece que este ano há um número particularmente elevado de casos.

Claro que o frio que se tem feito sentir nas últimas semanas não ajuda. E já sabemos que as nossas casas não estão particularmente preparadas para dias frios. É muito importante mantermos um ambiente quente e confortável, e agasalharmo-nos bem em ambientes frios.

Quando surgem sintomas de gripe, devemos ficar em casa - a gripe é bastante contagiosa, e nem um aperto de mão ou um beijo são boas ideias se temos os sintomas característicos: tosse, febre alta, dores musculares.

Por aqui, já estamos de molho.

 

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São as mães que curam as gripes

Avatar do autor , 17.12.15

Muita coisa se poderia dizer sobre uma gripe.

E se me tivessem pedido para falar sobre gripe na semana passada, eu falava da parte científica, que inclui vírus, 3-4 dias de febre alta, dor no corpo, arrepios, tosse, falta de apetite. E sublinhava que o que é preciso é ficar em casa, baixar a febre, hidratar e esperar que passe, que é mesmo assim a vida.

Mas eis que a maldita gripe resolveu instalar-se por aqui. Começou pela miúda, no dia seguinte ficou o mais pequeno e depois os pais - a nossa primeira gripe familiar. Não sei bem qual é a letra da gripe este ano, mas é das chatas.

Uma autêntica festa. Em particular porque ter duas crianças com febre alta e a precisar de tomar xaropes para baixar a febre de 4/4h, em horários diferentes, é coisa para levar uma mãe quase à loucura. Já para não falar de ranhos e tosses, e de eu e eles fechados em casa quase uma semana. 

A parte boa é que as mães têm um super-poder qualquer que faz com que tenham de ter sempre extra-energia para tratar dos filhos - e por isso, as gripes das mães são coisas leves. E são os mimos e a paciência para dar água, para refrescar a testa, para ler uma história, para dizer que tudo vai passar rápido, que curam as gripes. Não, aqui os antibióticos não mandam nem curam nada, apesar de haver momentos em que tudo pareceria imensamente mais fácil se com uma colher mágica de antibiótico tudo voltasse ao normal mais depressa.

São as mães. As mães é que curam as gripes.

 

E depois de uma semana fechada em casa, devia, pelo menos, ter direito a uns bilhetes para o Star Wars - ouviste, R.? 

 

 

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